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As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2022 até o momento

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O primeiro semestre de 2022 está chegando ao fim e com isso chega o momento do nosso já (quase) clássico ranking com as melhores séries do ano até o momento! E nada melhor do que chegar no dia do Orgulho para exaltar essas produções que trazem representatividade LGBQTIA+ de formas diversas.

O ano já trouxe produções que passeiam por diversos gêneros, como ação, comédia, drama, suspense e até série de herói. Cada vez mais estamos conquistando novos espaços, estando em lugares que até então eram raros encontrarmos personagens femininas LGBQTIA+. Entre erros e acertos, vamos caminhando atrás de mais representatividade de qualidade na televisão e no streaming.

Assim como no ano passado, o streaming continua sendo a nossa principal fonte de produções, ocupando a maioria das posições do nosso Top 10. E outra curiosidade (e quase um spoiler): cinco posições das dez séries mais votadas são produções na segunda temporada. O que isso significa? Possivelmente nada, mas com certeza são séries que marcaram seu espaço e voltaram com mais força.

A equipe do LesB Out! selecionou as produções lançadas até junho de 2022 e através de uma votação interna fechamos esta lista com as dez melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2022 até o momento. Confira:

10º: The Wilds – 2ª temporada | por Yimi FKS

A série do Prime Video apresenta a história de oito garotas exiladas em uma ilha após um falso acidente, incluindo Toni (Erana James) e Shelby (Mia Healey), que desenvolvem um relacionamento amoroso. Em sua temporada de estreia, “The Wilds” teve uma repercussão bastante positiva, deixando uma grande expectativa para a segunda temporada. No retorno, o foco estava no gancho do último episódio do ano anterior, apresentando vários garotos que também ficaram presos em uma ilha. Os episódios seguem o mesmo padrão da temporada anterior, dividindo as histórias em três linhas do tempo: o presente, quando já saíram da ilha, o período em que ficaram exilados e a vida de cada um antes de serem submetidos ao experimento.

As meninas com quem criamos laços no ano anterior foram deixadas de lado, mas sabemos que o casal que conquistou os fãs, Toni e Shelby, tem mais tempo de tela, mas ainda com um final em aberto. Apesar das críticas mais duras, sobre como o roteiro foi repetitivo e alguns dos meninos tiveram a trama mal desenvolvida, “The Wilds” ainda se mantém entre as melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+, e aguardamos que na terceira temporada, que ainda não foi confirmada, a produção consiga corrigir os erros de roteiro e trazer algo ainda melhor.

9º: Dollface – 2ª temporada | por Bruna Fentanes

“Dollface” é uma série de comédia distribuída no Brasil pelo serviço de streaming do Star+. Na produção, acompanhamos Jules Wiley (Kat Dennings), que após terminar seu relacionamento de longa data, percebe que negligenciou suas amizades por causa do namorado. Desta forma, ela começa uma jornada de reconexão com suas amigas de faculdade, Madison Maxwell (Brenda Song) e Stella Cole (Shay Mitchell), além de se aproximar da sua colega de trabalho, Izzy (Esther Povitsky).

Na segunda temporada, a orientação sexual da personagem de Mitchell é explorada. Ela está tentando se encontrar profissionalmente, assim, conhece Liv (Lilly Singh), uma mulher lésbica e mãe solteira. “Dollface” não é uma série convencional e tem uma energia caótica, entretanto, é completamente encantadora e este ano está mais divertida do que nunca. Infelizmente, a produção foi cancelada e merecia ter tido mais destaque, tanto que conseguiu chegar no Top 10 dos lançamentos do ano.

8º: Euphoria – 2ª temporada | por Carol Souto

Um dos maiores sucessos dos últimos anos, a produção original da HBO conta a história da protagonista Rue (Zendaya), uma adolescente que enfrenta o vício em drogas desde a morte do pai. A trama traz debates sobre assuntos relevantes e sensíveis como o consumo de drogas, sexualidade e autoaceitação. Na segunda temporada, a produção adotou uma nova estética, deixando de lado os tons de azul e roxo, o neon e o glitter. Agora a incrível fotografia ganhou tons de amarelo e laranja, com uma tonalidade mais escura e densa.

O que também chama a atenção nessa temporada é a atuação impecável, cheia de energia e veracidade, digna de grandes indicações a prêmios, que Zendaya desenvolveu mais uma vez com a personagem, a partir de diálogos e embates emocionantes. “Euphoria” também abriu espaço para contar histórias de outros personagens que o público já conhecia, deu mais atenção às suas questões pessoais, com mais profundidade as suas narrativas e mostrou o grande potencial dos atores.

7º: Pacificador – 1ª temporada | por Monica Teixeira

“Pacificador” estreou este ano na HBO Max como um spin-off do filme “O Esquadrão Suicida”, dirigido por James Gunn, que também assina a série. A produção acompanha Pacificador (John Cena) e sua equipe em missões totalmente duvidosas, mas com o propósito maior de salvar o mundo de um ataque alienígena. Dentre os personagens já conhecidos como Emília Harcout (Jennifer Holland) e Economos (Steve Agee), acompanhamos também Leota Adebayo (Danielle Brooks), filha da Amanda Waller (Viola Davis). Com uma personalidade única, a personagem traz uma grande representatividade para a série.

Adebayo, é lésbica, casada e mãe de pet. Ela tem grande destaque na série pois além de trabalhar lado a lado com o Pacificador, ela acaba se tornando melhor amiga dele. A personagem se destaca também pelo seu crescimento pessoal: ela vai de uma mulher com bastante receios para uma incrível heroína capaz de salvar o dia e o mundo mesmo sem superpoderes, além de ser extremamente divertida e arrancar boas risadas de quem está assistindo.

6º: This is Us – 6ª temporada | por Carol Moreno

“This is Us”, uma das poucas séries dessa lista que não é produzida por uma das plataformas de streaming, chegou a sua temporada final em 2022. Conhecida por ser emocionante e trazer seu público às lágrimas, conta, de forma envolvente, a história da família Pearson por gerações, mostrando flashbacks e flashforwards, centrada principalmente nos pais, Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), e nos seus três filhos, Randall (Sterling K. Brown), Kate (Chrissy Metz) e Kevin (Justin Hartley). “This is Us” busca trazer questionamentos e ensinamentos, e deixa uma sensação de que vale a pena acreditar na humanidade.

Os dois personagens LGBTQIA+ estão dentro do mesmo núcleo da história, o de Randall, sendo o primeiro seu pai biológico, William (Ron Cephas Jones), que é bissexual, e então sua filha, Tess (Eris Baker), que se descobre sáfica na adolescência. Os dois personagens mostram diferentes jornadas quanto a sua sexualidade, no quesito de descobertas ou de já se entender e poder viver a sua realidade, mas têm em comum a aceitação por parte da família e o fato de ser uma representação saudável de ser LGBTQIA+ e negros, algo nem sempre comum em séries e filmes.

5º: Home Economics – 1ª temporada | por Grasielly Sousa

“Home Economics” poderia ser apenas mais uma comédia familiar da fórmula que o canal americano ABC aperfeiçoou nos últimos anos. E ela realmente usa bastante dessa fórmula de sucesso, que já trouxe nomes como “Modern Family” e “Black-ish”, mas ao longo da primeira temporada, que chegou ao Brasil este ano no Prime Video, a série vai construindo a sua própria identidade, com um elenco competente e carismático e um roteiro que sabe aproveitar ao máximo do potencial de cada um. A produção acompanha a relação de três irmãos (interpretados por Topher Grace, Caitlin McGee e Jimmy Tatro) e a situação financeira de cada um: um pai solteiro, recentemente divorciado e extremamente rico; um escritor tentando escrever um novo best-seller depois do fracasso do último livro, classe média com três filhos; e a irmã desempregada, vivendo em um apartamento minúsculo com a esposa e duas crianças.

O casal formado por Sarah (personagem da McGee) e Denise (Sasheer Zamata) trazem uma representatividade que ainda é difícil ver nos dias de hoje: um casal já de longa data, com filhos, em uma outra fase da vida, e isso no palco principal, não como secundárias. Em tantos anos com comédias familiares em alta, é ótimo poder ver finalmente a nossa realidade sendo retratada e de uma maneira tão bem feita e cheia de coração.

4º: Heartstopper – 1ª temporada | por Carol Moreno

Uma das grande novidade deste ano da Netflix e já renovada para mais duas temporadas, “Heartstopper”, é baseada nas Histórias em Quadrinhos de Alice Oseman, e mostra a história de Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor), dois estudantes de um colégio de ensino médio apenas para garotos, que ao desenvolverem uma grande amizade começam a também ter sentimentos românticos um pelo outro. O destaque da série é de mostrar de forma leve a experiência de ser LGBTQIA+ na adolescência, que mesmo com várias dificuldades pode ser boa quando cercada de apoio e aceitação.

Outro ponto importante de ressaltar sobre a produção é que a representatividade vai além de seu casal principal, sendo as três personagens femininas com destaque LGBTQIA+, sendo uma das melhores amigas do protagonista, Ellie (Yasmin Finney), uma garota trans, que muda de escola após a transição e agora precisa ser a aluna nova neste novo lugar, e suas duas novas amigas, Tara (Corinna Brown) e Darcy (Kizzy Edgell), que além de melhores amigas também namoram, e passam pela experiências de como é contar para todos sobre o seu relacionamento.

3º: Rebelde (2022) – 1ª temporada | por Roberta Valentim

A primeira temporada de “Rebelde (2022)” chegou à Netflix com o peso de honrar o legado daquele que é considerado o maior fenômeno audiovisual da América Latina e mesmo com seus curtos episódios conseguiu nos encher de nostalgia com as referências a trama original, mas também nos envolver com as histórias dos novos frequentadores do EWS.

Com muita música e todo o drama que só uma série baseada em uma novela mexicana pode oferecer, temos uma chuva de conflitos, rivalidades sendo criadas, dramas familiares e ainda muito romance. E se enquanto os protagonistas, Esteban (Sérgio Mori) e Jana (Azul Guaita), deixam a desejar, e MJ (Andrea Chaparro) e Dixon (Jerônimo Cantillo) ainda estão se entendendo, o casal formado por Emília (Giovanna Grigio) e Andi (Lizeth Selene) dá um show de química, carisma e representatividade.

2º: Gentleman Jack – 2ª temporada | por Shirley Pinheiro

Depois de dois anos, finalmente a espera acabou! A segunda temporada de “Gentleman Jack” já está disponível na HBO Max e quem estava com saudades de ver Suranne Jones quebrando a quarta parede já pode maratonar a série no streaming!

A história da primeira lésbica moderna, contada a partir dos diários da proprietária de terras Anne Lister (Jones), retorna neste segundo ano com os acontecimentos que se deram após a cerimônia não oficial de casamento entre Lister e Ann Walker (Sophie Rundle). A série acompanha o empenho de Anne Lister em expandir os negócios e as reformas de sua propriedade, Shibden Hall, para receber sua companheira. Enquanto a outra enfrenta as próprias incertezas e os conflitos familiares que não vêem com bons olhos a relação das duas.

Suranne Jones é a grande estrela da série, embora a química entre as atrizes seja inegável e profundamente satisfatória de assistir. Assim como a primeira, esta temporada adota um tom bem humorado, mas sem deixar de lado cenas tensas e melancólicas. E vale ressaltar que a evolução da personagem de Sophie Rundle é uma das melhores coisas da produção, vê-la impor suas próprias vontades é quase tão bom quanto as cenas apaixonadas do casal.

1º: Hacks – 2ª temporada | por Karolen Passos

Esta não é a primeira vez que a produção criada por Lucia Aniello (“A Noite é Delas”), Paul W. Downs (“Broad City”) e Jen Statsky (“The Good Place”) entra em nosso Top 10 (ou 9) de Melhores do Ano. Durante o ano passado, a primeira temporada da série ficou em sétimo na matéria da metade do ano e terceiro na do final do ano. E este ano, ela brilha em nosso primeiro lugar.

A trama conta a história de Deborah Vance (Jean Smart), uma lendária comediante de Las Vegas, e Ava (Hannah Einbinder), uma escritora de 25 anos, que acabou de perder um contrato. O segundo ano da produção foi o que podemos classificar como um primor da comédia norte-americana. Os roteiristas souberam utilizar do que há de melhor em seus personagens e permitiu que suas trajetórias tivessem um crescimento espetacular.

Para além disso, a química entre o elenco, em especial, Smart e Einbinder, é palpável, e conforme o espectador assiste se sente parte da família de “Hacks”. A representatividade LGBTQIA+ está em dia, principalmente, no episódio “The Captain’s Wife”, o quarto da segunda temporada.

A premiada “Hacks” é tudo isso que você está pensando e muito mais, por esta razão, merece o primeiro lugar da nossa lista. A série está disponível na HBO Max.

Menção Honrosa: Yellowjackets – 1ª temporada | por Karolen Passos

Nossa menção honrosa vai para a produção criada por Ashley Lyle e Bart Nickerson (“Narcos: Mexico”), original do canal Showtime e distribuída no Brasil pela Paramount+, aqui conhecemos a história de uma talentosa equipe de jogadoras de futebol que se tornam sobreviventes de um acidente de avião nas profundezas de Ontário.

O trailer e a sinopse de “Yellowjackets” não conseguem capturar o que a série realmente é – e talvez isso seja algo positivo, considerando que a surpresa e a forma como a narrativa fará seu coração palpitar seja uma experiência única que merece ser vivida.

Se por um lado “Hacks” é o primor da comédia este ano, “Yellowjackets” é o primor do suspense. Nos quesitos como roteiro, direção, trilha sonora, arte, a produção é incrível e quando se trata de atuação um verdadeiro show à parte. A série estreou no final do ano passado somente finalizando no início deste ano, e por esta razão, ela se encontra nesta lista como uma menção honrosa.


Segue a lista com as outras séries com personagens femininas LGBTQIA+ citadas em nossa votação, com suas respectivas posições:

11. “Love, Victor” (3ª temporada);
12. “iCarly” (2ª temporada);
13. “Girls5eva” (1ª temporada);
14. “Primeira Morte” (1ª temporada);
15. “Um de nós está mentindo” (1ª temporada);
16. “How I Met Your Father” (1ª temporada);
17. “Tudo Igual… SQN” (1ª temporada);
18. “Naomi” (1ª temporada);
19. “The First Lady”;
20. “Work in Progress” (2ª temporada);
21. “Elite” (5ª temporada);
22. “Bem-vindos ao Éden” (1ª temporada)


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5 séries de época com representatividade sáfica para quem ama romances proibidos

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Se você ama séries de época, figurinos impecáveis, sociedades cheias de regras e aqueles romances que parecem ainda mais intensos justamente porque não deveriam acontecer, esta lista é para você. Entre a Madri dos anos 1920, a Londres do século XIX e os Estados Unidos dos anos 1940, existem histórias que colocam relações entre mulheres no centro de suas narrativas.

Selecionamos cinco séries que combinam diferentes períodos históricos com representatividade LGBTQIA+, passando por romances sáficos, personagens queer e histórias que também questionam os papéis impostos às mulheres em suas épocas. E tem de tudo: poesia, telefone, beisebol, aristocracia e muito drama.

1. As Telefonistas

Ambientada em Madri nas décadas de 1920 e 1930, As Telefonistas acompanha quatro mulheres que trabalham em uma companhia telefônica. A produção espanhola mistura drama, relações pessoais e as transformações sociais vividas pelas personagens, além de ser classificada pela Netflix como uma série de época e LGBTQIA+.

Entre as tramas sáficas está a relação entre Carlota (Ana Fernández) e Sara (Ana Polvorosa), que ganha espaço ao longo da história. A série também apresenta uma trajetória de identidade de gênero envolvendo Sara, que posteriormente passa a ser apresentada como Óscar. Por isso, a história das duas deve ser entendida dentro de uma narrativa mais ampla sobre gênero, sexualidade e liberdade.

Para quem gosta de histórias de época com personagens femininas ocupando diferentes espaços e enfrentando as expectativas da sociedade, é uma opção que mistura romance, drama e transformação social.

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2. Dickinson

E se a vida de uma das maiores poetas da literatura ganhasse uma releitura cheia de ousadia? É justamente essa a proposta de Dickinson, série da Apple TV+ protagonizada por Hailee Steinfeld como Emily Dickinson.

Ambientada no século XIX, a produção acompanha Emily enquanto ela enfrenta as limitações impostas pela sociedade e pela própria família. Entre os elementos centrais da narrativa está sua relação com Sue, interpretada por Ella Hunt. A série desenvolve entre as duas um romance sáfico, explorando uma ligação que vai além da amizade.

É uma escolha especialmente interessante para quem gosta de produções de época que não ficam presas a uma representação totalmente convencional do passado. Aqui, a história de Emily ganha uma leitura contemporânea sem abandonar o contexto histórico em que a personagem está inserida.

3. Os Bucaneiros

Em Os Bucaneiros, a Londres da década de 1870 é o cenário para a chegada de jovens americanas enviadas à Inglaterra em busca de casamentos e status social. Inspirada na obra inacabada de Edith Wharton, a série coloca em conflito os costumes americanos e britânicos enquanto suas personagens tentam encontrar seus próprios caminhos.

Entre elas estão Mabel Elmsworth e Honoria Marable, interpretadas por Josie Totah e Mia Threapleton. As duas protagonizam uma relação amorosa sáfica que se desenvolve em meio às regras e expectativas daquele período.

A série também ganhou uma segunda temporada, lançada em 18 de junho de 2025, e foi renovada para terceira temporada. Para quem procura uma produção de época com romances, amizades, rebeldia feminina e uma boa dose de drama social, Os Bucaneiros entra facilmente na lista.

Visibilidade Bissexual | 20 personagens bissexuais das séries de TV e streaming

4. Gentleman Jack

Poucas histórias de época conseguem unir romance e registros históricos de maneira tão direta quanto Gentleman Jack. A produção da BBC/HBO foi criada por Sally Wainwright e é baseada nos diários codificados de Anne Lister, acompanhando sua relação com Ann Walker.

Anne Lister, interpretada por Suranne Jones, e Ann Walker, vivida por Sophie Rundle, tiveram uma relação romântica documentada historicamente. Os registros preservados mostram que a relação entre as duas desafiava as normas sociais do século XIX, enquanto os diários de Lister também registram seus relacionamentos com mulheres.

Na segunda temporada, Anne Lister e Ann Walker passam a viver juntas como esposas. Como a série parte de personagens e acontecimentos históricos documentados, vale lembrar que Gentleman Jack também é uma dramatização: a produção transforma esses registros em uma narrativa televisiva.

5. A League of Their Own

Se você prefere uma série de época que troca os salões aristocráticos por campos de beisebol, A League of Their Own pode ser a escolha certa. Ambientada no contexto do beisebol profissional feminino nos Estados Unidos da década de 1940, a produção acompanha mulheres que buscam construir uma carreira no esporte.

A série amplia a história apresentada pelo filme de 1992 e inclui narrativas LGBTQIA+. Carson Shaw (Abbi Jacobson) desenvolve uma relação com Greta Gill (D’Arcy Carden), enquanto Max Chapman (Chanté Adams) também vive uma trajetória afetiva com mulheres. A sexualidade das personagens aparece ligada aos conflitos e às limitações sociais daquele período.

Há, porém, um detalhe importante para quem pretende começar a série: A League of Their Own foi cancelada após a primeira temporada, depois de uma segunda temporada ter sido inicialmente renovada. Assim, a história disponível termina após esses episódios.

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Qual dessas séries combina mais com você?

Entre romances escondidos, sociedades que impõem regras às mulheres e personagens tentando encontrar liberdade em diferentes períodos históricos, essas cinco produções mostram que histórias sáficas podem aparecer de muitas formas dentro das narrativas de época. As produções listadas passam por contextos completamente diferentes, mas têm em comum personagens femininas que desafiam, de maneiras distintas, aquilo que era esperado delas.

E, para quem já colocou todas essas na lista, fica uma sugestão extra: The Confessions of Frannie Langton, minissérie de época ambientada na Londres georgiana. A produção acompanha Frannie Langton, uma jovem jamaicana que chega a Londres e se envolve com Madame Marguerite Benham enquanto é acusada de assassinato. A história tem quatro episódios e aborda uma relação amorosa entre as duas, além de temas como raça, classe e escravidão.

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Visibilidade Bissexual | 20 personagens bissexuais das séries de TV e streaming

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A bissexualidade também está presente em diferentes gêneros e formatos das séries de TV e streaming. De comédias a dramas, passando por fantasia, ficção científica, animação e produções de ação, existem personagens bissexuais vivendo romances, enfrentando conflitos, salvando o mundo, construindo suas carreiras e, simplesmente, vivendo suas histórias.

Para celebrar a visibilidade bissexual, reunimos 20 mulheres bissexuais de séries de TV e streaming que tiveram temporadas ou episódios lançados depois de 2021. A lista inclui personagens que já fazem parte de histórias conhecidas e outras que podem ser uma boa descoberta para quem procura novas produções para assistir.

Atenção: a lista a seguir contém spoilers sobre relacionamentos e descobertas de sexualidade de algumas personagens.

1. Ava Daniels — Hacks

Inteligente, ambiciosa e com uma personalidade afiada, Ava Daniels (Hannah Einbinder) é uma das roteiristas de “Hacks”. Enquanto tenta construir sua carreira ao lado da lendária comediante Deborah Vance (Jean Smart), Ava também vive diferentes experiências em sua vida pessoal. A produção da Max mistura comédia e drama ao acompanhar a relação profissional e pessoal entre duas gerações diferentes da comédia.

2. Bela Malhotra — A Vida Sexual das Universitárias

Bela Malhotra é uma das estudantes acompanhadas por A Vida Sexual das Universitárias, comédia da Max. Interpretada por Amrit Kaur, a personagem é ambiciosa e sonha em trabalhar com comédia. Sua bissexualidade é explicitamente estabelecida na terceira temporada, lançada em 2024, ampliando também as possibilidades de sua vida afetiva dentro da história.

3. Cruz Manuelos — Special Ops: Lioness

Em “Operação: Lioness”, série de ação e espionagem da Paramount+, Cruz Manuelos é uma fuzileira naval recrutada para o programa Lioness e enviada para uma missão de infiltração. Interpretada por Laysla De Oliveira, a personagem demonstra atração por homens e mulheres e desenvolve um envolvimento romântico com Aaliyah Amrohi (Stephanie Nur) durante a operação. A produção combina ação, espionagem e conflitos pessoais em meio às missões.

4. Shauna Shipman/Sadecki — Yellowjackets

Shauna é uma das sobreviventes do acidente aéreo que deixa uma equipe de futebol perdida na natureza em “Yellowjackets”. A personagem é interpretada por Sophie Nélisse na adolescência e Melanie Lynskey na fase adulta. Casada com Jeff (Warren Kole), Shauna também vive, no passado, um relacionamento com Melissa (Hilary Swank/Jenna Burgess), enquanto sua história afetiva se torna cada vez mais complexa ao longo da série. Na terceira temporada, sua atração por mulheres ganha ainda mais espaço na trama.

5. Lexi Martine — SkyMed

Lexi Martine é uma piloto que trabalha em um serviço de ambulância aérea em SkyMed, drama médico e de emergência canadense. Interpretada por Mercedes Morris, a personagem é bissexual e vive um relacionamento com Stef ao longo da série. A produção acompanha profissionais que trabalham em situações de emergência e precisam lidar com os desafios pessoais e profissionais da rotina.

6. Miranda Hobbes — And Just Like That…

Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) retorna em “And Just Like That…” enfrentando uma fase de grandes mudanças pessoais. Depois de anos de casamento com Steve, ela se envolve com Che Diaz (Sara Ramírez) e começa a explorar uma parte de sua sexualidade que havia deixado de lado. A série acompanha esse processo sem transformar sua descoberta em algo instantâneo: Miranda passa por dúvidas, relações e novas experiências enquanto aprende a compreender melhor sua atração por mulheres.

7. Bradley Jackson — The Morning Show

Determinada, impulsiva e disposta a falar o que pensa, Bradley Jackson (Reese Witherspoon) é uma jornalista e âncora de The Morning Show, drama da Apple TV+. Sua bissexualidade é estabelecida na narrativa, incluindo seu relacionamento com Laura Peterson (Julianna Margulies) e relacionamentos com homens. A série se passa nos bastidores do jornalismo televisivo e também aborda relações de poder, carreira e vida pessoal.

8. Mabel Mora — Only Murders in the Building

Misteriosa, sarcástica e dona de um estilo impossível de ignorar, Mabel Mora (Selena Gomez) é uma das protagonistas de “Only Murders in the Building”. Ao lado de Charles (Steve Martin) e Oliver (Martin Short), ela se envolve em uma série de investigações enquanto tenta descobrir mais sobre si mesma e sobre seus relacionamentos. Ao longo da série, Mabel se relaciona com homens e mulheres, incluindo seu romance com Alice Banks (Cara Delevingne), tornando sua bissexualidade parte natural de sua história.

9. Queen Maeve — The Boys

Também conhecida como Maggie Shaw, Queen Maeve é uma das principais super-heroínas de The Boys. Interpretada por Dominique McElligott, a personagem faz parte dos Sete e teve relacionamentos com homens e com Elena (Nicola Correia-Damude), sua ex-namorada. A série da Prime Video mistura ação, super-heróis e sátira para construir uma visão bastante crítica do poder e da indústria de heróis.

10. Vignette Stonemoss — Carnival Row

Vignette Stonemoss é uma fada e integrante de uma comunidade de seres mágicos marginalizados em Carnival Row. Interpretada por Cara Delevingne, a personagem mantém relações com homens e mulheres ao longo da produção. A série da Prime Video combina fantasia e drama em um universo marcado por conflitos entre humanos e criaturas mágicas, e sua segunda e última temporada foi lançada em 2023.

11. Space Beth — Rick and Morty

Space Beth é uma versão de Beth Smith em Rick and Morty, animação adulta que mistura ficção científica e comédia. A personagem é bissexual, assim como sua contraparte Earth Beth, e a sexta temporada, lançada em 2022, explora o relacionamento entre as duas versões de Beth. A produção acompanha as aventuras absurdas de uma família em meio a viagens interdimensionais e situações cada vez mais caóticas.

12. Kitty Song Covey — Com Carinho, Kitty

Romântica, impulsiva e acostumada a tentar juntar outras pessoas, Kitty Song Covey (Anna Cathcart) vai para a Coreia do Sul em “Com Carinho, Kitty” acreditando que finalmente viverá seu romance com Dae. Só que sua experiência em Seul também faz com que ela perceba que seus sentimentos por Yuri (Gia Kim) são mais do que amizade. A série acompanha justamente esse processo de descoberta, enquanto Kitty passa a entender sua bissexualidade sem precisar encontrar todas as respostas imediatamente.

13. Christine Chapel — Star Trek: Strange New Worlds

Christine Chapel é uma enfermeira da USS Enterprise e integrante da equipe médica de Star Trek: Strange New Worlds. Interpretada por Jess Bush, a personagem é bissexual, e a primeira temporada, lançada em 2022, revela que ela já teve relacionamentos com mulheres e homens. A produção da Paramount+ é uma série de ficção científica ambientada no universo de Star Trek e acompanha as aventuras da tripulação da Enterprise.

14. Luz Noceda — The Owl House

Luz Noceda é a protagonista bissexual de The Owl House, série animada de fantasia da Disney Channel. A personagem é uma adolescente dominicana-americana que chega a um mundo mágico e começa a aprender a praticar magia. Sua bissexualidade foi confirmada pela criadora Dana Terrace, e Luz desenvolve um relacionamento romântico com Amity Blight ao longo da história.

15. Vex’ahlia de Rolo — The Legend of Vox Machina

Vex’ahlia de Rolo é uma meia-elfa, arqueira e uma das integrantes do grupo de aventureiros Vox Machina em “The Legend of Vox Machina”. Ao lado de seu irmão gêmeo, Vax’ildan, e dos demais integrantes do grupo, ela se envolve em diferentes missões enquanto enfrenta criaturas, conflitos e ameaças que colocam o mundo mágico em risco.

16. Harley Quinn — Harley Quinn

Harley Quinn é a protagonista da série animada adulta que leva seu nome. Depois de sua separação do Coringa, a personagem constrói uma nova fase da vida e desenvolve seu relacionamento com Poison Ivy. Bissexual, Harley está no centro de uma produção da Max que mistura comédia, ação e super-heróis, com temporadas lançadas depois de 2021, incluindo a terceira em 2022 e a quinta em 2025.

17. Dina — The Last Of Us

Dina (Isabela Merced) é uma das personagens apresentadas na segunda temporada de “The Last of Us”. Conhecida por sua personalidade espontânea e por sua relação com Ellie (Bella Ramsey), ela também possui uma história afetiva que inclui relacionamentos com homens. Bissexual, Dina se torna uma personagem importante na jornada de Ellie em meio ao mundo devastado pela infecção e pelos conflitos entre diferentes grupos.

18. Toni Topaz — Riverdale

Toni Topaz, interpretada por Vanessa Morgan, é uma personagem bissexual de Riverdale. Integrante dos Southside Serpents, ela também atua como conselheira escolar e posteriormente se torna mãe. A série adolescente da The CW mistura drama e mistério e teve temporadas lançadas depois de 2021, incluindo a sexta e a sétima temporadas.

19. Carson Shaw — A League of Their Own

Carson Shaw é uma jogadora de beisebol interpretada por Abbi Jacobson em “A League of Their Own”. Casada com Charlie, ela começa a descobrir sua atração por mulheres depois de entrar para os Rockford Peaches e se envolver com Greta Gill (D’Arcy Carden). A série acompanha esse processo de descoberta enquanto Carson também precisa lidar com as expectativas colocadas sobre as mulheres em uma época em que seguir os próprios desejos nem sempre era uma possibilidade.

20. Ramona Flowers — Scott Pilgrim: A Série

Misteriosa, estilosa e dona de um passado amoroso bastante movimentado, Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) é uma das protagonistas de “Scott Pilgrim: A Série”. A animação mostra seu relacionamento com Scott Pilgrim, mas também revela seu histórico de relações com outras mulheres, incluindo Roxie Richter. Bissexual, Ramona ganha ainda mais espaço para explorar sua própria história na adaptação da Netflix, que reimagina os acontecimentos dos quadrinhos de uma forma diferente.

Histórias diferentes, personagens diferentes

Uma super-heroína, uma jornalista, uma piloto, uma estudante universitária, uma sobrevivente, uma arqueira, uma adolescente em descoberta e até uma fada. As personagens desta lista mostram que não existe um único jeito de contar histórias sobre mulheres bissexuais. Elas aparecem em comédias, dramas, romances, animações, ficção científica, fantasia e histórias de ação — algumas com a sexualidade como parte importante da trama, outras simplesmente vivendo suas vidas e relacionamentos.

E essa diversidade também importa: quanto mais histórias diferentes chegam às telas, mais possibilidades existem para que outras pessoas se reconheçam nelas.

Visibilidade Bissexual | 10 personagens bissexuais das séries de TV

Visibilidade Lésbica (Parte 03) | 20 personagens lésbicas das séries de TV e streaming

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Visibilidade Lésbica (Parte 03) | 20 personagens lésbicas das séries de TV e streaming

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A televisão e o streaming têm ampliado cada vez mais o espaço para personagens LGBTQIA+, e isso também significa encontrar mulheres lésbicas ocupando os mais diferentes lugares nas histórias: protagonistas, coadjuvantes, heroínas, vilãs, adolescentes, adultas, profissionais, atletas e muito mais.

Para esta lista de 20 personagens lésbicas de séries de TV e streaming, consideramos produções que tiveram pelo menos uma temporada ou episódios lançados depois de 2021. Ou seja: a série não precisa necessariamente ter estreado a partir de 2022, mas a personagem precisa aparecer em uma produção com conteúdo lançado nesse período.

E tem de tudo por aqui. Comédia, drama, ficção científica, suspense, sobrevivência, policial, romance, musical, esporte e aventura. Algumas personagens estão no centro de suas histórias; outras aparecem em núcleos importantes. O ponto em comum é a presença de mulheres lésbicas em séries que continuam chegando ao público.

E esta não é a primeira parte da nossa seleção! Se você ainda não conferiu, aproveite para ler também a parte 01 e a parte 02 da lista, com outras personagens lésbicas que marcaram — e continuam marcando — as séries de TV e streaming.

1. Leighton Murray — A Vida Sexual das Universitárias

Popular, confiante e acostumada a esconder algumas partes de si mesma, Leighton Murray (Reneé Rapp) começa “A Vida Sexual das Universitárias” tentando manter sua sexualidade em segredo. Ao longo da série, ela passa pelo processo de se assumir lésbica e lidar com as expectativas da família e das pessoas ao seu redor. Sua trajetória também envolve relacionamentos, amizades e a construção de uma vida mais fiel a quem ela realmente é.

2. Roxie Alba — 9-1-1: Nashville

Em “9-1-1: Nashville”, Roxie Alba é uma paramédica e médica da Estação 113, interpretada por Juani Feliz. A série é um drama de emergência e faz parte da franquia 9-1-1. Roxie está entre as personagens principais do derivado e sua trajetória também inclui relacionamentos anteriores com mulheres. É uma opção para quem gosta de séries de emergência e quer encontrar representação lésbica dentro de uma história marcada por situações profissionais e dramáticas.

3. Liz — Elle

“Elle” é uma série adolescente da Prime Video que funciona como prequela de “Legalmente Loira”, e Liz é uma das amigas de Elle Woods (Lexi Minetree). Interpretada por Gabrielle Policano, a personagem é uma estudante de 16 anos e uma adolescente lésbica assumida. Sua sexualidade faz parte de quem ela é, mas não é apresentada como o único aspecto de sua personalidade. Para quem gosta de histórias adolescentes e quer conhecer uma nova personagem lésbica dentro do universo de Elle Woods, Liz é uma das opções desta lista.

4. Charlotte Keene — Silo

Charlotte Keene aparece na terceira temporada de “Silo”, série de ficção científica e drama pós-apocalíptico da Apple TV+. Interpretada por Jessica Brown Findlay, Charlotte é irmã de Daniel Keene (Ashley Zukerman). Sua história na terceira temporada envolve uma investigação relacionada ao acidente que sofreu enquanto trabalhava como piloto da Marinha. É uma personagem para quem gosta de ficção científica e narrativas pós-apocalípticas, especialmente quando a representação LGBTQIA+ aparece inserida em uma trama maior.

5. Ellen Gilbert — How I Met Your Father

Ellen Gilbert é uma personagem lésbica de “How I Met Your Father”, sitcom derivada de “How I Met Your Mother”. Interpretada por Tien Tran, Ellen é irmã adotiva de Jesse (Christopher Lowell) e chega a Nova York depois de passar por um divórcio. A personagem está tentando reconstruir sua vida e também sua relação com o irmão. Para quem gosta de sitcoms e histórias sobre amizades, relacionamentos e recomeços, Ellen é uma presença LGBTQIA+ dentro desse universo de comédia.

 

6. Ramona Campbell — Sterling Point

“Sterling Point” é uma série de comédia e romance da Prime Video lançada em 2026. Determinada, intensa e cheia de personalidade, Ramona Campbell, interpretada por Amélie Hoeferle, é uma das personagens centrais da produção e vive em uma ilha no Canadá. A série acompanha sua vida afetiva e também uma ligação familiar inesperada com Annie (Ella Rubin). É uma escolha para quem gosta de histórias jovens com romance e drama.

7. Carol Sturka — Pluribus

Carol Sturka (Rhea Seehorn) é a protagonista de “Pluribus”, série de ficção científica criada por Vince Gilligan. Em um mundo transformado por um fenômeno misterioso que altera profundamente a humanidade, Carol se encontra entre as poucas pessoas que permanecem diferentes. Além de enfrentar as consequências desse novo mundo, sua história também envolve sua relação com Helen (Miriam Shor), trazendo uma dimensão pessoal para uma trama marcada por questões de identidade, conexão e sobrevivência.

8. Mabel Elmsworth — Os Bucaneiros

“Os Bucaneiros” é um drama de época da Apple TV+ baseado na obra inacabada de Edith Wharton. Mabel Elmsworth, interpretada por Josie Totah, vive na Inglaterra do século XIX e se apaixona por uma mulher. Mabel mantém uma relação com Honoria (Mia Threapleton) e enfrenta as limitações sociais impostas a uma mulher queer naquele contexto histórico. Em meio a bailes, casamentos e regras da alta sociedade, Mabel vive uma história de amor que desafia aquilo que esperavam dela.

 

9. Laura Peterson — The Morning Show

Ambiciosa, talentosa e acostumada aos bastidores do jornalismo televisivo, Laura Peterson (Julianna Margulies) chega a “The Morning Show” como uma jornalista experiente e respeitada. A personagem também vive um relacionamento com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), trazendo para a série uma história de amor entre duas mulheres adultas em meio às pressões da vida profissional e da exposição pública.

 

10. Taissa Turner — Yellowjackets

Taissa Turner é uma das sobreviventes do acidente aéreo que está no centro de “Yellowjackets”, série de drama, suspense e sobrevivência da Paramount+. A personagem é interpretada por Jasmin Savoy Brown na adolescência e por Tawny Cypress na fase adulta. Sua trajetória atravessa diferentes momentos da vida e combina o suspense e a sobrevivência da série com sua vida pessoal. Para quem gosta de histórias tensas, personagens complexas e narrativas que alternam diferentes períodos, ela é uma ótima personagem para conhecer.

11. Ellie Williams — The Last of Us

Corajosa, sarcástica e determinada a sobreviver, Ellie Williams (Bella Ramsey) é uma das protagonistas de “The Last of Us”. A série apresenta sua relação com Riley (Storm Reid) e, posteriormente, seu romance com Dina (Isabela Merced), mostrando diferentes momentos de sua vida afetiva em meio a um mundo devastado por uma pandemia. Ellie é uma das personagens lésbicas mais conhecidas dos games e ganhou uma nova dimensão com sua adaptação para a televisão.

 

12. Yuri Han — Com Carinho, Kitty

Yuri Han é uma das estudantes populares da escola KISS em “Com Carinho, Kitty”, série adolescente de comédia romântica da Netflix. Interpretada por Gia Kim, Yuri mantém um relacionamento com Juliana (Regan Aliyah). A personagem também está no centro de uma das relações importantes da série, enquanto Kitty (Anna Cathcart) passa por seu próprio processo de descoberta da bissexualidade e desenvolve sentimentos por Yuri. Para quem gosta de comédia romântica adolescente, triângulos amorosos e dramas escolares, Yuri é uma personagem que merece entrar na lista.

13. Tye Reynolds — Harlem

Tye Reynolds é uma personagem lésbica de “Harlem”, comédia dramática da Prime Video criada por Tracy Oliver. Interpretada por Jerrie Johnson, Tye é uma empreendedora negra que criou uma empresa de tecnologia e um aplicativo de relacionamentos voltado para pessoas LGBTQIA+. Independente, ambiciosa e emocionalmente reservada, Tye é uma personagem que combina sua vida profissional com suas questões pessoais. Para quem procura uma comédia dramática adulta com amizades, relacionamentos e personagens LGBTQIA+, “Harlem” é uma das opções desta lista.

14. Greta Gill — Uma Equipe Muito Especial

Greta Gill é uma das personagens principais de “Uma Equipe Muito Especial”, série de comédia dramática esportiva de 2022 inspirada na liga profissional de beisebol feminino dos Estados Unidos. Interpretada por D’Arcy Carden, Greta é jogadora dos Rockford Peaches e mantém um relacionamento com Carson Shaw (Abbi Jacobson). A personagem combina a vida esportiva com sua trajetória afetiva dentro de uma história situada no universo do beisebol feminino. Para quem gosta de séries de esporte, comédia dramática e romances entre mulheres, Greta é uma das personagens para colocar na lista.

15. Cynthia Zdunowski — Grease: Rise of the Pink Ladies

“Grease: Rise of the Pink Ladies” é uma série musical da Paramount+ ambientada em 1954, antes dos acontecimentos de “Grease”. Cynthia Zdunowski, interpretada por Ari Notartomaso, é uma estudante rebelde e uma das integrantes fundadoras das Pink Ladies. Cynthia é uma personagem lésbica e seu relacionamento com Lydia (Niamh Wilson) constitui um dos principais núcleos LGBTQIA+ da série. É uma escolha para quem gosta de musicais, histórias adolescentes e romances sáficos inseridos em uma narrativa de época.

16. Quinni Gallagher-Jones — Heartbreak High

Inteligente, autêntica e extremamente observadora, Quinni Gallagher-Jones (Chika Ikogwe) é uma adolescente autista que não tem medo de ser fiel à própria personalidade em “Heartbreak High”. Lésbica, ela vive relacionamentos e descobertas amorosas enquanto também enfrenta os desafios da adolescência e da convivência na escola. A série permite que Quinni seja muito mais do que sua sexualidade ou seu diagnóstico, construindo uma personagem complexa e cheia de personalidade.

 

17. KJ Brandman — Paper Girls

KJ Brandman é uma das quatro protagonistas de “Paper Girls”, série de aventura e ficção científica da Prime Video lançada em 2022. Interpretada por Fina Strazza na versão adolescente, KJ é uma das garotas de 12 anos envolvidas em uma guerra temporal depois de um fenômeno inexplicável. KJ é uma personagem lésbica e mantém um relacionamento com Mac Coyle (Sofia Rosinsky). A série mistura aventura, ficção científica e drama adolescente, sendo uma opção para quem procura representação LGBTQIA+ em uma história de viagem temporal e aventura.

18. Juliette Fairmont — First Kill

Juliette Fairmont é uma das protagonistas de “First Kill”, série dramática sobrenatural da Netflix. Interpretada por Sarah Catherine Hook, Juliette é uma jovem vampira que se envolve romanticamente com Calliope (Imani Lewis), uma caçadora de vampiros. A relação entre as duas está no centro da história, que transforma o romance entre elas em parte fundamental da narrativa. Para quem gosta de histórias sobrenaturais, vampiros e romances sáficos com um conflito central bem definido, “First Kill” é uma opção para conhecer.

19. Dulcie Collins — Deadloch

Dulcie Collins é uma sargento sênior da polícia em uma cidade fictícia em “Deadloch”, comédia policial australiana da Prime Video. Interpretada por Kate Box, Dulcie é uma personagem lésbica e é casada com Cath York (Alicia Gardiner). A série combina investigação criminal, humor e personagens LGBTQIA+, criando uma mistura bem diferente das outras produções desta lista.

 

20. Kate Whistler — NCIS: Hawai’i

Kate Whistler é uma agente do FBI e personagem lésbica de NCIS: Hawai’i, série de drama, crime e mistério. Interpretada por Tori Anderson, Kate mantém um relacionamento com Lucy Tara (Yasmine Al-Bustami), agente do NCIS.  A personagem faz parte do elenco regular da série e sua história está inserida em uma produção policial e de investigação. Para quem gosta de casos criminais, investigações e séries procedurais com personagens LGBTQIA+, Kate é mais uma opção para colocar na lista.

Bônus:

Michaela — Bridgerton

Inteligente, determinada e dona de uma personalidade que não passa despercebida, Michaela Stirling (Masali Baduza) chegou a “Bridgerton” para mudar completamente a história de Francesca. Na série, Michaela é apresentada como prima de John Stirling (Victor Alli) e rapidamente desenvolve uma conexão especial com Francesca (Hannah Dodd). A personagem representa uma importante mudança em relação aos livros, já que a história de amor de Francesca passa a ser construída como um romance entre duas mulheres.

Moraine — A Roda do Tempo

Poderosa, misteriosa e uma das personagens mais importantes de “A Roda do Tempo”, Moiraine Damodred (Rosamund Pike) é uma Aes Sedai determinada a impedir que o mundo seja destruído pelo retorno do Tenebroso. Ao longo da série, sua história também apresenta relacionamentos com mulheres, incluindo sua conexão com Siuan Sanche (Sophie Okonedo), com quem possui uma relação amorosa que atravessa anos de história e responsabilidades. Moiraine equilibra força, vulnerabilidade e poder em uma das fantasias mais populares do streaming.

Mais histórias, mais possibilidades de representação

Uma das coisas mais interessantes de olhar para uma lista como esta é perceber como personagens lésbicas podem existir em histórias completamente diferentes. Elas estão em universidades, redações de televisão, campos de beisebol, delegacias, escolas, mundos pós-apocalípticos e até histórias com vampiras e viagens no tempo.

E essa diversidade de gêneros também importa. Representação não precisa estar restrita a uma única fórmula ou fazer da sexualidade da personagem o único assunto de sua história. Existem personagens lésbicas vivendo romances, enfrentando problemas profissionais, participando de aventuras, sobrevivendo a catástrofes, investigando crimes e simplesmente sendo adolescentes.

Para quem está procurando novas séries para assistir ou quer ampliar a lista de personagens sáficas para conhecer, essas 20 produções mostram algumas das possibilidades que estão disponíveis na televisão e no streaming. E, claro, esta está longe de ser uma lista definitiva: existem muitas outras personagens e histórias que também merecem ser lembradas.

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