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As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2023

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Mais um ano chegando ao fim e com isso, vem um dos momentos mais aguardados do ano: a nossa listinha das melhores séries! Entre novas produções e despedidas, 2023 foi mais um ano especial para as séries com personagens LGBTQIA+ e estamos aqui para aclamar as nossas queridinhas com mais um ranking de fim de ano!

As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2023 até o momento

Infelizmente, 2023 foi mais um ano marcado por cancelamentos (incluindo algumas da nossa lista), mas também foi marcado por novas e incríveis produções que já conquistaram um grande espaço no nosso coração. Entre produções brasileiras e gringas, animações, terror, comédia, suspense, super-heróis, adaptações de games, spinoffs, temos séries para todos os gostos neste ano!

O streaming continua sendo a nossa principal fonte de produções, ocupando quase todas as posições, algo que mostra, não apenas a revolução que essas novas plataformas vêm causando na nossa forma de consumir séries de TV, mas, também, como elas se tornaram uma plataforma para a diversidade, mesmo com os problemas de manter essas produções vivas por muito tempo.

A equipe do LesB Out! selecionou as produções lançadas em 2023 no Brasil e, através de uma votação interna, fechamos esta lista com as dez melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ ano.

Confira o nosso TOP 10:

10º: Dois Tempos – 1ª temporada | por Monica Teixeira

Viagem no tempo e troca de vidas, a série “Dois Tempos” apresenta uma história de magia e ancestralidade focadas em duas épocas do mundo completamente diferentes: 1922 e 2022. Paz (Sol Menezzes) e Cecília (Mari Oliveira) trocam de corpo e começam a viver uma aventura que jamais imaginariam.

Paz é de 2022, uma influencer cancelada pela internet, e Cecília é de 1922, uma menina lésbica que acabou de ser obrigada a se casar com um homem. Juntas e separadas, as duas meninas precisam encontrar um jeito de ajudar uma a outra ao mesmo tempo em que não podem bagunçar demais a linha do tempo.

A série está em sua primeira temporada e disponível na plataforma de streaming Star+.

The Morning Show – 3ª temporada | pro Bruna Fentanes

Estrelada por grandes nomes como Reese Witherspoon e Jennifer Aniston, “The Morning Show”  acompanha um programa de TV matinal que revolucionou a história da televisão norte-americana quando implode casos de má conduta sexual nos bastidores.

Brilhante e certeira, a série explora questões relacionadas ao poder, política, gênero, relacionamentos e ética profissional. Com um salto temporal na história devido a pandemia do Covid-19, Alex Levy (Aniston) agora é uma autora de sucesso e dona de um programa de sucesso no streaming da UBA+, enquanto Bradley (Witherspoon), finalmente, é âncora de um programa jornalístico noturno. Laura Peterson (Julianna Margulies), uma jornalista que reconstruiu sua carreira depois de se assumir lésbica nos anos 90, retorna nesta temporada com mais tempo de tela e tentando se encaixar na vida conturbada de Bradley. O relacionamento das duas, mais uma vez, é colocado à prova e elas precisam achar um novo caminho para seguir.

Nesta terceira temporada, mais uma vez, “The Morning Show” entrega uma produção excelente com debates relevantes como ataques hackers e vazamento de dados, ataque ao capitólio americano, intrigas, limites da vida pública e novos romances.

8º: Grease: Rise of the Pink Ladies – 1ª temporada | por Bruna Fentanes

Prequel do musical de mesmo nome (1978), “Grease: Rise of The Pink Ladies” é uma série de musical romântica dramática ambientada em 1954, quatro anos antes da história de amor entre Danny Zuko e Sandy Olsson acontecer. Ao passo que a gangue dos T-Birds já existe, o enredo se propõe a mostrar como a gangue das Pink Ladies surgiu. A narrativa une a história de quatro párias sociais que buscam restaurar suas reputações: Jane (Marisa Davila), Olivia (Cheyenne Isabel Wells), Cynthia (Ari Notartomaso) e Nancy (Tricia Fukuhara).

Cynthia é uma personagem que foge dos padrões de feminilidade e sonha em se juntar aos T-Birds e vestir orgulhosamente a jaqueta de couro. Quando ela é obrigada a entrar no grupo de teatro, conhece Lydia (Niamh Wilson), uma atriz dedicada e totalmente confiante de suas habilidades artísticas, que a princípio desaprova as aptidões de Cynthia. Em uma energia “enemies to lovers”, à medida que as duas vão convivendo, começam a desenvolver sentimentos reais uma pela outra.

Embora “Grease: Rise of The Pink Ladies” tenha sido cancelada com apenas uma temporada, a série sabe mesclar bem a década de 1950 com a geração Z, além de apresentar um grupo encantador de protagonistas femininas, representatividade e diversidade do elenco. Leve e revigorante, a produção não teve a oportunidade de atingir seu publico ideal, entretanto, a história de Cynthia e Lydia vale cada segundo.

Harley Quinn – 4ª temporada | por Monica Teixeira

“Harley Quinn” é a série animada focada na vilã mais carismática do universo do Batman: Arlequina (Kaley Cuoco). Nessa animação acompanhamos as aventuras da personagem que tenta se tornar chefe de uma equipe de vilãs e ganhar o respeito em Gotham City.

Determinada a traçar seu próprio caminho, Arlequina dá uma reviravolta em sua vida: se torna independente, começa a namorar com Hera Venenosa (Lake Bell) e se une a Batgirl (Briana Cuoco), Asa Noturna (Harvey Guillén) e Robin (Jacob Tremblay), enquanto Batman (Diedrich Bader) está passando por problemas pessoais.

A animação está em sua quarta temporada e disponível na plataforma de streaming HBO Max.

6º: A Casa Coruja – 3ª temporada | por Grasielly Sousa

“A Casa Coruja” terminou sua história na terceira temporada, com três episódios especiais de 50 minutos cada, disponíveis no YouTube da conta oficial da Disney Channel, e posteriormente também disponibilizado no Disney Plus. Infelizmente, mais uma produção com protagonista LGBTQIA+ que foi encerrada antes da hora, mas, felizmente, teve tempo suficiente para concluir sua história. E, apesar da dificuldade de encerrar uma narrativa antes do momento esperado, Dana Terrace (criadora da série) e sua equipe conseguiram fazer um trabalho extraordinário, trazendo todos os elementos que conquistaram os corações dos fãs de forma belíssima.

A animação da Disney se mostrou ser uma produção com uma história complexa, personagens bem desenvolvidos e carismáticos, trazendo temas importantes para serem discutidos por todos: crianças e adultos; como a importância de autoaceitação e do respeito pelo próximo. Além disso, “A Casa Coruja” traz a primeira animação da Disney com uma protagonista bissexual, trazendo Lumity, um relacionamento extremamente bem feito e encantador entre Luz (Sarah-Nicole Robles) e Amity (Mae Whitman). A equipe conseguiu focar nos pontos importantes da trajetória da Luz e trazer uma das melhores temporadas finais do ano.

5º: Com Carinho, Kitty – 1ª temporada | por Bruna Fentanes

“Com Carinho, Kitty”, produção original da Netflix, é um spin-off da trilogia “Para Todos os Garotos que Já Amei”. A história segue a vida de Kitty Song Covey (Anna Cathcart), a irmã mais nova de Lara Jean (Lana Condor), que está determinada a se reconectar com as memórias de sua mãe e se aproximar do seu namorado por correspondência, Dae (Minyeong Choi). Dessa forma, ela se muda para Seul para estudar em uma escola que sua mãe estudou e coincidentemente Dae estuda.

A série é uma dramédia romântica teen e apresenta duas personagens sáficas no elenco principal. Por se tratar de uma produção voltada para o público adolescente, retrata comportamentos comuns dessa fase, além de representar as diferenças culturais e sentimento de não pertencimento de uma adolescente norte-americana em terras coreanas. “Com Carinho, Kitty” é divertida, contemporânea e encantadora. Com episódios curtos e envolventes, a produção conquista e inova enquanto entrega inúmeras cenas icônicas da Kitty explorando sua sexualidade. Com certeza, merece o play!

4º: Gen V – 1ª temporada | por França Louise

O que jovens adultos com poderes e sem juízo podem fazer? É o que “Gen V” veio mostrar. A série, spinoff de “The Boys”, mostra a faculdade dos heróis, local para onde nossa protagonista Marie Moreau (Jaz Sinclair) sonha em ir após uma descoberta traumática de seus poderes e uma vida em um reformatório.

Porém, a vontade de Marie acaba se perdendo em meio a realidade da faculdade, onde tudo depende de aparências. A série traz os elementos que tornaram “The Boys” um dos maiores sucessos do Prime Video, e isso mesclado com a fórmula de sucesso de uma típica série teen, mas nunca sendo apenas mais uma no monte de séries do tipo que são lançadas a todo momento. Com muito sangue, humor peculiar e tramas bem mais profundas do que o esperado, a produção conseguiu sair da aba da sua série-mãe e conquistar seu espaço, além de trazer plots bem interessantes para o futuro do universo, que provavelmente veremos em breve na nova temporada de “The Boys”.

Além disso, “Gen V” ainda vem com o clássico enemies to lovers” entre Marie e Jordan (London Thor e Derek Luh), para acalentar nossos corações. O romance é um dos pontos altos da temporada. A série, que já está confirmada para uma segunda temporada, vem aí para dar mais do universo de “The Boys” para os fãs e também criar suas próprias histórias.

3º: Harlem– 2ª temporada | por Pollyelly Florêncio

“Harlem” não poderia faltar na lista de melhores séries de 2023, com uma segunda temporada ainda melhor do que a primeira, e que foi capaz de aproximar ainda mais o público das personagens, gerando humanização e identificação. A produção, não apenas trata muito bem das questões sáficas que propõe, como, também, é uma das melhores séries atuais com representação negra, nos oferecendo uma narrativa sobre amizade e o crescimento de mulheres negras. Com um elenco predominantemente negro e em um ambiente que a todo momento está explorando a cultura e a diversidade negra, o Harlem, o roteiro nos mostra que é possível falar dessas mulheres, de suas individualidades, de suas relações, de seus sonhos e traumas, sem cair nos estereótipos que estamos acostumadas, e principalmente, sem ter como tema central o racismo.

“Harlem” é uma produção leve e engraçada, que acerta muito no tom e no momento para o humor, ainda assim, não deixa de abordar questões relevantes para o crescimento das personagens, principalmente, nesta segunda temporada, com os problemas psicológicos de Quinn (Grace Beyers) ou a escolha de Camille (Meagan Good) quanto a querer ou não engravidar.

De todos os acertos deste ano, destaque para os arcos de Quinn e Angie (Shoniqua Shandai), que ganharam mais espaço e tempo de tela, permitindo que o público conheça as diversas camadas dessas personagens ao terem que finalmente enfrentar algumas demandas essenciais para seus crescimentos, sendo válido ressaltar, o quão feliz foi acompanhar a Quinn explorando sua sexualidade, sem que o tema fosse apresentado como um problema. Foram de longe as duas melhores personagens da temporada.

2º: The Last Of Us – 1ª temporada | por Karolen Passos

Baseada no jogo homônimo, a série “The Last Of Us” foi adaptada para a TV por Neil Druckmann e Craig Mazin, com Pedro Pascal e Bella Ramsey dando vida aos personagens Joel Miller e Ellie Williams.

Desde seu anúncio, a produção gerou expectativas no público fã dos jogos e foi uma grata surpresa para todos – fãs ou não – acompanhar a jornada dos personagens dentro da série para a TV. Desde a atuação até o roteiro de adaptação, “The Last Of Us” surpreendeu em todos os aspectos, conseguindo contar, ainda melhor do que no jogo, a história dos personagens que compõem a narrativa.

Além de explorar mais a fundo a trama dos protagonistas, a série teve espaço para mostrar a história de personagens secundários. E mesmo que você não goste da produção, deve admitir que ela é singular e merece estar em todos os TOP 5 do ano de 2023.

Do roteiro a trilha sonora, “The Last Of Us” é um verdadeiro espetáculo e uma aula de como fazer uma adaptação de um jogo.

1º: Yellowjackets – 2ª temporada | por Karolen Passos

Criada por Ashley Lyle e Bart Nickerson, a série “Yellowjackets” conquistou um primeiro ano de sucesso e retorna para sua segunda temporada de forma ainda mais impactante. A trama, que narra a história de uma equipe de jogadoras de futebol do ensino médio que se tornam sobreviventes de um acidente de avião nas florestas de Ontário, cativa em todos os aspectos: atuação, roteiro, direção, arte, trilha sonora, enfim, em todos os elementos.

A segunda temporada nos surpreendeu de maneira positiva, superando as expectativas ao trazer um clima sombrio, dilacerante e impactante. “Yellowjackets” mantém-se como uma das produções mais notáveis desta última década, trilhando um percurso admirável. A série destaca-se por sua originalidade, já que, ao analisarmos mais de perto, não encontramos nada comparável nos tempos recentes.

Com episódios que merecem aplausos de pé e interpretações capazes de superar qualquer expectativa, a série conquista a medalha de ouro e firma-se como a favorita da nossa redação em 2023.


O que vocês acharam do nosso ranking? E para vocês, quais foram as melhores séries de 2023? Comenta aí com a gente!

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Matildas – os sacrifícios além das quatro linhas

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A série documentada “Matildas: A caminho do Mundial”, lançada em abril de 2023, no Disney+, conta a trajetória da seleção de futebol feminino da Austrália no ciclo onde elas se preparam para sediar a copa do mundo. A produção conta com a ex-ginasta e esquiadora, Katie Bender Wynn, no comando e, além de apresentar as jogadoras e o caminho dentro do campo, também é retratado as dificuldades presentes do lado de fora dos gramados.

Já no começo, somos apresentados a Sam Kerr, capitã e maior artilheira da seleção, ela diz que a última folga que teve para realmente descansar foi a, pelo menos, dois anos e meio atrás, antes dela se juntar a equipe inglesa Chelsea F.C. Ela diz também que sua vida é muito corrida e que logo iria começar uma maratona de viagens nessa sua pequena temporada de férias. Um pouco mais a diante, temos o contexto local das Matildas, a intenção da federação é fazer o time ser competitivo dentro de casa, mas, também, deixar um grande e significativo legado para o futuro da modalidade.

A chegada do novo técnico, o sueco Tony Gustavsson, é o pontapé inicial para isso e, apesar do começo turbulento e nada fácil, os vários sacrifícios em conjunto fizeram com que várias meninas juntas se tornassem uma família. Em um momento é dito que para que a preparação para o mundial fosse de alto nível, as jogadoras precisariam jogar em alto nível, então, as que ainda não estavam jogando fora da Austrália, tiveram que tomar seu rumo à Europa ou aos Estados Unidos, para respirarem a competitividade de grandes ligas e se acostumarem a jogar contra muitas jogadoras que irão disputar a copa.

LesB Cast | Temporada 3 Episódio 12 – o que achamos da segunda temporada “Tudo Igual… SQN”

Uma das jogadoras mais experientes das Matildas, a goleira Lydia Williams, é descendente direta de indígenas australianos e conta que, muitas vezes, durante as poucas chances que têm de visitar sua terra natal, faz para que possa se conectar com a terra e com a cultura do seu povo, relembrar lições importantes e aprender outras novas. A mais promissora das novas jogadoras da seleção, Mary Fowler, saiu cedo de casa rumo ao velho continente e chegou a ficar três anos sem ver a família e, em nenhum momento, desde que saiu de casa, os pais puderam ver seus jogos ao vivo, até um amistoso em solo australiano.

Além de toda essa dificuldade e distância emocional, quanto mais o mundial se aproxima, mais todas as atletas se preocupam, seja com o desempenho para serem convocadas ou com a intensidade do trabalho em seus clubes, com risco de lesão, o que ocorre em maio de 2022. Faltando treze meses para o mundial, uma das peças insubstituíveis de Tony, a lateral Ellie Carpenter, sofre uma lesão de LCA e o sinal de alerta fica ainda mais intenso. Apesar disso, fica claro que o esforço e o trabalho feito em conjunto pela família Matildas fez com que a seleção figurasse entre os nomes favoritos para vencer a copa, não somente por ser sede, mas também pelo desempenho que passou a apresentar em campo.

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Um resumo para chamar de seu: A Roda do Tempo (Primeira Temporada)

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A Prime Video vem marcando seu catálogo com grandes produções de fantasia. E, em setembro, retorna ao streaming a segunda temporada de “A Roda do Tempo”. Mas, você lembra o que aconteceu durante a primeira? O LesB Out! te ajuda a lembrar!

A série que tem ares medievais começa com a busca de Moiraine (Rosamund Pike), uma Aes Sedai, que são mulheres dotadas de magia elemental, pelo chamado Dragão Renascido. O dragão renascido é a reencarnação de um canalizador elemental que foi corrompido séculos antes e agora Moiraine busca, junto com Lan (Daniel Henney), seu guardião, essa nova reencarnação.

LesB Cast | Temporada 3 Episódio 10 – o que esperamos da segunda temporada de “A Roda do Tempo”

A busca deles era para encontrar o Dragão e pedir ajuda na luta contra o mal primordial, o Tenebroso, que estava crescendo. Essa busca leva Moiraine e Lan ao vilarejo Dois Rios, localizado entre as montanhas onde ela encontra quatro jovens que têm a possibilidade de ser a reencarnação: Rand (Josha Stradowski), Mat (Barney Harris), Perrin (Marcus Rutherford) e Egwene (Madeleine Madden).

Rand, um jovem que vivia solitário com o pai; Mat, um jovem viciado em jogos e meio trambiqueiro que faz tudo por suas irmãs em casa; Perrin, o ferreiro da cidade que vivia junto com sua esposa Laila; e Egwene, recém indicada como uma sabedoria, uma espécie de curandeira de Dois Rios.

Moiraine logo percebe que não é muito bem-vinda no vilarejo, mas não se deixa abalar. Em uma festa na cidade, o local é invadido por seguidores do Tenebroso, que também estão em busca do Dragão. Diante do caos que se instaura, Moiraine é ferida ao defender os residentes do lugar e junto com Lan, parte com os jovens em direção a Torre Branca onde estão todas as Aes Sedai.

No entanto, alguns deles começam a duvidar dessa saga até a Torre Branca. Além disso, eles não podiam parar por longos períodos para descanso, pois estavam sendo perseguidos pelos Trollocs. Perrin se conecta com lobos na cidade de uma forma que se sente intrinsecamente ligado a eles. Egwene e Rand vivem uma tensão constante por não poderem se relacionar e Mat só deseja voltar para casa.

No meio do caminho, o grupo, encurralado por Trollocs, entra na cidade fantasma de Shadar Logoth, porém, dentro do local, o grupo acaba separado durante a fuga. Neste momento, eles descobrem que Nynaeve (Zoë Robbins), a Sabedoria de Dois Rios, que eles acreditavam estar morta, estava viva e no encalço do grupo.

Egwene e Perrin seguem pela mata até encontrar um povo pacífico, aos quais eles se juntam e seguem caminho, enquanto Mat e Rand seguiram para um outro vilarejo, que, ao chegarem em uma taverna, conhecem Thom (Alexandre Willaume), que os ajudam a enfrentar uma aliada do Tenebroso que estava na taverna.

Já Nynaeve, Lan e Moiraine continuam o caminho, e com a Aes Sedai ferida, Nynaeve acaba sendo quem a cura. No percurso, eles encontram um outro grupo de Aes Sedai, que clamavam terem encontrado o dragão renascido, um homem que mantinham prisioneiro, capaz de manipular o poder elemental.

O homem, Logain (Álvaro Morte), tem uma legião de seguidores que, ao encontrarem o grupo das Aes Sedai e seus guardiões, as atacam, quase matando Lan no confronto. Uma Aes Sedai é morta e seu guardião fica inconsolável, já que o vínculo entre uma Aes Sedai e seu guardião é eterno. Enquanto isso, Egwene e Perrin são capturados e levados para a Torre Branca. Já Rand e Mat seguem caminho em direção a Torre Branca e descobrem novas histórias sobre eles mesmos no caminho.

Review | A Roda do Tempo – Primeira Temporada

Ao chegar na Torre Branca, Moiraine é levada para encontrar o Trono de Amyrlin que é a líder das Aes Sedai. Este posto é de Siuan Sanche (Sophie Okonedo), que questiona o modo de vida andarilho, já que a mesma mal presta contas ao clã ao qual pertence, além de prestar contas ao próprio Trono. Por causa de jogos políticos, Moiraine não conta toda a verdade em frente aos outros clãs, mesmo sabendo o que poderia custar.

Na Torre Branca os jovens se reúnem outra vez, além de encontrarem Nynaeve e se convencerem de que a melhor chance entre eles de descobrir quem era o Dragão, era se continuassem com Moiraine.

Enquanto isso, descobrimos que Moiraine e Siuan têm um relacionamento que perdura há anos, e as duas estão preocupadas com o futuro dessa relação conforme o confronto com o Tenebroso fica mais evidente. Para que os outros clãs não interfiram na saga de Moiraine, as duas combinam de que ela deve ser exilada, mesmo que isso custe a relação das duas.

Ao sofrer o exílio, Moiraine segue com Rand, Egwene, Mat e Perrin para o Portal dos Caminhos, onde chegarão ao Olho do Mundo para que dentre eles, o Dragão Renascido se mostre, e, assim, possam enfrentar o Tenebroso. Ao chegar no portal, Mat se recusa a entrar, então, os outros seguem sem ele. Ao atravessarem o grupo enfrenta um Trolloc que dispara os medos de Nynaeve. Eles chegam até Fal Dara, local em que encontram um vidente que provoca Rand, falando sobre seu passado, fazendo com que ele perceba quantas vezes canalizou o poder e se revelando o Dragão. Moiraine parte com Rand para enfrentar o Tenebroso diretamente no Olho do Mundo. O Tenebroso, então, tenta convencer Rand a lutar ao seu lado. Já em Fal Dara, uma guerra se forma e os jovens de Dois Rios se preparam para enfrentar uma legião de aliados do Tenebroso.

No meio da luta, o Tenebroso tira de Moiraine seu poder de canalizar o poder elemental e, ao ser atacado e enfraquecer o que protegia, Rand foge. Por fim, ao vencerem a batalha, Lan fala pra Moiraine que aquela não seria a última.

A segunda temporada de “A Roda do Tempo” retorna amanhã (01 de setembro) e também já está confirmada para uma terceira temporada.

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As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2023 até o momento

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O primeiro semestre terminou e chegou o momento do nosso clássico e querido ranking! É hora de analisar todas as produções com representatividade LGBTQIA+ do ano até o momento e escolher as preferidas da equipe do LesB Out!.

Apesar dos cancelamentos sem fim (incluindo algumas da lista), as personagens sáficas nas séries de TV (e streaming) continuam resistindo e ocupando espaços em todos os gêneros, live action e animações, muitas terminando antes da hora, mas todas ocupando um espaço extremamente importante, com representatividade de qualidade, mostrando diversas vertentes da mulher LGBTQIA+.

LesB Cast | Temporada 3 Episódio 08 – as melhores séries de 2023 até o momento

O streaming continua sendo a nossa principal fonte de produções, dessa vez ocupando sete das dez posições, algo que mostra não apenas a revolução que essas novas plataformas vêm causando na nossa forma de consumir séries de TV, mas também como elas se tornaram uma plataforma para a diversidade, mesmo com os problemas de manter essas produções vivas por muito tempo.

A equipe do LesB Out! selecionou as produções lançadas até junho de 2023 e, através de uma votação interna, fechamos esta lista com as dez melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2023 até o momento.

Confira a lista:

10º: Dois Tempos – 1ª temporada | por Monica Teixeira

“Dois Tempos” é uma série que trabalha com passado e futuro. Primeiro conhecemos Paz (Sol Menezzes), uma influencer que vive em 2022 e está sendo cancelada pelos seus fãs da internet e sente que seu mundo acabou nesse momento. Depois somos apresentadas a Cecília (Mari Oliveira), uma mulher lésbica, escritora, que vive em 1922 e está sendo forçada a casar com um homem. 100 anos separam as duas mulheres, até que, em uma vibe “Se Eu Fosse Você”, as duas acordam com os corpos trocados.

A princípio o mundo em 1922 parece um pesadelo para Paz e o mundo de 2022 parece o paraíso para Cecília, até que as duas notam que não viajaram no tempo à toa e que tem muito mais em comum do que jamais poderiam imaginar, mesmo com 100 anos de diferença. “Dois Tempos” fala sobre feminismo do início ao fim, deixando claro que a força e a união entre mulheres precisam ultrapassar o espaço-tempo.

9º: Daisy Jones and The Six – Minissérie | por Bruna Fentanes

“Daisy Jones and The Six” é uma minissérie baseada no livro de mesmo nome, que retrata a ascensão e queda de uma banda de rock nos anos 1970. A história é apresentada em formato de documentário, revelando os segredos por trás da separação da banda. Os personagens principais, Billy Dunne e Daisy Jones, interpretados por Sam Claflin e Riley Keough, respectivamente, possuem uma química intensa que cativa os espectadores, embora às vezes ofusquem os demais personagens. No entanto, a adaptação expandiu o arco da personagem Simone (Nabiyah Be), melhor amiga de Daisy, proporcionando-lhe um enredo próprio ao retratar sua busca por sucesso na carreira musical enquanto enfrenta os desafios de ser uma mulher negra e sáfica nos anos 1970.

Uma das qualidades da produção é o destaque dado às personagens femininas, que não se rendem às limitações da época e mostram que são merecedoras de seu espaço. Daisy Jones, Camila Dunne (Camila Morrone), Karen Sirko (Suki Waterhouse) e Simone Jackson são personagens que merecem reconhecimento, tanto por suas atuações impecáveis quanto por suas histórias envolventes. “Daisy Jones and The Six” é uma adaptação bem-sucedida, transformando a minissérie em um espetáculo emocionante que cativa o público.

8º: As Five – 2ª temporada | por Gi Moraes

“As Five”, disponível no GloboPlay, continua a história de Benê (Daphne Bozaski), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti) e Tina (Ana Hikari), cinco amigas que conhecemos em “Malhação: Viva a Diferença“, agora como jovens adultas. Após anos separadas, as amigas se reencontram em uma situação nada agradável, com isso elas voltam a conviver umas com as outras e aprendem a lidar com as novas versões de si mesmas.

O foco da segunda temporada está nas relações amorosas das personagens, o que é estar apaixonada e como lidar com uma relação amorosa. Ellen descobre que também gosta de mulheres quando se apaixona por uma colega de trabalho. Nenhum problema nisso, só que a sua melhor amiga Lica também está apaixonada pela mesma mulher. A série traz a perspectiva dos jovens adultos brasileiros lidando com a transição dessa época da vida. Narrativamente e fotograficamente, a série não tem inovações, mas é gostosa de assistir. A terceira temporada já foi confirmada e está gravada, ainda sem data de estreia confirmada.

7º: A Casa Coruja – 3ª temporada | por Grasielly Sousa

A Casa Coruja” terminou sua história na terceira temporada, com três episódios especiais de 50 minutos cada, disponíveis no YouTube da conta oficial da Disney Channel. Infelizmente, mais uma produção com protagonista LGBTQIA+ que foi encerrada antes da hora, mas, felizmente, teve tempo suficiente para concluir sua história. E apesar da dificuldade de encerrar uma narrativa antes do momento esperado, Dana Terrace e sua equipe conseguiram fazer um trabalho extraordinário, trazendo todos os elementos que conquistaram os corações dos fãs de forma belíssima.

A animação da Disney se mostrou ser uma produção com uma história complexa, personagens bem desenvolvidos e carismáticos, trazendo temas importantes para serem discutidos por todos: crianças e adultos; como a importância de autoaceitação e do respeito pelo próximo. Além disso, “A Casa Coruja” traz a primeira animação da Disney com uma protagonista bissexual, trazendo Lumity, um relacionamento extremamente bem feito e encantador entre Luz (Sarah-Nicole Robles) e Amity (Mae Whitman). A equipe conseguiu focar nos pontos importantes da trajetória da Luz e trazer uma das melhores temporadas finais do ano.

6º: Com Carinho, Kitty – 1ª temporada | por Bruna Fentanes

“Com Carinho, Kitty” é um spin-off da trilogia “Para Todos os Garotos que Já Amei” que acompanha a história de Kitty Song Covey (Anna Cathcart). Determinada a se conectar com as memórias de sua mãe e se aproximar de seu namorado por correspondência, Dae (Minyeong Choi), Kitty se muda para Seul, onde sua mãe estudou e coincidentemente, Dae estuda. No entanto, Kitty descobre que ele está namorando Yuri (Gia Kim), uma garota que esconde seu relacionamento verdadeiro com outra garota.

A produção é uma dramédia romântica teen com elementos coreanos, que apresenta relacionamentos surgindo e se desfazendo rapidamente, refletindo a jornada de autoconhecimento dos adolescentes. Com duas personagens sáficas no elenco principal, “Com Carinho, Kitty” busca dialogar com o público adolescente, retratando a vivacidade e os conflitos emocionais da juventude. Com seu enredo envolvente e episódios curtos, a série conquista e continua o legado da franquia “Para Todos os Garotos que Já Amei”, enquanto a autora e roteirista, Jenny Han, explora terrenos desconhecidos ao explorar a sexualidade de sua personagem principal de forma cativante e admirável.

5º: A Maravilhosa Sra. Maisel – 5ª temporada | por Karolen Passos

A produção criada por Amy Sherman-Palladino fez seu grand finale este ano, encerrando um ciclo de cinco temporadas sobre a comediante de stand-up Midge Maise (Rachel Brosnahan) e sua agente Susie Myerson (Alex Borstein). Durante este tempo, havia uma dúvida sobre a sexualidade de Susie, algo que foi explorado nesta última temporada e confirmado para o público.

A série teve uma temporada final com mais altos do que baixos, com episódios dignos de indicações ao Emmy e Globo de Ouro, e cenas para rir até a barriga doer ou desidratar de tanto chorar. Por fim, a quinta posição é mais do que merecida para “A Maravilhosa Sra. Maisel”, que entregou momentos espetaculares de representatividade LGBTQIA+.

4º: Grease: Rise of the Pink Ladies – 1ª temporada | por Bruna Fentanes

“Grease: Rise of The Pink Ladies” é uma série de prequel do musical “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”, ambientada em 1954, que explora a origem da gangue das Pink Ladies. A narrativa acompanha Jane (Marisa Davila), que se une a três párias sociais, Olivia (Cheyenne Isabel Wells), Cynthia (Ari Notartomaso) e Nancy (Tricia Fukuhara), no intuito de iniciar uma revolução no Rydell High. Cynthia é uma personagem que foge dos padrões de feminilidade, uma verdadeira moleca que sonha em se juntar aos T-Birds. Durante sua jornada, ela é forçada a participar do grupo de teatro da escola, onde conhece Lydia (Niamh Wilson), uma atriz dedicada. Inicialmente, Lydia desaprova as habilidades artísticas de Cynthia, mas à medida que treinam juntas, sentimentos reais começam a surgir, levando-as a um relacionamento amoroso. A série aborda a descoberta de identidade e sexualidade de Cynthia, que tem um momento sensível de saída do armário ao lado de sua melhor amiga, Nancy.

Embora “Grease: Rise of The Pink Ladies” tenha sido cancelada prematuramente após uma temporada, a série consegue mesclar perfeitamente a década de 1950 com referências modernas da geração Z. É uma produção revigorante que aborda questões como racismo e sexismo, além de proporcionar momentos nostálgicos para os fãs do musical original. Apesar das músicas não serem tão cativantes quanto no musical original, a produção se destaca nos detalhes, nas menções ao filme e na representatividade e diversidade do elenco. Infelizmente, o cancelamento prematuro da série impediu que sua história e as personagens principais, que possuíam grande potencial, fossem mais exploradas. A produção deixou a sensação de que poderia ter se tornado uma narrativa épica, mas infelizmente acabou antes de atingir seu auge.

3º: Harlem– 2ª temporada | por Pollyelly Florêncio

O pódio é muito mais do que merecido para a segunda temporada de “Harlem”. A produção não apenas trata muito bem das questões sáficas que propõe, como também é uma das melhores séries atuais com representação negra. Séries sobre amizade não são incomuns, mas, pela primeira vez, podemos acompanhar uma narrativa sobre amizade e o crescimento de mulheres negras. Com um elenco predominantemente negro e em um ambiente que a todo momento está explorando a cultura negra, o Harlem, o roteiro nos mostra que é possível falar dessas mulheres, de suas individualidades, suas relações, sem cair nos estereótipos que estamos acostumadas, e principalmente, sem ter como tema central o racismo.

“Harlem” é uma série leve e engraçada, que acerta muito no tom e no momento para o humor, ainda assim, não deixa de abordar questões relevantes para o crescimento das personagens, principalmente, nesta segunda temporada, com os problemas psicológicos de Quinn (Grace Beyers) ou a escolha de Camille (Meagan Good) quanto a querer ou não engravidar.

De todos os acertos deste ano, destaque para os arcos de Quinn e Angie (Shoniqua Shandai), que ganharam mais espaço, permitindo que o público conheça as diversas camadas dessas personagens que cresceram muito da primeira temporada para cá, e que foram de longe as duas melhores personagens da temporada.

2º: The Last of Us – 1ª temporada | por Amanda Aldério

Baseada na história dos videogames, a primeira temporada de “The Last of Us” foi lançada pela HBO, sendo aclamada como uma das melhores adaptações e produções do ano. Em resumo, conta a história de um mundo pós-apocalíptico e acompanha a jornada de Joel (Pedro Pascal) atravessando os Estados Unidos para entregar Ellie (Bella Ramsey) para um grupo que tem a intenção de fazer uma vacina e curar o mundo da infecção causada pelo Cordyceps.

Na adaptação, o produtor do jogo e showrunner da série, Neil Druckmann, usou a possibilidade para se aprofundar mais na história de alguns personagens que fizeram parte do jogo. No episódio três, temos isso na história de Bill (Nick Offerman), um homem que se denomina ‘sobrevivencialista’, e Frank (Murray Bartlett), onde eles se conhecem, se apaixonam e vivem uma grande história de amor em meio ao caos do mundo. Um pouco mais à frente, é adaptado também a DLC do jogo, onde vemos a protagonista Ellie interagindo com sua melhor amiga (Storm Reid) por quem ela tem sentimentos românticos.

A série figura entre as melhores, porque além de unir uma história de muito sucesso com uma superprodução, o desenrolar e o aprofundamento mostra e afirma coisas que talvez não estivessem claras, como o próprio relacionamento de Bill e Frank. Ao longo dos episódios, foi sendo mostrado também que é mais do que apenas sobreviver em um mundo caótico, é sobre o que fazer com a sua sobrevivência e o que essa escolha faz com você, o que ela te torna e quais as consequências disso tudo.

1º: Yellowjackets – 2ª temporada | por Karolen Passos

Criada por Ashley Lyle e Bart Nickerson, “Yellowjackets” teve uma primeira temporada triunfal e conseguiu retornar para um segundo ano ainda mais surpreendente. A série, que traz uma equipe de jogadoras de futebol do ensino médio que se tornaram sobreviventes de um acidente de avião nas florestas de Ontário, é de tirar o fôlego em todos os quesitos: atuação, roteiro, direção, arte, trilha sonora, tudo mesmo.

A segunda temporada conseguiu nos surpreender positivamente e ultrapassar as expectativas. Trazendo um clima sombrio, dilacerante e impactante. “Yellowjackets” segue no ranking de uma das melhores produções feitas nesta última década, trilhando um caminho admirável. A produção se consagra no quesito “novo”, já que, quando paramos para analisar, não há nada comparável nos últimos tempos.

Com episódios dignos de aplausos de pé e atuações capazes de ultrapassar qualquer expectativa, a série leva a medalha de ouro e se consagra como a favorita da nossa redação até o momento.


O que vocês acharam do nosso ranking? E para vocês, quais foram as melhores séries do semestre? Comenta aí com a gente!

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