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No Diário (Out!) | Falo

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Com que frequência você fala dos seus sentimentos?

Eu te amo.
Isso me machuca.
Sinto saudades.
Eu tô BEM afim.
Você me dá cócegas na barriga.
Preciso ficar sozinha.
Preciso estar com você.

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 01 – As polêmicas envolvendo a Disney, “Don’t Say Gay” e as personagens que “perdemos”

Qual foi a última vez que você falou sobre como você se sente, sem se julgar? Sem se sentir vulnerável?

A gente tem vivido a cultura do desapego… sei lá, parece que é proibido sentir. É proibido se emocionar. Quanto mais envolvida eu estou, mais indiferente eu preciso me apresentar.

Loucura, né?

Por um momento, cheguei a acreditar que era isso mesmo. Não tem para onde correr. Aquela velha história de “em um relacionamento sempre tem alguém que gosta mais”, “pisa que ela corre atrás”… sabe?

Outro dia, vi uma matéria que dizia que as relações precisam de doses de insegurança, para parceira não achar que o jogo está ganho. Eu não sei vocês, mas aos 17 eu até podia querer jogar esse jogo, aos 27 eu só quero paz.

A produção de webséries para aplicativos de vídeos curtos

Não bastasse o tanto de insegurança que o simples fato de existir já nos traz, vamos caçar relacionamentos com gente que deixa elas à flor da pele?

Deusa que nos livre!

A moça ainda dava dicas de como fazer “ele” grudar: “tire um dia para você”, “não esteja sempre disponível”, “não seja muito humilde”, “mime, com moderação”, “não implore por atenção”. E completa com o alerta: “cuidado na dose ou “ele” pode realmente partir”.

Tá anotando?

Certa vez, me disseram que eu precisava esperar cinco encontros para transar. No quarto, não me segurei. Assinei minha carteirinha de piranha e arruinei os planos de conquista ou reputação ou sei lá o que.

Quem foi o idiota que inventou isso que a gente não pode fazer o que tem vontade?
Quem foi o idiota que inventou isso que a gente não pode falar sobre amor?
Quem foi o idiota que inventou essa cartilha (aquela) sobre como se relacionar?

Se a gente não fala, não alinha expectativas.
O problema não é eu querer um relacionamento e o outro não.
O problema é a gente se fechar em nosso universo particular e achar que esses joguinhos vão nos levar a algum lugar saudável.

LesB Indica | O Quarto de Vidro – longa-metragem sobre o amor e o tempo

E digo mais: como a gente espera dividir a vida com qualquer pessoa, sem compartilhar nossos desejos, nossas frustrações… sem ser inteiro?

Por mim, a gente pega esse monte de baboseira que ouve por aí e troca por uma palavrinha: diálogo. Falar pode doer, não sejamos hipócritas, mas também cura e poupa um bocado de vida.

Rebeca Figueiredo é atriz, comunicóloga (UFMG) e aspirante à escritora. No universo das câmeras, é uma das idealizadoras do coletivo audiovisual Grilla! e vive a personagem Raphaela na websérie independente Magenta, da Linha Produções. A mineira, de Belo Horizonte, é apaixonada por séries, astrologia e política.

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LesB Indica | Meu Primeiro Verão – filme sobre descobertas no luto

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“Meu Primeiro Verão” é um filme de drama australiano que acompanha a história de Claudia (Markella Kavenagh) e Grace (Maiah Stewardson), duas adolescentes de realidades e personalidades completamente diferentes, que se conhecem em meio a uma tragédia. A partir disso cresce um sentimento de amizade e de cuidado entre as duas.

LesB Indica | Descobertas do Amor – um romance adolescente sobre o primeiro amor

Claudia cresceu em um mundo criado por sua mãe que acreditava que todos os seres humanos eram cruéis, por isso ela esteve isolada por longos anos sem conhecer outras pessoas ou viver de verdade. Grace vem de uma família problemática, um mundo em que não é verdadeiramente amada. Depois que as duas garotas se encontram, ambos os mundos parecem fazer sentido novamente. De algum jeito, uma começa a completar os vazios da outra e o que era uma amizade vai se tornando algo novo que as jovens ainda desconhecem.

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 05 – Yellowjackets, primeira temporada e nossas teorias para a segunda

Com direção de Katie Found, o longa-metragem se passa em uma área rural onde as casas são distantes umas das outras, o que favorece o crescimento dessa relação. Assim, Claudia começa a conhecer o mundo através dos olhos de Grace, e passa a se abrir a novas realidades que ela jamais seria capaz de conhecer sozinha. Desta forma, “Meu Primeiro Verão” mistura a descoberta do mundo por causa do luto e ao mesmo tempo no luto.

O filme retrata duas adolescentes que buscam na companhia uma da outra amenizar traumas que apenas elas que vivem podem compreender. Conectadas através do afeto e da empatia que construíram em tão pouco tempo, elas são movidas através de uma narrativa sensível contrastando seus medos e inseguranças, curiosidades e alegrias.

Review | The Wilds – Segunda Temporada

O longa-metragem não é sobre um casal, mas sobre duas jovens que se descobrem e desvendam o mundo juntas, e vale a pena ser conferido, afinal, traz em sua narrativa reflexões sobre diferentes visões de mundo entrando em harmonia e trata também de responsabilidade afetiva. “Meu Primeiro Verão” estreou em 2020 e hoje está disponível no Brasil através do canal de streaming Filmicca.


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LesB Saúde | A construção da identidade de pessoas LGBTQIA+

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A construção da identidade pessoal é um processo tanto individual quanto coletivo, influenciado pelo contexto histórico e pela cultura de onde cada um está inserido. Essa construção ocorre desde o início do desenvolvimento infantil, mesmo com a influência de múltiplos fatores e com as diversas mudanças que podem aparecer durante a vida, as marcas do processo inteiro continuarão presentes.

Editorial | Quatro anos do LesB Out! e novidades

Esse processo de construção identitário para grupos considerados minorias se relacionam diretamente com situações estressoras, por estarem expostos a violência, implícita e explícita. Para a população LGBTQIA+, algumas dessas situações de violência são mais específicas, como a dificuldade de aceitação por parte de pessoas próximas e distantes, e a perspectiva de que a vida não se encaixa no padrão que a sociedade impõe como “normal”. 

Esses estressores têm um impacto direto na saúde, tanto física quanto mental dos indivíduos, sendo agravantes, ou até precursores, para ansiedade, depressão, e até Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Além disso, os impactos podem aparecer de outras formas, como a perspectiva de ter perdido partes da vida ou só conseguir viver da forma que gostaria mais velhos, o que aparece em frases como “só consegui viver minha adolescência depois que virei adulto”. Assim, todo o processo de crescer, entender seu gênero, entender sua sexualidade, e se entender como indivíduo, pode ser mais complexo e envolto de sofrimento do que para aqueles que se encaixam em todos os padrões.

LesB Saúde | Rede de Apoio – vínculos entre a população LGBTQIA+

Isso não quer dizer, no entanto, que ser LGBTQIA+ é um gerador de sofrimento. Primeiro, o que leva a qualquer dor relacionada a isso é como o entorno lida com o que é considerado diferente. E em segundo lugar, ter pessoas e locais que apoiam e não excluem essa população já é um fator de proteção que tem um grande impacto positivo, mitigando parte das questões danosas que podem ser geradas por diferentes contextos.

Discutir esse assunto não deve servir para simplesmente gerar incômodo, mas sim para gerar reflexão tanto dos processos que passamos para termos chegado em quem somos hoje, quanto em como podemos pensar no coletivo, para que outras pessoas não precisem passar pelos mesmos estressores. Assim, com certeza é de extrema importância lutar contra situações de injustiça e violência, além da busca por maiores direitos, para que mudanças em um âmbito maior ocorram, contudo, o oferecimento de espaços seguros e a formação de redes de apoio, dentro e fora da comunidade LGBTQIA+, já geram grande impacto.


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Editorial | Quatro anos do LesB Out! e novidades

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Hoje o LesB Out! completa quatro anos de existência e decidi quebrar a quarta parede (risos) e começar este texto agradecendo a todos vocês que nos acompanham, interagem conosco nas redes sociais – ou por aqui ou pelo e-mail – e confiam no trabalho que estamos realizando.

Este veículo de comunicação tem sido uma jornada incrível desde o dia um. E é de suma importância saber a diferença que ele faz na vida das pessoas que colaboram para que ele possa existir. O site surgiu da ideia de criar conteúdo de qualidade para o público feminino LGBTQIA+ e também de ser um espaço seguro para pessoas LGBTQIA+.

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 04 – o protagonismo feminino LGBTQIA+ na “Shondaland”

Temos precaução com todo conteúdo que levamos ao ar, realizando uma verdadeira curadoria. Aqui trabalhamos com fact-checking, em que todos os nossos conteúdos são verificados, passando por processos de edição e combatendo as fake news. Ademais, nos preocupamos em oferecer um conteúdo transparente sempre em busca de pautas que possam agregar e gerar debates na comunidade feminina LGBTQIA+.

Estamos e estaremos sempre atentas e prontas para agregar positivamente a conversa na nossa comunidade!

Dito isto, gostaria de anunciar três novidades que nos dedicaremos, além das que vocês já estão acostumados, pelos próximos meses.

1. Revista 2.0

SIM! Teremos uma segunda edição da Revista LesB Out!. No início do mês de junho de 2021 anunciamos que lançaríamos a primeira revista brasileira feita por mulheres LGBTQIA+ para mulheres LGBTQIA+, como uma extensão do nosso site. A revista foi ao ar em agosto e já alcançamos mais de 5000 visualizações. Com isso em mente, decidimos fazer mais uma edição e em breve divulgaremos a data.

2. Podcast Semanal e Edições Especiais

Em junho o nosso LesB Cast, que retornou recentemente, permanecerá sendo semanal e saindo todos os domingos às 19 horas. A princípio, o podcast aconteceria de 15 em 15 dias, após o mês do aniversário, contudo, decidimos mantê-lo como semanal trazendo diferentes temas para debatermos.

Estamos sempre pensando na melhor forma de trazer conteúdo para vocês e por esta razão, o LesB Cast ganhará dois quadros especiais: o primeiro, com o nome de “Extrato da Semana”, será um podcast semanal, tendo início no dia 3 de junho, de até 25 minutos, em que falaremos sobre as novidades da semana no universo de cultura pop LGBTQIA+. O segundo será um quadro mensal com o nome de “O que estamos lendo?”, em que conversaremos brevemente, por no máximo 25 minutos, sobre o livro do mês do nosso Clube do Livro.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

Além dessas novidades, teremos outras que em breve anunciaremos para vocês – fica o mistério (risos). Espero que tenham gostado! E novamente, obrigada por tornarem a existência do LesB Out! uma realidade.

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