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A produção de webséries para aplicativos de vídeos curtos

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Os aplicativos TikTok e Kwai são plataformas de vídeos curtos, que tiveram uma explosão de novos participantes a partir de 2020. Suas ferramentas chegaram a mexer com as estruturas de redes mais antigas como Facebook e Instagram. Inicialmente era possível encontrar danças e conteúdos mais engraçados, hoje, no entanto, encontram-se produções diversas como os famosos challenges – desafios -, dublagens, tutoriais, conteúdos educativos e ligados ao entretenimento. Os recordes de acessos nas plataformas fez com que o Instagram lançasse também sua ferramenta de vídeos curtos, o Reels. O intuito de todos eles é que os usuários fiquem o maior tempo possível acessando os vídeos. Por isso, são recomendados vídeos baseados no interesse de cada um, uma seleção algorítmica.

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Após o cenário de isolamento social, recomendado a partir de 2020 devido à pandemia de Covid-19, as redes sociais apresentaram maior crescimento. Além disso, os artistas que foram afetados tiveram que migrar os seus trabalhos para essas plataformas. Por isso, os criadores, pensando de forma estratégica, passaram a produzir e divulgar seus produtos de forma criativa e inovadora, para que assim se destacassem no meio de outros grandes talentos. As webséries são um dos exemplos de adequação aos novos formatos das novas redes. Era mais comum assistir essas produções em plataformas como YouTube, Vimeo, entre outras. Agora pode-se acompanhá-las também em apps como TikTok, Kwai e no Reels.

Neste sentido, a websérie “Só queria que você soubesse” foi disponibilizada no Reels e possui dez episódios, com direção e roteiro de Larissa Vaiano e Jon. A série conta a história de Lais (Carolina Romano) e Catarina (Larissa Vaiano) que estão juntas há um ano, mas a família de Catarina não sabe do namoro. Essa questão traz à tona algumas brigas entre o casal, justamente no Mês do Orgulho LGBTQIA+. A produção pode ser assistida em poucos minutos, entrega dinamismo, criatividade e diversos jogos de câmeras interessantes. Além dela, é possível acompanhar a websérie “Nós”, no Instagram, roteirizado por Larissa Ferrara e Nicole Cordery. E também “Surpresa”, roteirizada por Carol Ruedas, que tem um minuto cada episódio.

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Já no Kwai pode-se encontrar conteúdos do Linha Produções, também realizadora de “Rock Is Her”, “Magenta” e outras webséries conhecidas no YouTube. O “Drama Chicas – ELIZA & CAROL” é uma das séries que estão sendo lançadas na plataforma, protagonizada por Giul Abreu e Amanda Simão. Elas iniciam tendo um conflito devido a uma lista de convidados de casamento em que Carol não coloca o nome de seus familiares. Para sua família, o fato de estar em um relacionamento LGBTQIA+ ainda não é uma questão resolvida, e, a partir disso, o enredo é construído em torno do casal. Os vídeos tem aproximadamente dois minutos de duração e colecionam mais de 600 mil curtidas ao todo. Além da produção citada, tem também o “SapaTalk”, com mais de 900 mil curtidas no perfil e muitos comentários dos espectadores.

As produções citadas são só algumas das diversas que estão sendo produzidas nos aplicativos de vídeos. E, todas elas, são histórias que demandam criatividade e pesquisa para que se adeque aos formatos das plataformas e também agrade ao público. Diante dos números e nomes apresentados, é possível perceber que esse novo estilo de produzir tem feito sucesso e agrada bastante os espectadores.

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Talvez o que explique essa explosão de conteúdos migrando para esses aplicativos são a união do período pandêmico, que exigiu o isolamento, e que os artistas apostaram em novas ideias para continuar com os seus trabalhos. Aliado a este novo cenário de consumo nas redes sociais que é marcado cada vez mais por pessoas que preferem conteúdos rápidos e inovadores, um modelo que veio para ficar.

E aí, vocês acompanham alguma dessas séries? Curtem esse formato? Conta para gente!

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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