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ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase 

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“ANNE+” é uma produção holandesa que, primeiramente, foi apresentada na versão de uma websérie de drama que se tornou um grande sucesso entre o público. A segunda temporada já foi lançada e passou a ser exibida no canal de televisão do país, mas ainda não está disponível no Brasil. O último lançamento foi o filme “ANNE+: O filme” que retrata essa continuação na vida de Anne (Hanna van Vliet), formada, que está finalizando seu livro, para que assim consiga se mudar de Amsterdã para Montreal com Sara (Jouman Fattal). 

(Contêm Spoilers)

Na primeira temporada, a protagonista é apresentada como uma jovem que acabou de se formar na faculdade de Letras, está de mudança para sua nova casa e se permitindo conhecer pessoas após um término. Ela conhece Sara e se apaixona neste momento, mas a relação não dura já que Anne tinha certeza de sua sexualidade, enquanto Sara ainda estava no momento de descoberta e queria algo mais discreto. Na segunda temporada, elas se reencontram em uma nova fase. É importante lembrar que Anne foi a primeira namorada que Sara apresentou para sua família. O longa se inicia em um momento em que Anne almeja ingressar no mundo literário como autora, ela trabalha em um bar e ainda namora com Sara, com quem vai morar em Montreal.

Review | ANNE+ – Primeira Temporada

Em “ANNE+: O filme” , a protagonista estava naquele momento de ajustar os últimos detalhes antes da viagem: vendendo os objetos pessoais, entregando o imóvel, fazendo passaporte e se despedindo dos amigos. Além disso, estava entregando uma primeira versão do seu livro, que foi considerado desinteressante inicialmente, que a autora perdeu sua essência e que não sabe ao certo qual mensagem gostaria de passar. Nesse período é possível perceber que Anne tinha um olhar meio questionador em relação a tudo aquilo, o que pode ser muito compreensível já que deixar uma cidade em que viveu por muitos anos, amigos e família e viajar para outro país pode ser bem difícil.

Além disso, é importante ressaltar que Anne e Sara vivem um relacionamento poliamoroso, ambas poderiam se relacionar com outras pessoas, sempre mantendo uma boa conversa, esclarecendo o que não for interessante para alguma das partes, sempre priorizando o que for confortável e respeitoso entre as duas. No entanto, o que pode ser adiantado é que não foi bem assim que aconteceu. Anne tem dificuldades em dizer o que sente, por isso, a partir desse momento o relacionamento começa a ficar incompatível, já que uma das duas não está tão satisfeita com a situação. Mas Anne nunca teve a iniciativa de esclarecer as coisas, pode-se dizer que essa atitude contribuiu para que elas tivessem maiores problemas. A comunicação que elas mantêm, e que é mostrada no longa-metragem, é bem escassa, sempre  fusos horários diferentes, e a jovem escritora se mostrando com dúvidas em relação à mudança.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

Em um show de drags, ela assiste a performance de Lou (Thorn de Vries), Drag King e não-binário (ile/dile), e que chamou muita atenção de Anne devido a sua desenvoltura no palco. A jovem ficou impressionada e se mostrou interessada em conhecer mais sobre aquele mundo. Com ile a protagonista conseguiu ter conversas bastante profundas, abordando seus sentimentos, relacionamento e também sobre a sexualidade. Esses diálogos foram importantes para que ela se questionasse e expusesse seus sentimentos. Mas, em contrapartida,  ela  começou a ignorar as ligações de Sara devido às suas constantes dúvidas em relação às duas, o que gerou preocupação da própria Sara e amigos.

Diante disso, Anne percebe que não é um desejo dela ir para Montreal, sair de seu país e deixar suas coisas e amigos. Para ela, isso era um desejo mais de Sara do que seu. Contudo, ela não consegue encontrar uma alternativa para expressar isso, deixando ser levada, sem se impor. A alternativa que preferiu adotar foi ignorar mensagens e ligações. Devido a isso, Sara vai para Amsterdã sem ninguém saber, e é no meio da noite, enquanto a namorada está dormindo, que Anne decide acordar e confrontar Sara, e começa a dizer tudo aquilo que não disse nos últimos meses: que não deseja ir para Montreal, que não estava bem naquele relacionamento poliamoroso e tudo que sentia esse tempo todo; devido a maneira irresponsável que os sentimentos foram ditos, as palavras machucam Sara, e o relacionamento chega ao fim.

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Em “ANNE+: O filme”, a protagonista é apresentada ainda como uma pessoa em busca do que realmente quer, que precisa aprender suas habilidades de comunicar e expor suas emoções, Além disso, ela explica outras questões familiares que podem ter contribuído para intensificar essa fase de sua vida. O fato de não deixar claro o seu posicionamento acabou trazendo prejuízo para sua relação com Sara, entretanto, após esse período ela conseguiu se entender profissionalmente e pessoalmente, se reconectar e se concentrar em seu objetivo, que era escrever o livro. Anne também percebeu que devia desculpas a Sara, e preferiu fazer isso por e-mail. Ela diz que viveu momentos bons ao lado da ex-namorada, falou também o quanto deseja que ela esteja bem e sobre todo carinho que ainda tem por ela.

Não sabemos o que vem por aí, se teremos uma continuação de Anne, mas esperamos que a personagem tenha um amadurecimento, conexões saudáveis e responsáveis. E aí, você já assistiu ao filme? Conte para gente o que achou!

Carol Souto é capixaba, estudante de jornalismo e viciada em ficções seriadas. Assiste um pouco de tudo, mas o que ela não dispensa é um bom drama.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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