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LesB Indica | iCarly (2021) – o revival que você deveria estar assistindo

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“iCarly (2021)” é uma continuação da série original que foi ao ar entre os anos de 2007 e 2012. A nova etapa traz os personagens principais como Carly (Miranda Cosgrove), Freddie (Nathan Kress) e Spencer (Jerry Trainor) ao mesmo tempo em que apresenta novos personagens de destaque como Harper (Laci Mosley) e Millicent (Jaidyn Triplett). A história é contada a partir da volta de Carly da Itália, lugar para onde ela foi no final da primeira versão do seriado.

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Nessa continuação, Carly e Freddie estão com 27 anos, ela ainda colhe os frutos da fama que construiu na internet na infância e adolescência, enquanto ele passou por dois casamentos frustrados que terminaram em dois divórcios. Porém, Fred carrega ao seu lado sua enteada Millicent, uma menina inteligente e de personalidade forte que se tornou uma grande e importante adição na série.

Revista LesB Out!

Apesar da falta de Sam (Jennette McCurdy) nessa nova versão de “iCarly (2021)”, Carly e Freddie decidem reviver o iCarly, em um momento muito mais tecnológico do que na original. Agora as coisas acontecem muito mais rápido e sem parar na internet, causando alguns problemas ao longo da trama. Com isso, Carly acaba precisando de mais ajuda do que antes, então conhecemos Harper, a melhor amiga dela.

Harper é uma personagem de destaque na série. Uma mulher negra e abertamente bissexual, que trabalha em uma cafeteria para mais tarde atingir o sucesso absoluto na carreira como estilista. Ela é uma grande representatividade de uma mulher não heterossexual tanto no que diz respeito a sua liberdade e sinceridade em relação a sua sexualidade como também no que tange a sua vida profissional.

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“iCarly (2021)” está disponível no Brasil através do canal de streaming Paramount+ e conta com duas temporadas. A série vale a pena ser conferida por quem cresceu com Carly, Sam e Freddie, afinal, traz bastante referências ao seriado original sendo uma delas a abertura do seriado. Mas, para quem não cresceu com eles e com a história de 2007, esta é uma produção de comédia com boas representatividades e que traz algumas reflexões importantes sobre a era da internet.

Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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LesB Indica | A Maldição da Residência Hill – uma boa narrativa de terror

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“A Maldição da Residência Hill”, lançada em 2018, é uma série de terror sobrenatural criada por Mike Flanagan (“Missa da Meia-noite”) e baseada na obra literária de mesmo nome da autora Shirley Jackson. A produção participou da antologia “A Maldição” e, em 2020, foi lançada a série sucessora denominada “A Maldição da Mansão Bly”.

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No verão de 1992, a família Crain se muda para a mansão com o objetivo de reformar a velha casa e depois vendê-la por um preço mais alto. No enredo acompanhamos a vida de cinco irmãos, alternando entre duas linhas temporais (presente e passado), em que tiveram (no passado) suas vidas modificadas para sempre devido às experiências paranormais na Residência Hill quando eram crianças.

Revista LesB Out!

Steven (Michiel Huisman // Paxton Singleton) é o filho mais velho e se tornou famoso por escrever livros de terror baseados nas histórias de sua família na mansão. Shirley (Elizabeth Reaser // Lulu Wilson) é a filha mais velha e trabalha administrando um necrotério ao lado do marido.

Os gêmeos Luke (Oliver Jackson-Cohen // Julian Hilliard) e Eleanor (Victoria Pedretti // Violet McGraw), os mais novos, foram os que mais sofreram psicologicamente com a casa. Luke é viciado em drogas e Eleanor se tornou mentalmente instável. Por fim, tem a filha do meio: Theodora Crain (Kate Siegel // Mckenna Grace), que trabalha como psicóloga infantil quando adulta, e ainda mora na casa dos fundos do terreno da irmã mais velha.

LesB Indica | Uma Mulher Fantástica – vencedor do Oscar que merece sua atenção

Theodora, conhecida como Theo, assim como sua mãe e sua avó possui uma sensibilidade elevada e pode sentir as emoções das pessoas ao tocá-los, dessa forma vive usando luvas para evitar que sinta coisas indesejadas. A personagem é abertamente lésbica e tem um breve relacionamento na série, mas não é relevante para o desenvolvimento da história de “A Maldição da Residência Hill”. Além disso, Kate Siegel apresenta uma das cenas mais perturbadoras e emocionantes da produção.

“A Maldição da Residência Hill” é uma série que se destaca pelo drama e suspense em volta da família Crain, assim como uma boa narrativa de terror deve ser. Cada episódio é meticulosamente calculado de forma que permeia todos os personagens e faz com que você crie uma relação com eles, assim como prende a atenção do telespectador. É uma história envolvente que não decepciona e possui atuações impecáveis que merecem destaque.

A trama tem dez episódios de aproximadamente uma hora e está disponível na Netflix.

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LesB Indica | Uma Mulher Fantástica – vencedor do Oscar que merece sua atenção

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Marina Vidal (Daniela Vega) não imaginava que, ao perder seu namorado, toda sua vida mudaria, porém é isso que acontece em “Uma Mulher Fantástica”. O filme de 2017, de Sebastián Lelio (“Desobediência”), conta a história de Marina, que é uma garçonete, mas, no período noturno, canta em bares. Marina namora Orlando (Francisco Reyes), um homem mais velho, porém ambos têm uma relação muito boa e logo no começo, acontece a comemoração do aniversário de Marina, tudo organizado por Orlando.

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As coisas parecem estar muito bem, até Orlando ter um mal súbito e cair. Quase que de imediato, ela (Marina) o leva para o hospital, entretanto, tudo acontece rápido demais, e ele acaba falecendo, por conta de um aneurisma. A partir disso, começa a uma sucessão de acontecimentos que são pautados pelo preconceito das pessoas e também dos familiares de Orlando, tudo porque Marina é uma mulher transgênero.

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A protagonista é tratada como alguém completamente fora do normal, suas atitudes começam a ser tomadas como suspeitas pelos médicos e a polícia é envolvida. Então, o que era uma situação triste pelo luto, acaba se tornando algo completamente complexo e vai minando a vida de Marina aos poucos. Ela é tida como uma quimera pela ex-esposa de Orlando, como uma suspeita por uma policial, como “algo que ele não sabe o que é” pelo filho do namorado falecido; essas violências são doloridas para Marina que, ao mesmo tempo, só quer continuar vivendo sua vida normalmente.

“Uma Mulher Fantástica” é uma produção que conta a história de uma mulher trans que só queria viver sua vida e se despedir da pessoa que amava. Isso deveria ser algo simples, mas por ser uma mulher trans, tudo isso se tornou uma dificuldade. Há algumas cenas que mostram, de maneira quase que poética, este enfrentamento de Marina.

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O longa-metragem ganhou, em 2018, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, sendo assim, o primeiro longa protagonizado por uma mulher transgênero a vencer este prêmio e na mesma cerimônia, Daniela Vega se tornou a primeira pessoa abertamente transgênero a ser uma apresentadora do Oscar. Essa vitória serviu também para ativistas LGBTQIA+ chilenos aumentarem as discussões sobre identidade de gênero, além de leis para pessoas transgêneros no país.

“Uma Mulher Fantástica” está disponível na Netflix.

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LesB Indica | Orange is The New Black – uma comédia dramática original Netflix

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“Orange is The New Black”, lançada em 2013, é uma série de comédia dramática e criada por Jenji Kohan. A produção é baseada no livro “Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison”, que conta as memórias de Piper Kerman e sua passagem de quinze meses de detenção no sistema judiciário norte-americano em uma penitenciária feminina longe de tudo que conhecia.

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A história se desenvolve em torno da Piper Chapman, interpretada pela Taylor Schilling, que mora em Nova York e é condenada a cumprir quinze meses na penitenciária feminina por ter participado do transporte de uma maleta cheia de dinheiro, proveniente de tráfico de drogas, a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon).

O delito havia acontecido há dez anos antes do início da série e atualmente, Piper segue sua vida normalmente e no alto dos seus trinta e poucos anos, ao lado do seu noivo Larry Bloom (Jason Biggs), o erro do passado volta para assombrá-la. Para pagar pelo crime, a personagem se entrega e troca sua nova vida perfeita pela prisão.

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“Orange is The New Black” apresenta a realidade perturbadora do dia a dia das detentas na penitenciária feminina. Cercada de criminosas, das mais distintas razões, Piper acaba encontrando mulheres mais complexas do que imaginava, ao mesmo tempo que aprende a conviver com regras arbitrárias e um rigoroso código de conduta.

Por meio do humor sarcástico, a produção traz um excelente retrato do mundo prisional e da sociedade em geral, assim como debate questões sociais, raciais e sexuais. Além disso, mostra como as detentas são tratadas pela simples razão de estarem presas, sem considerar que acima de tudo, são humanas.

Modern Love e a representatividade LGBTQIA+ na adolescência

A série pode não te convencer por causa da protagonista, mas sem dúvida, alguma das mulheres presentes no enredo vão te conquistar. Taystee (Danielle Brooks), Suzanne (Uzo Aduba), Nicky Nichols (Natasha Lyonne), Poussey (Samira Wiley), Sophia (Laverne Cox), Alex e tantas outras são personagens brilhantemente construídas e valem cada minuto do seu tempo. Outro ponto que se destaca, apesar de todas as controvérsias da relação, é o relacionamento de Piper e Alex que se desenvolve ao longo das temporadas.

“Orange is The New Black” apresenta as alegrias e angústias de um grupo de presidiárias, assim como analisa a crueldade do sistema prisional e como o fato de estarem presas a tornam invisíveis ao mundo exterior.  A série está disponível na Netflix e possui sete temporadas com episódios de aproximadamente uma hora de duração.

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