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LesB Indica | Legacies: uma série ousada, confiante e divertida

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Legacies” é um spin-off das séries “The Originals” e “The Vampire Diaries” que traz uma repaginação e uma expansão para o universo mitológico criado anteriormente nas atrações. Ela paira sobre a sombra de suas séries mães. como era de se imaginar, mas Julie Plec fez questão de criar um universo próprio e único.

A série segue a filha do híbrido original Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell) na escola Salvatore para jovens dotados, as filhas gêmeas de Alaric Saltzman (Matthew Davis) e Caroline Forbes (Candice Accola) e outros jovens adultos que, apesar de seus piores impulsos, amadurecem nutrindo o desejo de serem a melhor versão de si mesmos.

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Em sua primeira temporada “Legacies” deixou claro para o que veio e criou seu caminho, apesar de não seguir a todo momento o potencial que possui. A série aposta no humor e pouco nos momentos sombrios como sua predecessoras costumavam fazer, e comete algumas “gafes” com a memória de alguns personagens que foram importantes para a história de seus protagonistas (Hayley, estou falando de você mesmo).

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Um dos seus acertos, contudo, vem na representatividade LGBTQ+ que a série carrega. Logo no episódio de estreia descobrimos que uma das gêmeas Saltzman, Josie (Kaylee Bryant), tem uma relação complicada com sua ex-namorada Penelope Park (Lulu Antariksa) e, mais adiante, a vemos se interessar por Rafael (Peyton Alex Smith). A escritora da série, Julie Plec, confirmou algumas vezes que as três personagens principais fogem do patrão heteronormativo quando o quesito é relacionamento, sendo Hope e Lizzie (Jenny Boyd) bissexuais e Josie se identificando como pansexual.

Em nenhum momento a sexualidade das personagens é tratada como algo extraordinário. Elas se entendem, as pessoas ao seu redor as entendem e está tudo bem. Para uma série adolescente isso é algo realmente muito importante, pois foge do drama de ter alguém se assumindo e das reações negativas e pula diretamente para a parte onde a vida segue normalmente independente de como a pessoa se identifica ou com quem se relaciona.

LesB Indica | A categoria é: POSE!

Em questão de roteiro e execução a série ainda tem muito o que acertar (a rápida resolução da season finale fala por si só), mas “Legacies” sabe explorar todas as camadas de seus personagem e seus dilemas entre o bem e o mal, que é afinal de contas a premissa da série. Julie não tem medo de mostrar o “lado feio” dos seus personagens, nunca teve, e agora não seria diferente, afinal de contas eles são jovens que estão descobrindo o seu lugar no mundo para além do legado familiar que carregam.

Se você é fã de “The Vampire Diaries” e “The Originals” você deveria estar assistindo esta série, e se você não for, você também deveria estar assistindo. “Legacies” ainda tem que acertar alguns erros, mas tem um potencial enorme para explorar com todas as suas nuances.

Myrella Oliveira é a co-criadora do LesB Out!, estudante de Publicidade, designer e sonha mais do que pode realizar. Acumula livros que não tem tempo pra ler e séries que não tem tempo para assistir. Feminista, bissexual e orgulhosa, além de ser esquecida e absurdamente dramática. Enxerga o mundo de um jeito bem singular. Mora no litoral ensolarado do Rio de Janeiro.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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