O LesB Out! Mixtape está de volta! Com a proposta de trazer artistas LGBTQIA+, a nossa playlist colaborativa vem, mais uma vez, trazer nomes da música que estão surgindo e que vem conquistando nossos corações. E em setembro não poderíamos deixar passar em branco o mês da visibilidade bissexual. Por isso hoje resolvemos exaltar mulheres bi.
Lembrando que o LesB Out! Mixtape é uma playlist colaborativa e todas podem ajudar a construir este cantinho especial. Não esqueça também de seguir no Spotify para acompanhar as atualizações e indicar artistas que você gostaria de ver nas próximas publicações.
Mxmtoon
Mxmtoon, também conhecida como Maia, é uma cantora chinesa-americana, nascida em Oakland, Califórnia. Com apenas 20 anos, ela faz parte dessa nova geração de artistas que faz tudo sozinha e sabe muito bem explorar a internet para nos presentear com seu talento. O primeiro EP foi inteiramente gravado no quarto de hóspedes da casa da família.
Com um ukelele nas mãos, uma voz delicada e apostando em uma sonoridade mais lo-fi, Maia consegue se conectar com temas que abordam adolescência e amadurecimento. Recentemente ela lançou a música “Ok on Your Own”, com participação da Carly Rae Jepsen, que faz parte do “Dusk”, EP que será lançado no começo de outubro.
Dodie
Queridinha do Youtube, a inglesa Dodie Clark já é um rosto conhecido para muitos. Com músicas leves, emocionais e letras profundas, a cantora já lançou três EP além de inúmeras músicas originais e covers no seu canal. A primeira canção publicada foi em 2011 e desde então ela vem trabalhando fortemente na carreira musical.
Ao longo dos anos, Dodie virou especialista em compor músicas que são verdadeiros hinos bissexuais. A cantora constantemente explora a temática em seu trabalho, e inclusive utilizou a música para sair do armário para o público.
Clairo
Clairo já começou como um grande fenômeno. Em 2017, a cantora postou seu primeiro vídeo no Youtube, “Pretty Girl”, e rapidamente a música viralizou pela internet e se tornou mais um nome de destaque dessa nova geração lo-fi que produz sozinha suas próprias músicas.
No ano seguinte do estouro no Youtube, ela lançou o primeiro EP chamado “Diary 001”, que traz a mesma vibe bedroom pop de “Pretty Girl”, mas também consegue mesclar com músicas com um tom mais pop e electropop. A sonoridade intima e uma atmosfera calma continuam presentes nos trabalhos posteriores da cantora, que lançou o primeiro álbum em agosto do ano passado, chamado “Immunity”.
Princess Nokia
Com descendência africana e porto-riquenha, Destiny Nicole Frasqueri, conhecida como Princess Nokia, é uma cantora e rapper americana que utiliza a música para trazer questões sobre sexualidade, feminismo, questões raciais, entre outros temas. O primeiro álbum foi lançado em 2014, mas foi com o single “Tomboy”, lançado em 2017, que ela começou a alcançar um público maior.
A cantora traz uma mistura única entre soul, rap, trap e com fortes influências da música dos anos 1990, incluindo até mesmo hardcore e punk. Essa diversidade musical foi ainda mais explorada nos álbuns “Everything Sucks” e “Everything Is Beautiful”, lançados em 2020, no mesmo dia, e que exploram lados opostos da Princess Nokia.
Phoebe Bridgers
Phoebe Bridgers é uma jovem cantora de Los Angeles, Califórnia, que aposta em uma sonoridade mais crua, mesclando indie rock e folk. Com músicas bastante pessoais e com um tom mais melancólico, a cantora já chamou atenção com o primeiro álbum “Stranger in the Alps”, de 2017.
Em 2020, ela lançou o elogiado “Punisher”, segundo álbum da carreira que traz canções sobre relacionamentos, sonhos, experiências em turnê, entre outros. Além disso, Phoebe também participou do projeto “Boygenius”, uma parceria musical com as cantoras Julien Baker e Lucy Dacus que rendeu um excelente álbum lançado em 2018.
Jornalista nascida no Rio de Janeiro e atualmente morando em Fortaleza. Cresceu assistindo filmes da Sessão da Tarde, Dragon Ball e Xena: A Princesa Guerreira. Constantemente falando coisas aleatórias sobre cinema, televisão e música.
Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.
Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.
Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.
Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.
Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.
“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.
No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.
Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.
O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.
A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.
A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.
Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.
Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video“The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?
Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?
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