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Especial | Oito autores que valem a pena conhecer durante a quarentena

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Que tal seguirmos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e evitarmos sair de casa, a não ser que seja de extrema necessidade? Pensando nisso, aqui vai uma lista de autores para maratonar nestes dias em casa (risos), neste caso, as indicações são escritoras que, de uma forma ou de outra, possuem livros publicados com personagens LGBTQIA+.

Becky Albertalli

Formada em psicologia, a autora trabalhou por muito anos como orientadora de um grupo de apoio para crianças com não conformidade de gênero em Washington, nos Estados Unidos. No Brasil, seus livros são publicados pela Editora Intrínseca e todos possuem representatividade LGBTQIA+, entre seus títulos estão: “Com amor, Simon”, “Leah fora de Sintonia”, “Os 27 crushes de Molly” e “E se fosse a gente?”, o último sendo sido escrito em parceria com Adam Silvera.

Resenha | O suave tom do abismo (absorção) – uma história para além do amor

Clara Alves

Libriana, dorameira e feminista, Clara Alves mora no Rio de Janeiro e é formada em jornalismo pela UERJ. Já venceu o prêmio Wattys 2016 na categoria Novas Vozes com o seu romance “Como reconquistar um amor perdido”. Teve seu primeiro lançamento no Grupo Companhia das Letras no ano passado com o título “Conectadas”, entretanto você pode encontrar vários outros títulos em formato e-book e produção independente na Amazon ou Wattpad, como: “A profecia da sereia” e “Princesa da magia”.

Nina LaCour

Livreira hipster e professora de inglês do ensino médio, a escritora mora na Califórnia com sua família. Tem livros publicados no Brasil pelas Editoras Plataforma 21, Galera Record e Intrínseca com os respectivos títulos “Estamos bem”, “À primeira vista” de coautoria com David Levithan e “Aconteceu naquele verão”, um livro de histórias de amor divididos com outros autores.

Especial | 15 séries para maratonar durante a quarentena

Elayne Baeta

“Escreve as coisas que queria ter lido”, este é o lema da escritora e ilustradora Elayne Baeta. Publicou o seu primeiro original “O amor não é óbvio” no ano passado pela Editora Galera Record, e possui outros livros publicados em e-book, tais como “Elas não sabem o que querem”, “Eu, garota. Ela também” e “Astrologia para garotas”. Tem sotaque nordestino, mora em Salvador e atualmente está produzindo um podcast.

Julie Anne Peters

Conhecida pelas suas obras de ficção infanto-juvenil que apresentam personagens LGBTQIA+, a autora americana possui livros publicados em vários países. No Brasil só tem o livro “Não conte nosso segredo” publicado pela Hoo Editora, porém é possível encontrar outros títulos na língua inglesa disponíveis, como “Lies My Girlfriend Told Me”, “Keeping You a Secret” e outros.

Resenha | Boa noite – um livro voltado para você mulher

Olívia Pilar

Se você não tem muita paciência para livros longos, bom, Olívia Pilar é perfeita para você. Contista, escritora e jornalista, a mineira começou a se arriscar na ficção através de fanfics, escreve muito sobre a importância da representatividade da mulher negra e LGBTQIA+. É autora dos contos “Entre estantes”, “Tempo ao Tempo”, “Dia de domingo” e outros, todos disponíveis em formato e-book. Atualmente está trabalhando no seu primeiro romance.

A. S. King

O primeiro livro com uma protagonista LGBTQIA+ que li foi desta autora, então aqui está ela. A. S. King é uma escritora premiada por seus romances direcionados ao público jovem, embora também escreva para adultos. Atualmente mora nos Estados Unidos com sua família. Seu livro “Os dois mundos de Astrid Jones” é uma história que vale a pena ser conhecida.

Review | Não Provoque – suspense envolvendo líderes de torcida é envolvente

Lucas Rocha

Conhecido pelos seus livros voltado ao público masculino LGBTQIA+, Lucas Rocha publicou recentemente o conto “Cinco dias para o fim do mundo”(risos, brincadeira sem graça) pela Página 7, que traz uma mulher LGBTQIA+ como personagem principal. O autor é um bibliotecário com mestrado em Ciências da Informação.


Chegamos ao final da lista, leia os livros em casa e evite sair na rua. Se você tiver mais alguma sugestão de autor/autora que merece destaque, comenta aí embaixo para gente! =)

#ninguémseguraamãodeninguém #leiaemcasa #pegaoalcoolemgel

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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