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As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2021

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Chegamos ao final de mais um ano e nada mais adequado do que uma listinha de melhores do ano, não é mesmo?! 2021 nos presenteou com diversas produções com personagens LGBTQIA+, para todos os gostos, e contando experiências e vivências diferentes, entre comédia, drama, animação, super-heróis, e outros gêneros.

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Este ano ainda foi bastante impactado pela pandemia da Covid-19, que atrasou produções e dificultou gravações, mas mesmo assim tivemos grandes destaques na televisão e principalmente no streaming. A força de serviços como Netflix, HBO Max, Apple TV+, aumenta todos os anos e com isso somos presenteados com uma diversidade ainda mais de séries, e isso abre espaço para mais conteúdo LGBTQIA+.

A equipe do LesB Out! selecionou algumas dessas produções, através de uma votação interna, e fechamos uma lista com as dez melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2021.

Confira o nosso TOP 10:

10º: Motherland: Fort Salem – 2ª temporada | por Grasielly Sousa

“Motherland: Fort Salem” foi uma das melhores surpresas da Freeform nos últimos anos. O canal conhecido por “Pretty Little Liars”, “The Fosters” e “The Bold Type” nos apresentou, em 2020, um universo novo e único, onde bruxas vivem “livremente” e são responsáveis pelo Exército dos Estados Unidos.

O twist na narrativa das bruxas, trazendo características específicas e uma mitologia própria, já é o suficiente para a série chamar atenção entre outras produções, mas “Motherland” vai além. Nesse universo, cuidadosamente construído, somos apresentadas a personagens tão distintos e cheios de camada, apostando na diversidade de histórias e rostos. Com uma base forte do primeiro ano, a série conseguiu aprofundar ainda mais e trazer novos lados de sua narrativa em sua segunda temporada. Com uma crescente, entregando um episódio melhor do que o anterior.

Além do destaque para o universo criado por Eliot Laurence, é necessário também destacar as personagens, que não são unilaterais, e estão constantemente flutuando entre mocinhos e vilões, mas que todos tem um lugar especial nos nossos corações. Grande parte dessa força vem do excelente elenco, com um nível de atuação que dificilmente encontramos em outras produções do mesmo canal.

9º: Mãe Só Tem Duas – 1ª temporada | por Bruna Fentanes

“Mãe Só Tem Duas”, produção original da Netflix, acompanha a história de duas mães que tiveram suas filhas trocadas na maternidade. Enquanto Ana (Ludwika Paleta) é de uma família estável e bem-sucedida, Mariana (Paulina Goto) é uma jovem bissexual no início da sua carreira e que está com a vida de cabeça para baixo desde o momento em que descobriu a gravidez.

Apesar de possuírem realidades sociais muito diferentes, devido ao erro do hospital e ao vínculo que as duas criaram com as bebês, elas decidem morar juntas na tentativa de que as crianças se acostumem com a situação e consigam aprender mais sobre suas filhas e costumes. As mães, que no início se odiavam, começam a estreitar laços enquanto criam as filhas juntas e essa relação acaba ultrapassando o limite do que deveria ser apenas um acordo de convivência.

“Mãe Só Tem Duas” apresenta um roteiro batido e até mesmo clichê, mas a produção conquista o telespectador devido à atuação das duas protagonistas e sua química em tela. Além de ser leve, engraçada e curta, tornando-a possível de maratonar em um final de semana.

8º: Arcane – 1ª temporada | por Monica Teixeira

Lançada pela Netflix, em novembro, “Arcane” trouxe “League of Legends” para o mundo da animação, em uma adaptação que conquistou não apenas o público que já conhecia o jogo, mas também pessoas que não jogam. Apesar de ser baseado nos personagens e no universo do LoL, a animação conta com uma construção de história própria, sem a necessidade de conhecer o jogo previamente.

A série animada é apresentada em três atos e traz como foco da narrativa as irmãs Vi (Hailee Steinfeld) e Powder (Ella Purnell), que moram em Zaun e sobrevivem das migalhas que Piltover, a parte rica e desenvolvida da cidade, decide doar. As irmãs e seus amigos embarcam em uma missão na parte desenvolvida da cidade e, infelizmente, não tem sucesso. A partir disso começam uma série de acontecimentos que acabam levando a separação delas duas, e a transformação de Powder em uma poderosa e insana vilã.

A série se destacou bastante desde seu lançamento por mostrar uma adaptação de jogo bem estruturada, com uma história bem construída e bem entrelaçada entre os personagens, além de ter como protagonistas duas personagens sáficas (Caitlyn e Vi).

7º: Sex Education – 3ª temporada | por Bruna Fentanes

“Sex Education” é uma série de comédia dramática criada por Laurie Nunn, que acompanha a história dos estudantes da escola Moordale. Conhecida como a “escola do sexo” depois que, Otis Milburn (Asa Butterfield) e sua colega de classe Maeve Wiley (Emma Mackey), resolvem montar uma clínica de saúde sexual em troca de dinheiro e para ajudar seus amigos.

Devido aos últimos eventos e sua má fama, a escola contrata uma nova diretora, Hope (Jemima Kirke) para restaurar a reputação da instituição. Dessa maneira, a terceira temporada da produção acompanha a personagem de Kirke, através de uma postura rígida, reprimindo os sentimentos e individualidades dos estudantes. Uma das alunas que se destaca este ano e tem sua vida afetada diretamente pelas novas normas é Lily Iglehart (Tanya Reynolds). A adolescente, que nunca seguiu o padrão social de vestimentas e por ser uma verdadeira admiradora das histórias dos alienígenas, produz quadrinhos eróticos como forma de hobbie até que a diretora começa a castigá-la pelas suas ações.

Sendo assim, esta temporada apresenta novos momentos entre os estudantes de Moordale tentando se reencontrar, ao mesmo tempo que amadurecem e aprendem com suas próprias questões individuais. Além de trazer debates sobre as notícias falsas (Fake News) e moralismos.

6º: Station 19 – 4ª temporada | por Maria Izabelly Lopes

Na quarta temporada, “Station 19” abordou muitos tópicos importantes, incluindo violência doméstica, pandemia, tráfico sexual e injustiça racial. Embora seja possível que a próxima temporada deva continuar com alguns desses enredos estabelecidos nos últimos meses, além de, claro, novos plots deverão movimentar o novo ano.

Terminamos a temporada com o casamento de Carina e Maya, que foi um ponto positivo e aguardado por todos os fãs. Mas que também rendeu uma boa dose de drama. Aliás, um dos pontos altos foi que tivemos muito conteúdo LGBTQIA+, tanto com Maya e Carina, como também de Travis (Jay Hayden) e Emmet (Lachlan Buchanan) – que também já são os queridinhos do público. Esperamos que a quinta venha recheada de novidades.

5º: Pose – 3ª temporada | por França Louise

2021 marcou o encerramento de “Pose”, série que trouxe um pouco do que foi a cultura Ballroom para o mainstream e de como esses espaços foram importantes para a comunidade LGBTQIA+, principalmente para pessoas negras e latinas dentro da comunidade. No seu último ano, a produção intercalou algumas situações históricas (como o caso O.J. e até a perseguição ao Bronco branco, além dos testes com o que viria a ser o coquetel para o tratamento contra a Aids), além de temas já tão bem conhecidos pelos espectadores da série: homofobia, a luta pelo tratamento contra a Aids, vício em drogas, prostituição, entre outros.

LesB Indica | Profundo Desejo – uma produção com reflexões sobre viver ou sobreviver

“Pose” deixou para nós um legado de glamour e muito brilho, mas também todo o drama e superação dos personagens. A jornada pessoal de cada um foi apresentada de maneira que estivéssemos inseridos na mesma situação. Vimos Angel (Indya Moore) e Papi (Angel Bismark Curiel) quebrando barreiras e realizando sonhos, Pray Tell (Billy Porter) e a sua caminhada contra seus próprios demônios, e até Elektra (Dominique Jackson) se mostrando nada mais do que uma grande e provedora mãe. Destaque para Blanca Evangelista (MJ Rodriguez), que encontrou o amor e seu caminho dentro de uma carreira e expandiu tudo que foi como mãe de uma casa, para outras pessoas.

É um final para se emocionar, sem dúvida.

4º: A Vida Sexual das Universitárias – 1ª temporada | por Maria Izabelly Lopes

A HBO Max vem acertando com suas séries originais e a queridinha da vez é “A Vida Sexual das Universitárias”. A história gira em torno de um quarteto de garotas, que logo no primeiro episódio se tornam colegas de quarto na faculdade, e começam a vivenciar a vida universitária, na prestigiada faculdade inglesa Essex College.

Apesar de ser o maior clichê, a produção sabe reinventar e é divertida de assistir. As protagonistas são interessantes e a química entre as quatro atrizes principais é palpável. Muitas séries tentam abordar temas importantes, ou tentam ser inclusivas, de maneiras erradas. Em “A Vida Sexual das Universitárias” isso não acontece. A trama conseguiu trazer personagens gays, de forma real e nada forçada, além disso, em alguns momentos ainda usou algumas piadas para introduzir alguns personagens de forma despretensiosa. A produção também conta com uma personagem cadeirante, que nunca tem uma frase sobre a condição física dela. E isso de forma leve.

Criada por Mindy Kaling (responsável também por “Eu Nunca…”), “A Vida Sexual das Universitárias” tem uma escrita leve e excelentes protagonistas, tornando-se uma das melhores séries de comédia de 2021. E de bônus: a segunda temporada já está garantida!

3º: Hacks – 1ª temporada | por Karolen Passos

“Hacks” é uma produção original da HBO Max criada por Lucia Aniello (“A Noite é Delas”), Paul W. Downs (“Broad City”) e Jen Statsky (“The Good Place”). A série conta a história de Debora Vance (Jean Smart), uma comediante lendária de Las Vegas que está com seu reinado ameaçado, pois precisa reinventar seu show para atrair um público mais jovem. É aqui que entra Ava (Hannah Einbinder), uma escritora de 25 anos, que acabou de perder um grande contrato, em Los Angeles, após uma piada de mau gosto na internet.

A temporada de estreia da comédia de Aniello, Downs e Statsky é um deleite para os fãs do humor ácido. Com piadas inteligentes, diálogos singulares e uma química espetacular entre Smart e Einbinder, “Hacks” se consolida facilmente como uma das melhores estreias do ano de 2021, tanto no quesito com personagem feminina LGBTQIA+ quanto no quesito geral. A produção, que conta com dez episódios entre 28 a 35 minutos cada, passa tão rápido que o único desejo ao finalizar a temporada é de uma segunda para ontem.

A série vale cada minuto do seu tempo e seu único arrependimento será ter assistido rápido demais.

2º: A Casa Coruja – 2ª temporada | por Grasielly Sousa

Às vezes, a Disney acerta. E “A Casa Coruja” (“The Owl House”) é de fato um grande acerto. As séries animadas vem cada vez mais explorando personagens LGBTQIA+ e sabemos que, para isso acontecer, existe uma verdadeira luta nos bastidores. “A Casa Coruja” é o resultado não apenas da batalha dos seus produtores, mas de algo que vem muito antes da sua existência. E como resultado recebemos uma protagonista latina e bissexual, uma jovem excluída e sonhadora, que busca sempre lutar pelos seus sonhos e por seus amigos.

A animação nos apresentou, em sua primeira temporada, um universo encantador, com criaturas incríveis e personagens cativantes e adoráveis, guiados por uma protagonista que é praticamente impossível não amar. Mas, no segundo ano, além de expandir esse mundo, a animação também trouxe um romance que era esperado, ao mesmo tempo que existia um medo dele nunca acontecer pelas barreiras que existem no meio das animações, principalmente na Disney. Porém, Dana Terrace e todas as pessoas envolvidas fizeram acontecer o casal Lumity e de forma belíssima. Ver Luz (Sarah-Nicole Robles) finalmente percebendo seu interesse na amiga e Amity (Mae Whitman) não apenas se abrindo para esse relacionamento, mas também se abrindo para si mesma, tudo foi feito de forma impecável e a série merece todo o amor do mundo por isso.

Infelizmente, nem tudo são rosas, e a Disney já anunciou será finalizada na terceira temporada. Mas vamos aproveitar enquanto podemos esse momento histórico, porque não é todo dia que a gente vê uma menina na Disney chamando outra menina de namorada, não é mesmo.

1º: Dickinson – 2ª e 3ª temporada | por Grasielly Sousa

A primeira série original da Apple TV+ chega ao fim em 2021 em alto nível. Com três temporadas (duas exibidas neste ano), “Dickinson” não ganhou a mesma atenção de alguns sucessos do serviço de streaming, como “Ted Lasso”, mas conquistou um público fiel e nos presenteou com uma das melhores comédias da atualidade.

A versão repaginada da vida de Emily Dickinson deixou a sua marca ao misturar, de forma impecável, a estética de série de época com elementos modernos, um humor peculiar e eficiente. Em 2021 acompanhamos o amadurecimento da personagem vivida por Hailee Steinfeld, não apenas na sua afirmação como poetisa e na luta pelo seu espaço, mas também na vida pessoal e na aceitação do seu amor por Sue (Ella Hunt).

Crítica | Nós Duas – um longa-metragem cujo amor é seu background

A produção consegue abordar temas tabus para a época de forma leve, mas trazendo a seriedade dos assuntos. E tudo isso guiado por um roteiro redondo e atuações impecáveis. Seria fácil fazer um texto enorme apenas elogiando o elenco de “Dickinson”, mas deixamos o destaque para Hailee e a maestria com que ela guia a sua personagem.

Com apenas um episódio faltando para encerrar a série, “Dickinson” é, com certeza, uma das melhores comédias atuais e também a nossa escolha de Melhor Série de 2021.


Confira também as séries que participaram da votação:

11º: “The Handmaid’s Tale” – 4ª temporada 

12º: “Big Shot: Treinador de Elite” – 1ª temporada

13º: “Nurses: Plantão de Enfermagem”– 2ª temporada

14º: “The Morning Show” – 2ª temporada

15º: “Feel Good” – 2ª temporada

16º: “Clube das Babás” – 2ª temporada

17º: “Mythic Quest” – 2ª temporada

18º: “Elite” – 4ª temporada

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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