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Oito livros para (se auto) presentear no Natal

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O Natal está chegando e com ele, chega também, a tradicional troca de presentes entre casais, amigos, familiares e até colegas de trabalho. Se ainda existem dúvidas sobre como presentear as pessoas que você gosta, aqui vai uma lista de oito livros que podem agradar e fazer a felicidade dos presenteados. Ah, a lista serve também para você que não sabe o que responder quando perguntam o que gostaria de ganhar!

Os sete maridos de Evelyn Hugo

Livro da autora Taylor Jenkins Reid, publicado em 2019, traz em sua narrativa primeiramente Monique, uma jornalista que está passando por um período de turbulência em seu relacionamento e que recebe uma proposta inusitada: entrevistar uma das maiores estrelas de Hollywood, Evelyn Hugo. É nesse ponto que a história começa a ficar interessante, Hugo se abre por completo nesse bate-papo, e desvela um lado dela e de Hollywood que ninguém jamais percebeu ou descobriu. Todas as revelações atraem o leitor como se Evelyn Hugo de fato tivesse existido, o que torna essa obra um presente interessante para quem gosta de famosos (fofoca) e uma bela história de amor.

LesB Indica | Profundo Desejo – uma produção com reflexões sobre viver ou sobreviver

Sua Alteza Real

É um romance da autora Rachel Hawkins, lançado em 2020, e conta a história de Millie, uma adolescente que acabou de ter o seu coração partido e como forma de cura realizará um de seus maiores sonhos: estudar em uma renomada escola Escocesa. Lá ela conhece Flora, uma princesa (literalmente), só que ela logo fica sabendo da fama de encrenqueira dessa integrante da realeza, o que torna a relação delas como colegas de quarto um pouco complexa. O livro se aproxima de uma versão sáfica do filme “Um Príncipe em Minha Vida” e é uma boa dica para quem ama um enemies to lovers para esquentar o coração no Natal.

Espere até me ver de coroa

Neste livro lançado em 2020, a autora Leah Johnson apresenta aos leitores a Liz Lighty, uma adolescente negra e queer que mora em uma cidade pequena dos Estados Unidos e está prestes a se formar no Ensino Médio. A história de Liz é complexa e envolve perdas, medos e traumas, e, ao longo da narrativa, é como se ela curasse de cada pequeno machucado interno ao se descobrir como uma pessoa especial para o mundo e, além disso, quando descobre que ela é a pessoa mais importante da sua própria vida. O livro é sobre desvendar diferentes visões de mundo e sobre amor-próprio, apesar de ter um romancezinho na história, ele não é sobre um casal.

Controle

É uma obra literária da autora brasileira Natália Borges Polesso, lançado em 2019, e traz a história de Maria Fernanda, ou Nanda. O enredo leva o leitor a conhecer a infância e a juventude da personagem, que tem epilepsia e vê a sua vida inteira mudar da noite para o dia por causa disso. É um livro com referências musicais a banda “New Order” e as letras das músicas acompanham as fases da vida em que Nanda está passando. Esse também não é um livro sobre casal e apesar de trazer a descoberta da sexualidade da personagem, ele fala muito mais sobre descoberta de mundo e de si, levando os leitores a uma viagem intrapessoal baseado nas reflexões e no desenvolvimento de Maria Fernanda.

Aruanas – o protagonismo feminino no ativismo ambiental

Os dois mundos de Astrid Jones

Esse livro da autora A. S. King, laçado em 2015, conta a história de Astrid, uma adolescente que vive em uma cidade pequena e passa por vários e complexos problemas causados pelo quanto as pessoas prestam atenção, mais do que deveriam, na vida dos outros. Como ela tem dificuldade para lidar com mudanças e com toda situação que é viver em uma cidade assim, Astrid decide compartilhar seu amor com os aviões que sobrevoam seu quintal para, pelo menos, sentir e enviar algo bom a alguém. O narrativa traz a descoberta de Astrid sobre sua própria sexualidade e toda problemática sobre as dificuldades que é se sentir atraída por outra mulher em uma região onde isso ainda é visto como errado. Assim como cada avião para quem ela mandar amor tem uma história que vai e volta, a de Astrid não seria diferente. Desta forma o livro descreve bem os sentimentos de momentos de dificuldades e a superação de obstáculos.

Atlas

É um conto, da autora brasileira Victoria Tuler, que se passa no sul do Brasil e acompanha a vida de Bia que conhece uma menina e quase como que instantaneamente as duas começam uma amizade bem forte. A questão é que essa amizade vira um romance, mesmo que elas não estivessem entendendo muito bem o que estava acontecendo. As páginas desse conto fazem os leitores mergulharem em uma linha do tempo em que cada fase é marcada por um forte sentimento, principalmente o sentimento de renovação. (Esse conto está disponível apenas em formato digital)

Antes que você diga sim

Lançado em 2020, o livro da autora Clare Lydon apresenta a noiva Abby, que está quase se casando com o que deveria ser o homem dos sonhos, só que não é bem assim. A mulher não é apaixonada pelo noivo e não está se casando por amor, mas por comodidade. Em meio a isso, está sem uma madrinha para ajudá-la na organização do casamento, e precisa contratar uma pessoa, Jordan Cohen. O tempo que as duas mulheres passam juntas mais as incertezas sobre o casamento, que fazem morada na cabeça de Abby, contribuem para que comece a surgir um sentimento entre a noiva e sua madrinha contratada. A narrativa é um clichê que fala mais ou menos sobre “a pessoa certa na hora certa” e reconstrói a esperança sobre o amor.

Crítica | Nós Duas – um longa-metragem cujo amor é seu background

No Natal existe amor em SP

Lançado recentemente (15/12) pela autora Giulia Russomano, conta uma história de Natal clichê em uma versão sáfica. Débora é uma menina que sofre pressão dos pais para estar em um relacionamento e, apesar de ter escapado desse assunto por um tempo, tudo muda quando ela vai passar o Natal com sua família. Por outro lado, o livro mostra Fernanda, uma confeiteira bem-sucedida e apaixonada pelo que faz. As duas meninas estão em um momento em que não querem ter um relacionamento, mas um acordo para o Natal faz com que o ideal de amor mude para as duas. Com referências à obras como “Os sete maridos de Evelyn Hugo” e “Conectadas”, para quem gosta de clichês natalinos, esse livro atende bem às expectativas. (Esse livro está disponível apenas em formato digital)


E aí, gostaram das indicações? Algum livro já estava na listinha de vocês? E caso você queira adquirir alguma das nossas indicações, compre pelo nosso link da Amazon, pois assim você ajuda a manter o site no ar! Só clicar na imagem abaixo 😉

 

 

 

 

 

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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