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Resenha | Sob o céu de vagalumes – um romance recheado de mistérios

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Ficha Técnica
Livro: Sob o céu de vagalumes
Autora: Victoria Mendes
Número de Páginas: 269
Ano de lançamento: 2020


Sob o céu de vagalumes” é um romance da escritora Victoria Mendes, publicado pela Amazon, onde conhecemos Agatha Vega, uma jovem estudante de jornalismo que, durante suas férias em sua cidade natal, conhece uma mulher misteriosa por meio de um aplicativo de relacionamentos que esconde sua identidade e se apresenta apenas como A.C.. Apesar de todo o segredo que envolve sua identidade, Agatha e a mulher misteriosa acabam se envolvendo, e criando uma conexão pelas diversas horas que passam conversando. Contudo, a história só se inicia realmente quando Agatha acaba inesperadamente descobrindo a identidade de A.C., e decidindo se envolver, em um romance proibido, com essa mulher que guarda tanto passado.

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Inicialmente a história acaba te prendendo e te instigando a tentar descobrir qual é a real identidade de A.C., e o porquê de ser um segredo, se tornando inevitável se perguntar o que de tão sério ela esconde para que não possamos saber quem é. Ao mesmo tempo, em cada conversa com Agatha, percebemos que não se trata de uma má pessoa, apenas alguém que está infeliz nas circunstâncias em que se encontra.

E por mais que os primeiros capítulos tenham um ritmo devagar, “Sob o céu de vagalumes” se torna interessante com o decorrer da interação entre as personagens, e o crescimento do mistério por trás da identidade de uma delas. No momento em que Agatha descobre quem é A.C., tudo fica mais agitado, a história cria um ritmo mais interessante, e ficamos contagiadas com todo o contexto que cerca a narrativa das personagens após a descoberta do segredo.

Não que desvelar a identidade de A.C. vá ser surpreendente, na verdade, se vier prestando bastante atenção a trama, é possível perceber que a autora vai deixando pistas a todo momento, até o momento em que tudo faz sentido, e por mais que não seja uma grande surpresa, isso não torna a descoberta da identidade de A.C. menos interessante. Isto porquê estamos falando da personagem mais intrigante da obra, e o próprio motivo para a existência do segredo nos faz questionar se estamos lendo um livro com final feliz.

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A interação entre as personagens é atrativa, acompanhar Agatha se apaixonando por A.C. é um tanto cômodo, pois é muito fácil se apaixonar por ela também, e por mais que seja bacana vê-las enfrentando as dificuldades para se envolver, ao mesmo tempo, fica a impressão de não ser tão difícil assim. E acredito que, a partir do meio do livro, a história começa a se perder um pouco. Entretanto, ainda existe a dúvida se vão elas terminar juntas ou não, sem contar o fato de que a autora mistura os tempos da história na narração, então vamos conhecendo um pedaço do futuro e depois voltando ao passado, o que cria um mistério a respeito do final de “Sob o céu de vagalumes”.

Enquanto a narrativa diz que é difícil para elas se verem e estarem se envolvendo, as personagens não demonstram essa dificuldade, e, por alguns momentos, parece que ela realmente não existe, e que não estão preocupadas com tudo que as cercam. Por esta razão, ao chegarmos ao clímax da obra, somos pegas desprevenidas, e por mais que eu curta reviravoltas, me pareceu que era o caminho mais fácil para se resolver a tão demonstrada “grande questão”, que envolvia as personagens e os segredos por trás da necessidade de um codinome, o que entrega um final corrido, em que todos os problemas se resolvem em uma tacada só.

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Sob o céu de vagalumes” é um romance envolvente, nos prende na história, sendo capaz de lê-lo em uma tarde, e por mais que tenha escolhido o caminho mais fácil para solucionar todo o drama da trama, ainda assim, vale muito a pena leitura, e conhecer os segredos de A.C., vê-las se apaixonar e lutar uma pela outra.


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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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