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Resenha | Amélia Sem Filtro – um romance sobre primeiro amor, autodescoberta e transformações

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Ficha Técnica
Livro: Amélia Sem Filtro
Autor: Mariana Mortani
Editora: Se Liga Editorial
Número de Páginas: 154
Ano de Lançamento: 2020


“Amélia Sem Filtro” é o segundo volume da série “Amor entre garotas”, publicado pelo Se Liga Editorial, da autora youtuber Mariana Mortani.

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Na trama do livro, conhecemos Amélia, uma garota de 17 anos, que sempre esteve rodeada de regras e limites impostos por sua família, tornando-se uma pessoa recheada de segredos. Ela tem um relacionamento complicado com sua mãe, Dona Cinthia, então quando a mesma a flagra beijando sua vizinha, Clarice, ela (a mãe) a carrega para uma viagem surpresa em que qualquer meio de comunicação está proibido.

“É claro que a gente sempre vai querer encantar a pessoa por quem está a fim, claro que vamos querer chamar atenção para o nosso melhor lado — continuou. — Mas relacionamentos não devem ser perfeitos. Ninguém pode te proporcionar um conto de fadas.”

Todo ano, Dona Cinthia, encontra suas amigas (Leona, Alexandra e Francesca) em Maricá e esta é a primeira vez que Amélia está sendo incluída em algo que era sagrado entre elas. O local em que se hospedam pertence a Leona e está em reforma, entretanto, além delas, um grupo de adolescentes conseguem reservar quartos, mesmo na bagunça, e passam um tempo, o que óbvio, muda a vida da personagem principal.

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Camila, uma das pessoas hospedadas, é uma garota misteriosa que, aos poucos, consegue mudar as perspectivas de Amélia. A relação desenvolvida entre as duas é de aquecer o coração, e se inicia como se fosse um romance de verão, porém, não para por aí e mostra também a vida da garota após a viagem surpresa onde as duas se separam.

“O amor só é um lugar solitário se você se apaixona sozinha. E se você carrega aquilo nas costas, o nome passa a ser ilusão.”

A narrativa de autodescoberta, primeiro amor, mudanças e amor próprio são temas abordados por Mariana Mortani de forma encantadora. A autora consegue fazer com que qualquer garota LGBTQIA+ se identifique de alguma forma com a história de Amélia, tornando única a experiência com o livro.

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Um ponto a destacar na narrativa é a relação de mãe e filha, que é muito bem construída e mostra a realidade de muitas adolescentes que se sentem incompreendidas pela família. Entretanto, muitas vezes estão presas em um ponto de vista limitado e vivem apenas em torno do seu umbigo, ação muito comum na fase da adolescência. Desta forma, Mortani consegue demonstrar que relações familiares saudáveis só existem através da conversa, troca e confiança.

“- Respeito e acredito em todas as formas de amor. A minha maneira de amar é particular, só diz respeito a mim, mas não preciso levantar só as minhas bandeiras. O amor não deve ter gênero, status ou quantidade. O amor deve ser livre.”

“Amélia Sem Filtro” é um livro que você vai ler sem pretensão alguma e se surpreender muito positivamente, podendo tornar-se uma das melhores histórias de romance sáfico que você desfrutará este ano. Mesmo que você não se apaixone pelas duas adolescentes principais, vai existir alguma personagem que irá te conquistar.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

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Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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