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Pro Mundo (Out!) | Luz Noceda – a primeira protagonista LGBTQIA+ em um desenho da Disney Channel

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Um universo mágico, cheio de personagens carismáticos, repleto de detalhes incríveis, referências que aquecem o coração e com uma animação caprichada. Isto é o que o novo desenho da Disney Channel entrega. Isso e muito mais. Criada por Dana Terrace, “A Casa Coruja” (“The Owl House“) estreou em 2020 e aos poucos vem conquistando seu espaço. E um dos pilares para isso é a nossa protagonista Luz Noceda (dublada por Sarah Nicole-Robles).

A nossa guia nesta aventura é uma jovem de 14 anos, latina-americana, “estranha”, fascinada por magia e coisas irreais, e bissexual. Apesar da sexualidade da personagem não ter sido abertamente explorada na série, a criadora confirmou que ela é sim bissexual (assim como a própria Dana). Com isso, Luz é a primeira protagonista LGBTQIA+ de um desenho animado da Disney Channel.

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Luz é uma personagem confiante, fiel aos amigos, cheia de imaginação e que consegue lidar com qualquer problema com um sorriso no rosto e se jogando sem pensar nas consequências (algo que nem sempre é a melhor saída, mas felizmente ela conta com os amigos para ajudá-la nesses momentos). Apesar de ser um desenho animado que se passa em um universo mágico, “A Casa Coruja” consegue tratar de problemas bem reais e sérios, de forma leve e divertida.

Boa parte da força vem da protagonista e da forma como ela foi tão bem criada pelos roteiristas e pela criadora da série. Logo de início conhecemos Luz no mundo real, excluída pelos gostos excêntricos, por viver com a cabeça em um universo de fantasia. Ao entrar em um mundo de bruxas e magia, ela percebe que aquela realidade não é muito diferente. As bruxas e outros seres fora do padrão criados pelas pessoas no poder são excluídas. E a partir disso, ela cria uma forte ligação com Eda (dublada por Wendie Malick), uma bruxa que também não se encaixa nos padrões que são determinados à ela.

Uma das principais características da Luz é a força que ela consegue passar para pessoas ao seu redor. Ela não tem medo de enfrentar as situações e por muitas vezes, quando nenhum outro personagem consegue enxergar uma saída positiva, ela aparece para ajudar e para abrir novos caminhos. Isso acaba refletindo na evolução dos outros personagens do desenho, como a própria Eda e também outros amigos que Luz conhece ao longo da temporada, trazendo mais confiança em si e a vontade de lutar pelos desejos e pelo que acha justo.

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Apesar de toda a positividade que ela consegue criar a sua volta, ela também tem inseguranças e entende o peso que a sociedade tem sobre pessoas como ela, que não se encaixam. Uma das inseguranças da personagem é a sua relação com a mãe, que acredita que Luz está em um acampamento de verão para conter sua imaginação.

Outro ponto interessante na jornada da Luz nessa primeira temporada de “A Casa Coruja” é que logo nos primeiros episódios eles já subvertem a ideia do Escolhido.  Luz não é a escolhida, não é uma pessoa que chegou ali para cumprir o seu destino e salvar o mundo. Ela é uma pessoa comum, constantemente lutando para conquistar seus objetivos, sempre querendo aprender coisas novas.

Lumity

Um dos arcos que mais chamou atenção durante a primeira temporada do desenho foi o relacionamento entre Luz e Amity Blight (dublada por Mae Whitman). Quase um enemies to lovers, Amity foi introduzida como uma possível antagonista, a aluna número um fria e calculista. Mas já nos primeiros contatos com a Luz, ela se derreteu por completo e rapidamente as duas viraram amigas.

Apesar do relacionamento não ter avançado para um lado amoroso ainda, Amity já deixou bem claro que tem um grande crush na protagonista. Mas Luz parece não ter percebido ainda o interesse, apesar dela demonstrar em vários momentos que também tem um carinho enorme pela amiga. Agora é esperar pela segunda temporada para ver como será o desenvolvimento desse possível romance.

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A representação de personagens LGBTQIA+ em desenhos animados voltados para crianças ainda é algo muito recente, algo que precisa de muita luta para virar realidade. Mas, aos poucos, estamos dando passos para frente, mostrando novas formas e possibilidades, novos rostos e histórias. E Luz Noceda com certeza é uma parte importante dessa conquista!

A primeira temporada de “A Casa Coruja” está disponível na Disney Plus. A segunda temporada deve estrear ainda em 2021, mas por enquanto sem data confirmada.

Jornalista nascida no Rio de Janeiro e atualmente morando em Fortaleza. Cresceu assistindo filmes da Sessão da Tarde, Dragon Ball e Xena: A Princesa Guerreira. Constantemente falando coisas aleatórias sobre cinema, televisão e música.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

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Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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