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Pro Mundo (Out!) | Arizona Robbins – tão humana que nem parece fictícia

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Arizona Robbins (Jessica Capshaw) teve uma entrada repentina em “Grey’s Anatomy”, mas como Shonda Rhimes (“Scandal”) não escreve personagens pela metade, mal sabíamos o tanto de significados que ela carregava. Ao entrar abertamente lésbica na série, a médica acaba rompendo com a questão de ter que “sair do armário”, portanto, o assunto homossexualidade acaba sendo retratado de maneira muito mais natural do que costumamos ver e isso nos mostra um dos pontos mais positivos da personagem na série.

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Além disso, Robbins se mostra forte desde o início quando conta sua relação com o pai militar, retratando que sentia medo da reação dele quando descobrisse sobre sua sexualidade, porém isto não fez com que se escondesse dele. E assim que contou, Arizona teve uma surpresa, afinal, tudo que esperava era ser expulsa de casa, mas o progenitor a compreendeu de forma surpreendente e este acontecimento rendeu uma das frases mais conhecidas da série em relação a personagem quando escutou “você ainda é a pessoa que eu te criei para ser?”.

Com isso, a cirurgiã cresceu extremamente confiante sobre quem era e se tornou uma das médicas mais importantes do Seattle Grace. E mais tarde se casou com Callie Torres (Sara Ramirez), com quem teve uma filha (Sofia) em um relacionamento conturbado, mas também muito importante, já que ambas carregaram dentro da série toda a representatividade LGBTQ+.

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Durante o casamento, Arizona passou por alguns desafios, sendo o mais difícil o acidente de avião que levou a amputação da perna. Sempre animada, e conhecida por andar pelo hospital com um tênis de rodinhas animando as crianças, a médica se encontrou desenganada quando soube da perda de uma parte do seu corpo e tudo piorou quando Callie assumiu a “culpa” pelo procedimento. Sentindo-se traída e desmotivada, a pediatra entrou em inúmeros conflitos com a esposa, a culpava incansavelmente e mais tarde a traiu.

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A personagem de Capshaw carregou a marca de ter traído a esposa e o casamento chegou ao fim. O que surpreende nela é que mediante todos os aspectos se tornou uma figura bem próxima de um ser humano real. Entre seus inúmeros defeitos, ela nunca deixou se levar por esses e diferente do que vemos em muitos personagens, assumiu todos os seus erros exatamente como deveria ser feito e não fugiu das consequências.

Mais pra frente Callie, agora sua ex-esposa, está com outra pessoa e pretende se mudar levando Sofia com ela. Por esta razão, se inicia uma briga judicial pela guarda da criança, briga esta que Arizona ganha, mas ao final decide pelo bem da filha em deixá-la ir com a personagem de Ramirez. Nesse tempo, a carreira da pediatra decola, ela passa a ser uma das mais importantes cirurgiãs fetais, e entra em mais dois relacionamentos, em tempos distintos, que não dão certo.

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Ao final da estrada da personagem em “Grey’s Anatomy”, a médica decide ir para Nova York com a filha e, consequentemente, reencontrar a ex-esposa. O que marca seu desenvolvimento é que ela conseguiu construir uma grande carreira em sua área, sua orientação sexual e o fato de ser mãe jamais interferiu em seu crescimento e desenvolvimento, e a série consegue retratar isso com extrema naturalidade.

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Assim sendo, Arizona Robbins é uma das personagens mais reais e mais representativas na criação de Rhimes, visto que depois da saída de Callie, ela levou a marca da representatividade para si e conseguiu encantar novamente o público mesmo depois dos atos cometidos.

Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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4 Comments

4 Comments

  1. Andreia

    21 de julho de 2018 at 11:09

    Adorei, muito bem escrito e representa exatamente a nossa Arizona. Parabéns pela escrita maravilhosa.❤️

  2. Sara

    25 de setembro de 2019 at 22:17

    Eu queria saber quantos anos a Arizona tinha quando entrou na série e quantos anos ela tinha no último episódio que ela esteve ??

  3. Safira

    13 de novembro de 2020 at 13:37

    Eu queria entender se a saída da Arizona da série, foi mesmo pela criatividade ou pq Shonda já não podia contar com a Sara Ramirez … O público ficou louco pela Arizona. Não consigo entender como um roteirista possa ser tão “oco”.

    • Monica Gabrielly

      14 de novembro de 2020 at 14:03

      Oii, então, ao que tudo indica a saída da Arizona foi pela criatividade mesmo. A história dela estava ficando um pouco enrolada então a opção foi tira-la de uma forma sútil. Eu, particularmente, fiquei bastante chateada com a saída dela, mas meu coração Calzona vive na fic de que ela tá feliz em Nova York com a Callie criando a Sofia HAHHAHA

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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