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Pro Mundo (Out) | Alice Kwan – um exemplo de altruísmo

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“The Fosters” terminou em 2018, porém sua história está longe de acabar. No início do ano de 2019, o spin-off, “Good Trouble”, estreou na Freeform para acalmar os corações dos verdadeiros amantes da família Adams-Foster. As filhas do casal Stef Foster (Teri Polo) e Lena Adams (Sherri Saum) estão agora crescidas e independentes, e assim, Callie (Maia Mitchell) e Mariana (Cierra Ramirez) vão explorar os cantos de Los Angeles e buscar novas aventuras.

Não muito diferente da sua série originária, a produção deste ano se preocupa em não perder sua essência ao tratar de temas importantes, e principalmente quando o assunto é representatividade LGBTQ+. Por isso, vamos falar um pouco de Alice Kwan (Sherry Cola), uma personagem lésbica e feminista regular de “Good Trouble”.

Review | Supergirl – 5×03

A primeira aparição de Alice já começa nos primeiros minutos da série, carregando diversos papéis higiênicos de forma atrapalhada. O que acontece é que Mariana e Callie vão morar na república que Kwan é responsável pelo seu gerenciamento. Ela é uma pessoa humilde, engraçada, confiável e extremamente altruísta, de forma que possa até mesmo prejudicá-la.

Na primeira temporada, entendemos um pouco da trajetória da personagem. Por alguns anos, ela teve um namoro sério com Sumi (Kara Wang), em que o relacionamento foi por água abaixo quando a mesma a traiu e a largou para ficar com sua atual namorada e posteriormente, noiva, Meera Mattei (Briana Venskus). Apesar das duas terem terminado, continuaram amigas e Alice, a todo momento, apresenta ações que indicam ainda estar apaixonada pela ex.

A relação de amizade nutrida pelas duas, entretanto, é toxica e não faz nada bem a Kwan, principalmente quando Sumi finge não enxergar os sentimentos de Alice e a pede para planejar seu casamento com Meera. Como não sabe dizer “não”, Alice prontamente aceita e se mantém a disposição para não ferir os sentimentos da personagem de Wang, quando é evidente que ela só a usa pelo dinheiro, atenção, carinho e vontades próprias.

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Na tentativa de superar sua ex, Alice começa a se envolver com Joey Riverton (Daisy Eagan), porém a relação das duas não avança muito devido ao erro de Kwan em esconder seu possível relacionamento aos seu pais. A verdade é que ela nunca saiu do armário para eles, por medo de decepcioná-los ou ofendê-los de alguma forma, por serem pessoas tão rigorosas e tradicionais.

Depois de se sentir mal pela atitude da personagem, Joey diz que não se sentiria bem em um relacionamento escondido e afirma que Alice nunca se sentiria completa e se aceitaria completamente se não fosse verdadeira com seus pais. Devido a isto, ela decide se assumir para seus pais e eles são totalmente compreensivos afirmando que já sabiam desde sempre e só estavam esperando o momento que ela se sentiria confortável para se abrir com eles.

Após este evento, ela se sente mais confiante com si mesma, ao perceber que tem a “aprovação” de seus pais e assim, diz a Sumi coisas que não tinha coragem para dizer antes, como o seu desconforto em planejar seu casamento. Porém, em algum episódio, Sumi a beija em um aniversário e admite ainda ter sentimentos por ela, cancelando seu casamento e pedindo para reatar. Alice, portanto, afirma não partilhar dos mesmos sentimentos românticos e elas concordam em continuar apenas amigas. (O que na minha opinião não tem nada a ver, já que a relação entre as duas é completamente desnecessária e abusiva).

Review | Batwoman – 1×03

A trajetória que a personagem percorre na primeira temporada é extremamente importante e recorrente em muitas mulheres lésbicas. O medo de se assumir para família e perder o amor de seus pais, ou até mesmo o relacionamento entre Alice e Sumi revela que muitas vezes as pessoas continuam em certas relações pela falta de confiança em si mesmo, em se abrir mais, em ter novas experiências. O crescimento de Sherry na série foi muito importante e esperamos que nas temporadas seguintes ela possa crescer ainda mais.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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