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As Five – série brasileira que merece toda sua atenção

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E não é que elas estão de volta? E assim ganharemos uma nova temporada em 2022. Sim, já temos confirmadas a segunda e terceira temporada de “As Five”.

As Five” é uma obra criada e escrita por Cao Hamburger, Vitor Brandt, Jasmin Tenucci, Luna Grimberg e Ludmila Naves. Dirigida por Rafael Miranda, Dainara Toffoli e Natália Warth.

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Com dez episódios, vemos a jornada das cinco amigas que conhecemos em “Malhação – Viva a diferença” após seis anos da novela. O reencontro delas aos 25 anos acontece diante de tantas mudanças, contradições e incertezas em meio a vida adulta que enfrentam agora.

Conhecemos elas no ensino médio e hoje elas não são mais as mesmas. Passaram por descobertas, aceitações e continuam se redescobrindo. É uma temporada e tanto, e aborda tantos pontos importantes dos rumos de cada vida, com as suas possibilidades e desafios, além de rever diversos outros personagens aos quais sentimos tantas saudades.

Vamos falar primeiramente da Tina (Ana Hikari) – a que sempre foi pressionada pela mãe, hoje se vê com dificuldades de lidar com esta perda, sentimos que ainda havia muito a ser dito por ela. Com uma relação desgastada, e uma vida monótona, eu diria, ela vê no reencontro com as meninas uma oportunidade de forças para enfrentar seus conflitos internos e externos. E a “fuga” da realidade que ela tenta vivenciar todas as noites acaba se tornando algo com o que ela aprenderá a lidar de frente, com o apoio e acolhimento que precisava há tanto tempo.

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Keyla (Gabriela Medvedovski) – no caso dela, vemos as voltas que uma mãe solo precisa dar para criar o seu filho, para colocar comida na mesa e diversas prioridades. Os tantos desafios de ser uma mãe jovem, de ter se privado, e continuar se privando, de certas ações e projetos pela criação do seu filho. A partir do reencontro com as amigas, ela consegue lembrar que é uma mulher e que merece ser amada, rir, conhecer pessoas e que não é apenas uma mãe, mas uma mulher que precisa viver a vida com todas as possibilidades que o mundo permite, da importância de ir atrás dos seus sonhos e vivê-los. 

Benê (Daphne Bozaski) – ela vive uma jornada de descobertas. Entre tentativas de se soltar, ser leve e conhecer novas pessoas com quem possa criar uma conexão, o reencontro com as amigas de escola faz ela entrar em uma jornada de novas experiências. O mais legal é ver como ela está disposta ao novo e aos desejos que sempre teve medo de experimentar.

Ellen (Heslaine Vieira) – a mais dedicada no seu futuro profissional, noiva e com uma nova cultura, ela é a que mais me encantou pelas mudanças e questionamentos que surgiram. Vemos o quão a sua carreira profissional a fez mudar, mas eu não diria só a carreira, mas toda a sua luta como mulher, negra e periférica, e como a sociedade a encara, como a voz tem que ser mais potente e mais rígida para ser ouvida. Afinal, é o estereótipo que convivemos no nosso dia a dia, que para uma mulher ser respeitada como profissional, ela deve ser grossa, sólida e potente. Caso contrário, nunca será ouvida, tendo que provar dez vezes o que um homem prova apenas uma única vez.

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Vemos o quão ela se dispersou das suas origens, doçura e leveza, que ao lado das amigas e novo encanto, acaba se conectando a si mesma e passa a questionar-se sobre o rumo que a sua vida tomou.

Lica (Manoela Aliperti) – a descolada que não liga para conexões amorosas a ponto de se casar com alguém, continua sendo a mulher intensa e desprendida de sempre. Mas que, ao mesmo tempo, não consegue ser adulta, lidar com coisas mínimas como cuidar da sua casa, ir em busca dos seus objetivos e projetos, continuando a viver dentro da sua bolha social, cultural e sendo a privilegiada que não precisa se questionar para conseguir algo ou lutar de verdade. Entre amores e situações engraçadíssimas, vemos Lica se envolver em um triângulo amoroso, sem saber. 

Seu final de temporada nos traz uma reviravolta que nos faz questionar os caminhos que a vida nos leva até chegarmos aonde devemos estar. Será que a maturidade chegou? E quando é que ela chega afinal? 

Bateu aquela curiosidade, certo? 

Pois bem, a série está com a sua temporada completa no Globoplay e na TV aberta da Globo toda terça e quinta após “Verdades Secretas”. 

Digam-me, como foi reencontrar essas mulheres e ver as novas realidades que elas estão vivendo?

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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