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LesB Indica | Younger – uma dramédia para passar o tempo

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Baseada no livro homônimo de Pamela Redmond Satran, “Younger” é uma série de comédia que apresenta um plot “bobo”: uma mulher quarentona que se passa por uma jovem de 26 anos.

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Liza Miller (Sutton Foster), a protagonista, passou metade da sua vida se dedicando a família, então, quando sua filha adolescente se muda para Índia e por estar no meio de uma crise matrimonial, o que ocasiona no seu divórcio, ela vê a necessidade de reinventar sua vida.

Cheia de dívidas deixadas pelo seu ex-marido, Liza decide seguir seus sonhos de faculdade e tentar conseguir um emprego na área editorial mesmo tendo passado quinze anos afastada. Depois de várias tentativas fracassadas, ela e sua melhor amiga (também colega de quarto), Maggie Amato (Debi Mazar), decidem dar uma repaginada no visual da protagonista para que a mesma se passe por uma mulher de 26 anos, recém formada e cheia de novas ideias. Assim, ela se torna a nova assistente de Diana Trout (Miriam Shor), uma editora mal-humorada da Empirical Press, e também conhece Kelsey Peters (Hillary Duff), uma jovem engajada e ambiciosa da empresa.

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Criada por Darren Star (“Sex and the City” e “Emily in Paris”), “Younger” explora a geração dos millennials através de personagens distintas: Diana Prout, uma mulher de 40 anos, que apresenta uma postura mais hostil devido há anos de trabalho tendo que usar a perfeição para chegar no topo da carreira por ser mulher; Kelsey Peters, totalmente o oposto, que vê as mulheres como grandes chaves do sucesso e utiliza as redes sociais como seu melhor amigo; e claro, Liza, que não entende nada do mundo tecnológico (ainda) e passa por inúmeros momentos cômicos na busca de compreender o que são hashtags, memes e a linguagem usada na internet no dias atuais.

“Younger”, mesmo que seja uma série majoritariamente atuada por personagens femininas, peca na representatividade quando não apresenta nenhum personagem negro ou latino em seus arcos principais. Maggie Amato, sua amiga lésbica, parece que está na história apenas para “fechar a cota” e de vez em quando abre uma discussão ou outra sobre sexualidade, principalmente quando tem um relacionamento esporádico com a melhor amiga de Kelsey, Lauren Heller (Molly Bernard), uma jovem de 20 anos imersa nas mídias sociais. Além disso, a partir da quarta temporada, Charles Michael Davis (conhecido como Marcel Gerard em “The Originals”) foi escalado para o elenco regular da série, o que também, pareceu uma jogada para mostrar ao público “ei, é representatividade que vocês querem? Então toma!”, mas nada que ocupe muito espaço de tela.

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Ainda que “Younger” apresente problemas no quesito representatividade, a produção constrói uma história antenada voltada para o público feminino, proporciona boas risadas e consegue mostrar um pouco do universo do mundo editorial, mesmo que de forma fantasiosa. Ademais, por mais que Maggie e Lauren possuam pouco tempo de tela comparado aos problemas pessoais de Liza e Kelsey, elas conseguem roubar cenas apresentando diálogos afiados e rápidos que irão te conquistar.

 “Younger” está disponível na Amazon Prime Video e possui seis temporadas de apenas 20 minutos.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando