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Review | Legends of Tomorrow – Episódio 4.02

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No novo episódio, o detector que Ray (Brandon Routh) conseguiu construir, localizou uma aberração mágica em Salem e as Lendas foram enviadas para a época conhecida como “Caça as Bruxas”.

A história do episódio acabou sendo pessoal para Zari (Tala Ashe), ao perceber que uma mulher iria ser morta sem a menor justificativa, apenas porque as pessoas pensaram que ela era uma bruxa. Zari lembrou de sua mãe e o quanto sofreu na sua vida pessoal quando ela e a família foram considerados como perigos para a humanidade e foram presos e perseguidos.

A aberração do episódio foi uma fada madrinha muito contraditória. Todos nós construímos a imagem de uma fada madrinha boa e gentil, e ela realmente era, porém com o intuito de persuadir a sua afilhada de forma que ela desejasse coisas horríveis aos humanos.

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Enquanto isso, a mulher que era considerada bruxa foi presa e sua filha, Prudence, ficou sozinha, mas as lendas tinham que ter o controle sobre ela pois a fada madrinha estava diretamente ligada a garota. Ao prender Prudence na Waverider, enquanto em tentativas falhas Constantine (Matt Ryan) tentava achar um feitiço para mandar a fada de volta pro inferno, Zari foi até onde a mulher estava sendo mantida e tentou liberta-la pois por tudo que já passou não achava justo o que estava acontecendo.

Zari levou toda a situação para o pessoal e acabou botando em risco não só a linha do tempo, mas também a própria vida quando tentou salvar da morte a mulher que estava sendo julgada.

Enquanto isso, em 2018, Nate (Nick Zano) e Ava (Jes Macallan) tentam salvar a Agência do Tempo, mas encontram um pequeno problema: como fazer com que o financiador acredite em todas os problemas que já aconteceram na linha do tempo e que as lendas resolveram? Assim, Nate entra todo confiante, até que percebe que o homem a investir o dinheiro na agência era seu pai.

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Ao se deparar com esse pequeno problema, Nate desiste de mostrar as caras e faz com que Ava e Gary (Adam Tsekhman) tentem resolver sozinhos as negociações, um plano que não vai muito bem. Contudo, em um passe de mágica, Nate consegue provar ao pai a realidade que as lendas vivem e salva a Agência do Tempo com sucesso absoluto. Enquanto em Salem, depois de arriscar tudo para salvar a moça sofrendo injustamente, Zari consegue convencer Prudence de que ela não precisa de uma fada madrinha que sonha em acabar com a humanidade. Por pior que o ser humano possa ser, revidar com ódio não era a solução na época e não é a solução agora.

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Desta forma, Prudence tem sua mãe de volta enquanto Constantine manda a fada madrinha para o inferno de onde nunca deveria ter saído, mas antes resolveu questiona-la sobre uma ajuda em um “pequeno” problema de perseguição de outro mundo que ele está passando no momento, mas o pedido foi imediatamente recusado pela fada visto o tamanho do perigo.

O episódio termina com uma conversa emocionante entre Zari e Sara (Caity Lotz), ambas se abrem sobre seus sentimentos e fica muito mais fácil entender porque Zari arriscou tudo para tentar salvar uma mulher que ela sequer conhecia.

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Esse episódio é especial, de certa forma, pois nos traz questionamentos importantes sobre a humanidade. Até onde as pessoas são capazes de ir pelo ódio a algo que elas simplesmente não entendem? E será que a resposta a esse ódio deve ser mais ódio? Bom, Zari nos mostrou que o ódio não nos levará a lugar algum, então, sempre que der, ame.

Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando