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Review | Gatunas – Segunda Temporada

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Contêm spoilers

A segunda temporada da série “Gatunas”, da Netflix, chegou trazendo explicações que ficaram em aberto no final da temporada anterior.

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Elodie (Brianna Hildebrand) tinha fugido de casa com Sabine (Kat Cunning) e estavam rodando em algumas pequenas cidades com a turnê a qual a cantora fazia parte, mas nem tudo era um mar de rosas. Elodie começou a perceber que as coisas estavam saindo do controle e de repente se viu presa em situações que a deixaram desconfortável, além claro de ter ganhado um coração partido.

Com a pressão do pai ela acaba cedendo e resolve que é hora de voltar para casa. Mas não sem antes encontrar as amigas novamente: Moe (Kiana Madeira) e Tabitha (Quintessa Swindell).

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Enquanto isso as duas de cima estão lidando com seus próprios problemas. Depois do pequeno acidente com o carro de Brady (Brandon Butler) na temporada passada, ele começa a desconfiar que o trio de amigas possam ter algo a ver com aquilo, além de Moe estar lidando com problemas em casa com seu irmão e o reaparecimento de seu pai, ex-presidiário.

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Tabitha está passando por um processo de autoconhecimento. Quando ela começa a interagir com outros estudantes negros na escola e sofre racismo em uma loja, ela começa a perceber como as coisas acontecem ao seu redor e como as coisas acontecem com ela. A partir dessa percepção, ela resolve lutar da sua forma em uma tentativa de que nem ela e nem outra pessoa negra sofra daquele jeito.

Elodie precisou lidar com bastante coisa. O pai em cima dela, a rejeição de Sabine e a tentativa de se apaixonar de novo por outra pessoa. Ela precisou ter o coração partido para começar a rever algumas atitudes em sua vida.

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Essa temporada trouxe as três amigas mais unidas do que nunca. O fato de precisarem lidar com os acontecimentos da temporada passada, fez com que elas estivessem mais presentes ainda uma na vida da outra e para além disso, elas começaram a ver o mundo de uma forma melhor, com mais empatia. A união de Moe com Noah (Odiseas Georgiadis) viveu de conflitos. Ela tentou estar com ela, mas com tantas lutas internas a tentativa falhou. Tabitha foi passada para trás pelo ex-namorado que roubou os dados de seu cartão de crédito e fez várias dívidas. Além disso, ela passou um tempo considerável tentando lidar com a traição de seu pai.

O ponto alto dessa temporada de fato foi o final. Depois de terem sido chantageadas por Brady e assistirem ele ser abusivo novamente com outra menina, as amigas decidem botar um fim na história, mas para isso elas teriam que se entregar também.

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Elas revelaram que roubaram o carro de Brady e que Moe roubou a prova de matemática para dar as respostas a ele. Deixaram um recado para escola toda contando a verdade sobre o aluno que todos amavam muito. Tabitha revelou toda dor e sofrimento que ele a fez passar. Elas não foram a escola aquele dia, mas deram o recado alto e claro de que o agressor abusivo não passaria impune.

Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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