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Resenha | Sua Alteza Real – uma história clichê para aquecer o coração

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Ficha Técnica
Livro: Sua Alteza Real
Autor: Rachel Hawkins
Tradução: Vic Vieira
Editora:
 Alt
Número de Páginas: 304
Ano de Lançamento: 2020


No primeiro volume da série “Royals”, o livro “Como sobreviver à realeza” acompanha a vida de Daisy Winters, irmã da futura esposa (Ellie) do herdeiro da coroa escocesa, Alex. Já a sequência, “Sua Alteza Real”, apresenta a história de mais uma garota norte-americana que vai se aventurar nas Terras Altas da Escócia.

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Amelia Quint, ou apenas Millie, uma jovem do Texas, está vivendo o paraíso ao finalmente conseguir ficar com Jude, uma garota por quem tem uma quedinha desde os treze anos. No entanto, tudo muda de figura, quando ela descobre que sua “meio-que-melhor-amiga/meio-que-namorada” tem beijado outra pessoa. Arrasada e de coração partido, ela decide agarrar seu sonho de se mudar para Escócia e estudar no sofisticado colégio interno Gregorstoun, que pela primeira vez, está admitindo uma turma feminina e no qual a ofereceu uma bolsa de estudos.

Apaixonada por geologia e colecionadora de pedras rochosas, Millie está determinada a deixar o seu coração em “stand-by” e aproveitar as maravilhas das Terras Altas. O único problema é que sua colega de quarto, Flora, a princesa da Escócia, torna sua estadia um pouco difícil, ao querer a qualquer custo sair do colégio e claro, aprontar todas para ser expulsa.

LesB Indica | Younger – uma dramédia para passar o tempo

Flora é uma personagem “comum” de histórias de romance, que erra, mete os pés pelas mãos, mas no fim, você acaba se apaixonando por ela. E Millie é a legítima protagonista de uma história: leal, amigável e determinada. O relacionamento das duas personagens é o verdadeiro “enemies to lovers”. Tudo começa com Millie se metendo nas confusões de Flora e à medida que o tempo passa, elas começam a simpatizar uma com a outra e entender as motivações de cada uma. Entre passagens engraçadas, clichês e românticas, “Sua Alteza Real” apresenta uma verdadeira história sáfica para se apaixonar.

“- Eu me precipitei? – ela pergunta, e respiro fundo antes de negar com a cabeça. 
– Não. Pela primeira vez desde que te conheci, acho que você escolheu o momento certo.”

Juvenil, fofo e representativo, Rachel Hawkins entrega uma história leve e boa para passar o tempo. A escrita da autora é fácil de se envolver, então, em pouco tempo, você termina o livro, ou até mesmo depois de uma ressaca literária, é possível que ele te cure. “Sua Alteza Real” não tem uma narrativa inovadora, apresenta erros e deixa algumas perguntas sem respostas, no entanto, aponta tudo aquilo que meu eu adolescente almejou a vida toda: um romance entre duas garotas, sendo capaz de somente com isso fazer qualquer menina LGBTQIA+ feliz.

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Obs: Apesar de fazer parte da série “Royals”, os livros “Sua Alteza Real” e “Como sobreviver à realeza” podem ser lidos separadamente.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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