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Modern Love e a representatividade LGBTQIA+ na adolescência

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Quantas formas de amor podem existir? E de quantas mais ele pode se manifestar? Em “Modern Love” somos apresentados às inúmeras possibilidades de respostas para essas perguntas. A série aborda, sobretudo, o desenvolvimento de relacionamentos, estejam eles no início, meio, fim ou nem mesmo tenham começado.

Além disso, a produção tem a premissa de mostrar os diferentes caminhos que essas relações podem tomar. Após quase dois anos da estreia dos seus primeiros episódios, a nova temporada finalmente chegou com tudo ao Prime Video.

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A série dirigida por John Carney é baseada na coluna homônima publicada no jornal The New York Times e apresenta, em cada episódio, histórias de “amores modernos” diferentes, como uma antologia.

Nesse sentido, a segunda temporada incorpora essa mesma ideia de representação diversificada dos relacionamentos. Ao longo dos capítulos, vemos também que a produção cumpre com essa proposta ao não retratar apenas o romance do ponto de vista do casal hétero, clichê e padrão.

Nesta temporada, é possível perceber a presença de mais atores negros ocupando os papeis principais, casais com problemas reais e temáticas LGBTQIA+, que se mostram mais presentes do que na primeira temporada, por exemplo. E este é um dos pontos positivos dessa etapa. No entanto, mesmo com mais representatividade, a série fica dividida entre episódios que, por mais que tentem fugir do óbvio, acabam por repeti-lo

Na segunda e tão esperada temporada de “Modern Love” ganhamos um episódio (inteirinho) sobre um casal de adolescentes LGBTQIA+.

No quinto capítulo chamado “Am I Gay or Straight? Maybe This Fun Quiz Game Will Tell Me”, acompanhamos as descobertas de Katie (Lulu Wilson) e Alexa (Grace Edwards). As adolescentes levam vidas completamente diferentes, tanto no convívio social, quanto no familiar. Do lado de Katie temos uma vida sempre agitada, sua mãe se desdobra em mil para conseguir dar conta da criação dos filhos e pouco lhe sobra tempo para conversar com a filha.

Revista LesB Out!

Já Alexa vive em um ambiente familiar dos “sonhos”, tem uma boa relação com os pais e tem total liberdade para ser quem é e amar quem quiser.

“Modern Love” é conhecida por ser uma série que debate questões importantes, e aqui não seria diferente. O desenvolvimento entre as duas personagens é muito bom. Diferente do que estamos acostumadas a assistir.

Sou da época em que a maior representatividade LGBTQIA+ foi a série Glee”, que mesmo cometendo erros, foi importante para a jornada de descobrimento e aceitação de várias garotas, falo por mim. E assistir esse episódio me fez ter a certeza de que mesmo dando “baby steps” – passos de bebê -, conseguimos ter uma boa representatividade nas telinhas.

Do que o episódio fala?

Na primeira temporada, o público se viu envolvido com as dificuldades da personagem de Anne Hathaway vivendo uma advogada bipolar que sofria para encontrar um parceiro — em trama que repercutiu nas redes sociais pela complexidade da personagem vivida por uma atriz muito conhecida. A sensação é de que buscamos o amor perfeito, hollywoodiano mesmo, em cada parte da primeira temporada.

E nesse episódio, o amor é visto em pequenas atitudes, na mais pura essência. As atrizes praticamente iniciantes brilham em um dos capítulos por mostrarem que um bom roteiro também causa impacto: no meio de uma gincana de séries do ensino médio, elas sentem atração uma pela outra e acabam se beijando. A partir disso, Katie entra em sua jornada para o seu descobrimento e aceitação.

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Vale a pena assistir?

100%! E se você quiser se emocionar, recomendo ainda mais.

“Modern Love” traz, nessa temporada, histórias com temáticas mais diversificadas do que na anterior. Contudo, perde-se em alguns momentos na proposta de trazer romances reais e acaba, ou caindo no clichê, ou apresentando histórias confusas, que fogem do ideal da série.

No geral, entretanto, a sua forma característica de narrar essas tramas, aproximando-se do real, ainda se faz predominante ao longo da produção. E assim, nos vemos de cara com romances que nem sempre são tão fáceis e mágicos, mas que mesmo assim têm a chance de dar certo e a possibilidade de felicidade.

Mesmo com todos os pesares, a série consegue fugir do óbvio e tratar de assuntos importantes de modo natural e confortável, o que gera muitas situações empáticas de reconhecimento, proximidade e identificação.

Você pode assistir a série no Prime Video.

Maria Izabelly Lopes, é ex estudante de jornalismo (grande coisa) e atualmente é quase psicóloga. Viciada em Grey’s Anatomy, sabe bem o que é ser trouxa por séries. Feminista, esquerdista e sem terra de carteirinha. Recifense com muito orgulho e fã de muita coisa.

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Cinema

Cinco documentários para saber sobre a história do movimento LGBTQIA+

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O mês do orgulho LGBTQIA+ está terminando, mas é sempre bom lembrar que devemos ter orgulho todos os dias e também ter orgulho da nossa história. Por esta razão, montamos esta lista com cinco documentários que mostram a trajetória da comunidade e de mulheres importantes até os dias de hoje. Confira:

As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2022 até o momento

1. A Morte e Vida de Marsha P. Johnson (2017)


Marsha P. Johnson foi uma mulher transgênero primordial na Revolta de Stonewall em 28 de Junho de 1969. Nesse documentário, a ativista Victoria Cruz tenta iluminar a história de Marsha e desvendar os mistérios que cercaram sua morte em 1992. Victoria vai atrás de pessoas que conheceu e conviveram com Marsha para entender sua vida e também a forma como ela morreu.

O documentário tem 1h45min e está disponível na Netflix.

2. Equal (2020)


A série documental mostra em quatro episódios movimentos marcantes para a história da comunidade. O primeiro capítulo exibe a criação da primeira organização em favor dos direitos civis e políticos de mulheres lésbicas em São Francisco, nos Estados Unidos, em 1955. A produção desvela, de maneira ainda que ficcional, diversos outros momentos na história dos direitos LGBTQIA+. Billy Porter, o Pray Tell de “Pose”, é o narrador de “Equal”, que também conta com grandes nomes no elenco interpretando personagens históricos.

“Equal” está disponível na HBO Max.

Revista LesB Out!

3. PRIDE (2021)


Assim como “Equal” da HBO Max, “Pride” é uma série documental que apresenta diversos momentos na luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ nos Estados Unidos. Os eventos são separados por décadas em seis episódios, começando na década de 1950 até os anos 2000. Um dos episódios, referente aos anos 1970, é dirigido pela filmmaker Cheryl Dunye, conhecida pelo filme “The Watermelon Woman”.

“Pride” foi indicada ao Prêmio GLAAD em 2022 e está disponível no Star+.

4. Laerte-se (2017)


O documentário conta a história de Laerte, a cartunista brasileira e sua transição aos 58 anos. Laerte aborda as discussões sobre gênero após sua transição, como foi se apresentar como mulher para sua família e seu público.

“Laerte-se” tem 1h40min de duração e está disponível na Netflix.

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5. Cássia Eller (2014)


A vida e trajetória musical de um dos maiores fenômenos da música nacional é contada aqui. O filme intercala relatos de amigos, familiares e outros músicos que conviveram com Cássia ao longo de seus 39 anos. A produção conta sobre a sexualidade de Cássia (assumidamente bissexual) e sobre o relacionamento mais duradouro que ela teve com Maria Eugênia, e também o caso inédito em que, após a sua morte, a guarda do filho foi concedida à sua companheira, sendo o primeiro caso do tipo.

O documentário de 1h53min está disponível no Globoplay.

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As melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2022 até o momento

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O primeiro semestre de 2022 está chegando ao fim e com isso chega o momento do nosso já (quase) clássico ranking com as melhores séries do ano até o momento! E nada melhor do que chegar no dia do Orgulho para exaltar essas produções que trazem representatividade LGBQTIA+ de formas diversas.

O ano já trouxe produções que passeiam por diversos gêneros, como ação, comédia, drama, suspense e até série de herói. Cada vez mais estamos conquistando novos espaços, estando em lugares que até então eram raros encontrarmos personagens femininas LGBQTIA+. Entre erros e acertos, vamos caminhando atrás de mais representatividade de qualidade na televisão e no streaming.

Assim como no ano passado, o streaming continua sendo a nossa principal fonte de produções, ocupando a maioria das posições do nosso Top 10. E outra curiosidade (e quase um spoiler): cinco posições das dez séries mais votadas são produções na segunda temporada. O que isso significa? Possivelmente nada, mas com certeza são séries que marcaram seu espaço e voltaram com mais força.

A equipe do LesB Out! selecionou as produções lançadas até junho de 2022 e através de uma votação interna fechamos esta lista com as dez melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+ de 2022 até o momento. Confira:

10º: The Wilds – 2ª temporada | por Yimi FKS

A série do Prime Video apresenta a história de oito garotas exiladas em uma ilha após um falso acidente, incluindo Toni (Erana James) e Shelby (Mia Healey), que desenvolvem um relacionamento amoroso. Em sua temporada de estreia, “The Wilds” teve uma repercussão bastante positiva, deixando uma grande expectativa para a segunda temporada. No retorno, o foco estava no gancho do último episódio do ano anterior, apresentando vários garotos que também ficaram presos em uma ilha. Os episódios seguem o mesmo padrão da temporada anterior, dividindo as histórias em três linhas do tempo: o presente, quando já saíram da ilha, o período em que ficaram exilados e a vida de cada um antes de serem submetidos ao experimento.

As meninas com quem criamos laços no ano anterior foram deixadas de lado, mas sabemos que o casal que conquistou os fãs, Toni e Shelby, tem mais tempo de tela, mas ainda com um final em aberto. Apesar das críticas mais duras, sobre como o roteiro foi repetitivo e alguns dos meninos tiveram a trama mal desenvolvida, “The Wilds” ainda se mantém entre as melhores séries com personagens femininas LGBTQIA+, e aguardamos que na terceira temporada, que ainda não foi confirmada, a produção consiga corrigir os erros de roteiro e trazer algo ainda melhor.

9º: Dollface – 2ª temporada | por Bruna Fentanes

“Dollface” é uma série de comédia distribuída no Brasil pelo serviço de streaming do Star+. Na produção, acompanhamos Jules Wiley (Kat Dennings), que após terminar seu relacionamento de longa data, percebe que negligenciou suas amizades por causa do namorado. Desta forma, ela começa uma jornada de reconexão com suas amigas de faculdade, Madison Maxwell (Brenda Song) e Stella Cole (Shay Mitchell), além de se aproximar da sua colega de trabalho, Izzy (Esther Povitsky).

Na segunda temporada, a orientação sexual da personagem de Mitchell é explorada. Ela está tentando se encontrar profissionalmente, assim, conhece Liv (Lilly Singh), uma mulher lésbica e mãe solteira. “Dollface” não é uma série convencional e tem uma energia caótica, entretanto, é completamente encantadora e este ano está mais divertida do que nunca. Infelizmente, a produção foi cancelada e merecia ter tido mais destaque, tanto que conseguiu chegar no Top 10 dos lançamentos do ano.

8º: Euphoria – 2ª temporada | por Carol Souto

Um dos maiores sucessos dos últimos anos, a produção original da HBO conta a história da protagonista Rue (Zendaya), uma adolescente que enfrenta o vício em drogas desde a morte do pai. A trama traz debates sobre assuntos relevantes e sensíveis como o consumo de drogas, sexualidade e autoaceitação. Na segunda temporada, a produção adotou uma nova estética, deixando de lado os tons de azul e roxo, o neon e o glitter. Agora a incrível fotografia ganhou tons de amarelo e laranja, com uma tonalidade mais escura e densa.

O que também chama a atenção nessa temporada é a atuação impecável, cheia de energia e veracidade, digna de grandes indicações a prêmios, que Zendaya desenvolveu mais uma vez com a personagem, a partir de diálogos e embates emocionantes. “Euphoria” também abriu espaço para contar histórias de outros personagens que o público já conhecia, deu mais atenção às suas questões pessoais, com mais profundidade as suas narrativas e mostrou o grande potencial dos atores.

7º: Pacificador – 1ª temporada | por Monica Teixeira

“Pacificador” estreou este ano na HBO Max como um spin-off do filme “O Esquadrão Suicida”, dirigido por James Gunn, que também assina a série. A produção acompanha Pacificador (John Cena) e sua equipe em missões totalmente duvidosas, mas com o propósito maior de salvar o mundo de um ataque alienígena. Dentre os personagens já conhecidos como Emília Harcout (Jennifer Holland) e Economos (Steve Agee), acompanhamos também Leota Adebayo (Danielle Brooks), filha da Amanda Waller (Viola Davis). Com uma personalidade única, a personagem traz uma grande representatividade para a série.

Adebayo, é lésbica, casada e mãe de pet. Ela tem grande destaque na série pois além de trabalhar lado a lado com o Pacificador, ela acaba se tornando melhor amiga dele. A personagem se destaca também pelo seu crescimento pessoal: ela vai de uma mulher com bastante receios para uma incrível heroína capaz de salvar o dia e o mundo mesmo sem superpoderes, além de ser extremamente divertida e arrancar boas risadas de quem está assistindo.

6º: This is Us – 6ª temporada | por Carol Moreno

“This is Us”, uma das poucas séries dessa lista que não é produzida por uma das plataformas de streaming, chegou a sua temporada final em 2022. Conhecida por ser emocionante e trazer seu público às lágrimas, conta, de forma envolvente, a história da família Pearson por gerações, mostrando flashbacks e flashforwards, centrada principalmente nos pais, Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia), e nos seus três filhos, Randall (Sterling K. Brown), Kate (Chrissy Metz) e Kevin (Justin Hartley). “This is Us” busca trazer questionamentos e ensinamentos, e deixa uma sensação de que vale a pena acreditar na humanidade.

Os dois personagens LGBTQIA+ estão dentro do mesmo núcleo da história, o de Randall, sendo o primeiro seu pai biológico, William (Ron Cephas Jones), que é bissexual, e então sua filha, Tess (Eris Baker), que se descobre sáfica na adolescência. Os dois personagens mostram diferentes jornadas quanto a sua sexualidade, no quesito de descobertas ou de já se entender e poder viver a sua realidade, mas têm em comum a aceitação por parte da família e o fato de ser uma representação saudável de ser LGBTQIA+ e negros, algo nem sempre comum em séries e filmes.

5º: Home Economics – 1ª temporada | por Grasielly Sousa

“Home Economics” poderia ser apenas mais uma comédia familiar da fórmula que o canal americano ABC aperfeiçoou nos últimos anos. E ela realmente usa bastante dessa fórmula de sucesso, que já trouxe nomes como “Modern Family” e “Black-ish”, mas ao longo da primeira temporada, que chegou ao Brasil este ano no Prime Video, a série vai construindo a sua própria identidade, com um elenco competente e carismático e um roteiro que sabe aproveitar ao máximo do potencial de cada um. A produção acompanha a relação de três irmãos (interpretados por Topher Grace, Caitlin McGee e Jimmy Tatro) e a situação financeira de cada um: um pai solteiro, recentemente divorciado e extremamente rico; um escritor tentando escrever um novo best-seller depois do fracasso do último livro, classe média com três filhos; e a irmã desempregada, vivendo em um apartamento minúsculo com a esposa e duas crianças.

O casal formado por Sarah (personagem da McGee) e Denise (Sasheer Zamata) trazem uma representatividade que ainda é difícil ver nos dias de hoje: um casal já de longa data, com filhos, em uma outra fase da vida, e isso no palco principal, não como secundárias. Em tantos anos com comédias familiares em alta, é ótimo poder ver finalmente a nossa realidade sendo retratada e de uma maneira tão bem feita e cheia de coração.

4º: Heartstopper – 1ª temporada | por Carol Moreno

Uma das grande novidade deste ano da Netflix e já renovada para mais duas temporadas, “Heartstopper”, é baseada nas Histórias em Quadrinhos de Alice Oseman, e mostra a história de Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor), dois estudantes de um colégio de ensino médio apenas para garotos, que ao desenvolverem uma grande amizade começam a também ter sentimentos românticos um pelo outro. O destaque da série é de mostrar de forma leve a experiência de ser LGBTQIA+ na adolescência, que mesmo com várias dificuldades pode ser boa quando cercada de apoio e aceitação.

Outro ponto importante de ressaltar sobre a produção é que a representatividade vai além de seu casal principal, sendo as três personagens femininas com destaque LGBTQIA+, sendo uma das melhores amigas do protagonista, Ellie (Yasmin Finney), uma garota trans, que muda de escola após a transição e agora precisa ser a aluna nova neste novo lugar, e suas duas novas amigas, Tara (Corinna Brown) e Darcy (Kizzy Edgell), que além de melhores amigas também namoram, e passam pela experiências de como é contar para todos sobre o seu relacionamento.

3º: Rebelde (2022) – 1ª temporada | por Roberta Valentim

A primeira temporada de “Rebelde (2022)” chegou à Netflix com o peso de honrar o legado daquele que é considerado o maior fenômeno audiovisual da América Latina e mesmo com seus curtos episódios conseguiu nos encher de nostalgia com as referências a trama original, mas também nos envolver com as histórias dos novos frequentadores do EWS.

Com muita música e todo o drama que só uma série baseada em uma novela mexicana pode oferecer, temos uma chuva de conflitos, rivalidades sendo criadas, dramas familiares e ainda muito romance. E se enquanto os protagonistas, Esteban (Sérgio Mori) e Jana (Azul Guaita), deixam a desejar, e MJ (Andrea Chaparro) e Dixon (Jerônimo Cantillo) ainda estão se entendendo, o casal formado por Emília (Giovanna Grigio) e Andi (Lizeth Selene) dá um show de química, carisma e representatividade.

2º: Gentleman Jack – 2ª temporada | por Shirley Pinheiro

Depois de dois anos, finalmente a espera acabou! A segunda temporada de “Gentleman Jack” já está disponível na HBO Max e quem estava com saudades de ver Suranne Jones quebrando a quarta parede já pode maratonar a série no streaming!

A história da primeira lésbica moderna, contada a partir dos diários da proprietária de terras Anne Lister (Jones), retorna neste segundo ano com os acontecimentos que se deram após a cerimônia não oficial de casamento entre Lister e Ann Walker (Sophie Rundle). A série acompanha o empenho de Anne Lister em expandir os negócios e as reformas de sua propriedade, Shibden Hall, para receber sua companheira. Enquanto a outra enfrenta as próprias incertezas e os conflitos familiares que não vêem com bons olhos a relação das duas.

Suranne Jones é a grande estrela da série, embora a química entre as atrizes seja inegável e profundamente satisfatória de assistir. Assim como a primeira, esta temporada adota um tom bem humorado, mas sem deixar de lado cenas tensas e melancólicas. E vale ressaltar que a evolução da personagem de Sophie Rundle é uma das melhores coisas da produção, vê-la impor suas próprias vontades é quase tão bom quanto as cenas apaixonadas do casal.

1º: Hacks – 2ª temporada | por Karolen Passos

Esta não é a primeira vez que a produção criada por Lucia Aniello (“A Noite é Delas”), Paul W. Downs (“Broad City”) e Jen Statsky (“The Good Place”) entra em nosso Top 10 (ou 9) de Melhores do Ano. Durante o ano passado, a primeira temporada da série ficou em sétimo na matéria da metade do ano e terceiro na do final do ano. E este ano, ela brilha em nosso primeiro lugar.

A trama conta a história de Deborah Vance (Jean Smart), uma lendária comediante de Las Vegas, e Ava (Hannah Einbinder), uma escritora de 25 anos, que acabou de perder um contrato. O segundo ano da produção foi o que podemos classificar como um primor da comédia norte-americana. Os roteiristas souberam utilizar do que há de melhor em seus personagens e permitiu que suas trajetórias tivessem um crescimento espetacular.

Para além disso, a química entre o elenco, em especial, Smart e Einbinder, é palpável, e conforme o espectador assiste se sente parte da família de “Hacks”. A representatividade LGBTQIA+ está em dia, principalmente, no episódio “The Captain’s Wife”, o quarto da segunda temporada.

A premiada “Hacks” é tudo isso que você está pensando e muito mais, por esta razão, merece o primeiro lugar da nossa lista. A série está disponível na HBO Max.

Menção Honrosa: Yellowjackets – 1ª temporada | por Karolen Passos

Nossa menção honrosa vai para a produção criada por Ashley Lyle e Bart Nickerson (“Narcos: Mexico”), original do canal Showtime e distribuída no Brasil pela Paramount+, aqui conhecemos a história de uma talentosa equipe de jogadoras de futebol que se tornam sobreviventes de um acidente de avião nas profundezas de Ontário.

O trailer e a sinopse de “Yellowjackets” não conseguem capturar o que a série realmente é – e talvez isso seja algo positivo, considerando que a surpresa e a forma como a narrativa fará seu coração palpitar seja uma experiência única que merece ser vivida.

Se por um lado “Hacks” é o primor da comédia este ano, “Yellowjackets” é o primor do suspense. Nos quesitos como roteiro, direção, trilha sonora, arte, a produção é incrível e quando se trata de atuação um verdadeiro show à parte. A série estreou no final do ano passado somente finalizando no início deste ano, e por esta razão, ela se encontra nesta lista como uma menção honrosa.


Segue a lista com as outras séries com personagens femininas LGBTQIA+ citadas em nossa votação, com suas respectivas posições:

11. “Love, Victor” (3ª temporada);
12. “iCarly” (2ª temporada);
13. “Girls5eva” (1ª temporada);
14. “Primeira Morte” (1ª temporada);
15. “Um de nós está mentindo” (1ª temporada);
16. “How I Met Your Father” (1ª temporada);
17. “Tudo Igual… SQN” (1ª temporada);
18. “Naomi” (1ª temporada);
19. “The First Lady”;
20. “Work in Progress” (2ª temporada);
21. “Elite” (5ª temporada);
22. “Bem-vindos ao Éden” (1ª temporada)


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Um resumo para chamar de seu: Love, Victor (Segunda Temporada)

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“Love, Victor” é uma série de drama adolescente, criada por Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, ambientada no mesmo universo do filme de comédia romântica “Love, Simon” e dos livros da autora Becky Albertalli.

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A produção acompanha a vida de Victor (Michael Cimino), um adolescente de origem porto-riquenha e colombiano-americana, que acaba de ingressar na Escola Creekwood e precisa se adaptar as novas mudanças, enfrentando desafios em casa e lutando contra sua orientação sexual.

A terceira e última temporada da série retorna amanhã (15) exclusivamente no serviço de streaming do Star+. Pensando nisso, resolvemos fazer um resumo com tudo de importante que aconteceu no seu segundo ano. Vamos lá!

O famigerado triângulo amoroso

O protagonista, que assumiu sua orientação sexual no início da temporada, está tendo adversidades na escola, especialmente no time de basquete em que faz parte. Dessa forma, ele abandona o time e sente que parte da sua vida está sendo prejudicada por causa da sua sexualidade.

Atrelado a isto e o sentimento de que seu namorado, Benji (George Sear), não o compreende totalmente, ao longo dos episódios, o casal passa por diversas dificuldades, principalmente em relação a família de ambos e a descoberta de Victor que Benji é um alcoólatra em recuperação.

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Neste meio tempo, Victor conhece Rahim (Anthony Keyvan), um dos amigos de sua irmã Pilar (Isabella Ferreira), que se aproxima de Victor pedindo conselhos sobre como se assumir para sua família mulçumana. A relação dos dois começa a avançar de tal forma que o protagonista começa a compartilhar fatos da sua vida que nunca contou a ninguém.

A amizade deles (Victor e Rahim) se fortalece, até que no dia do casamento do pai de Mia (Rachel Hilson), os dois dançam juntos e Rahim declara seus sentimentos. Benji presencia esse momento e vai embora. Victor, então, acaba se encontrando com o seu melhor amigo, Felix (Anthony Turpel), para buscar clareza quanto aos seus sentimentos.

Desse modo, o último episódio da segunda temporada de “Love, Victor” termina com Victor batendo na porta de algum dos seus pretendentes e a dúvida de qual ele escolheu: Benji ou Rahim. Quem estava atrás da porta, só descobriremos amanhã (rs).

Felix e Lake: os coadjuvantes que mereciam ser protagonistas

Na primeira temporada, é mostrado que Felix sempre esteve apaixonado por Lake (Bebe Wood). No segundo ano, acompanhamos o casal tendo inúmeros momentos fofíssimos, contudo, como nada é tão perfeito assim, o relacionamento deles também é afetado.

Desde o início de “Love, Victor”, o personagem de Turpel luta para manter sua casa nos eixos. Agora descobrimos que sua mãe tem depressão e está em um momento muito delicado, o que o obriga a fazer trabalhos acadêmicos para seus colegas de classe em troca de dinheiro e isso acaba o desgastando. Na tentativa de ajudar o namorado, Lake conta a sua mãe sobre a situação, o que prejudica o relacionamento dos dois.

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Na acusação de ter traído sua confiança, Felix e Lake terminam, o que abre portas para que ambos enxerguem outras pessoas ao seu redor. Felix, finalmente, percebe que Pilar tem sentimentos por ele, e termina a temporada a beijando. Já Lake acaba o segundo ano da série se aproximando de Lucy (Ava Capri), a ex-namorada de Andrew (Mason Gooding), que já estava de olho na garota.

Ambos os relacionamentos serão desenvolvidos na terceira temporada. No caso de Lake, pelos trailers e teasers, sabe-se que a adolescente finalmente vai desenvolver a sua bissexualidade ao se envolver romanticamente com a personagem de Capri (estou ansiosa).

Jornada de descoberta e aceitação

No que diz respeito a ex-namorada de Victor, Mia descobre que o pai aceitou uma oferta de emprego em Starford. Essa decisão a afeta e a faz perceber que sempre esteve em segundo lugar na vida do seu pai, quando tem relação com a vida profissional dele. Entretanto, Harold (Mekhi Phifer) afirma ter se arrependido da escolha, porém chega tarde demais e a adolescente “foge” com Andrew para procurar sua mãe que a abandonou e vinha lhe mandando e-mails misteriosos ao longo da temporada.

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Além disso, os pais de Victor, que passaram a temporada separados, parecem estar conseguindo se entender novamente. Aparentemente, Isabel (Ana Ortiz) finalmente irá acompanhar o pai de Victor, Armando (James Martinez ), na reunião do PFLAG ((Parents, Friends, and Family of Lesbians And Gays – Pais, Amigos e Família de Lésbicas e Gays), o que pode significar um passo importante para a aceitação da sexualidade de seu filho.

A terceira e última temporada de Love Victor” estreia no dia 15 de junho (amanhã) no Star+, com todos os episódios já disponíveis.

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