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Review | A Roda do Tempo – Primeira Temporada

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Mais novo sucesso da Amazon Prime Video, a primeira temporada de “A Roda do Tempo”, produção de fantasia adaptada da série homônima de livros do escritor norte-americano Robert Jordan, estreou no dia 19 de novembro de 2021 e já carrega consigo os títulos de “a nova Game of Thrones” ou “Game of Thrones da Amazon”.

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A trama se passa cerca de três mil anos depois da Ruptura do Mundo, época em que um grupo de homens usuários de magia, liderados por Lews Therin (Alexander Karim), que recebeu o apelido de Dragão, aprisionaram o Tenebroso para proteger o mundo e quase levaram a humanidade à extinção, uma vez que o prisioneiro lançou seu último ato de destruição: maculou a fonte do poder dos Aes Sedai homens, levando Lews Therin, e todos os homens capazes de tocar o Poder, à loucura.

Num cenário em que as mulheres ficaram responsáveis por juntar os pedaços do mundo e somente elas têm acesso seguro ao Poder, a Aes Sedai Moiraine Damodred (Rosamund Pike) acredita que o Dragão renasceu e carrega o destino do mundo em suas mãos. Sob a ameaça de retorno do Tenebroso, a missão de Moiraine, ao lado de seu guardião Lan Mandragoran (Daniel Henney), é buscar esse jovem que tem a força de salvar ou destruir a todos, a depender de quem encontrá-lo primeiro.

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É na região de Dois Rios que Moiraine encontra cinco jovens com características que os tornam potenciais Dragões Renascidos. Assim, Rand al’Thor (Josha Stradowiski), Egwene al’Vere (Madeleine Madden), Mat Cauthon (Barney Harrys), Perrin Aybara (Marcus Rutherford) e Nynaeve al’Meara (Zoë Robin) a acompanham junto a Lan até a Torre Branca, lar das Aes Sedai, em Tar Valon. 

O mistério e silêncio de Moiraine não contribuem para que seus companheiros de viagem confiem nela, mesmo que, como uma Aes Sedai, não possa contar mentiras, sua capacidade de manipular as palavras e distorcer a verdade a torna ainda mais ameaçadora.

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Na Torre Branca, conhecemos um pouco sobre as Ajahs, grupos diferentes de Aes Sedais divididos de acordo com as habilidades e objetivos de cada uma. Os sete grupos são diferenciados pelas cores que adotam. Durante a estadia de Moiraine em seu “lar”, há um aprofundamento acerca de suas relações com as outras Aes Sedai, principalmente com Siuan Sanche, o Trono de Amyrlin (Sophie Okonedo), que lidera todas as outras Ajahs.

Para representar personagens oriundos de diferentes nações, vilas e aldeias, “A Roda do Tempo” aposta em um elenco diversificado, com etnias distintas e diferentes sotaques da Língua Inglesa. Adaptada para TV por Rafe Judkins (“Agents of S.H.I.E.L.D.”), a série tem um desenvolvimento intrigante, que desperta a curiosidade do telespectador e, aliado aos cenários e à fotografia encantadores, quase nos fazem esquecer que os potenciais Dragões Renascidos não possuem nenhum carisma ou desenvolvimento que valha o apego. Em contrapartida, temos as relações de Moiraine, com Siuan Sanche, com quem protagoniza uma das cenas mais emocionantes da série, quando a Aes Sedai deixa a Torre Branca; e com Lan, uma relação de amizade e confiança muito bem construída, capaz de encantar o público.

“A Roda do Tempo” é uma das maiores produções da Amazon Prime Video. E, apesar de não ter data de estreia definida, a segunda temporada já está confirmada e com seus primeiros episódios gravados.

Caririense com orgulho, é graduanda em Letras pela Universidade Regional do Cariri, mas "com diploma de sofrer de outra universidade". É amante de séries, livros, música e poesia. E o que lhe dá prazer é estudar literatura nordestina, ouvindo Belchior e tomando um delicioso suco de manga.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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