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Juliantina (Juliana + Valentina) “la pareja” perfeita

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Que “Juliantina” foi um sucesso mundial não podemos negar. O fandom desse casal é um dos maiores da internet desde o ano de 2019, tendo as atrizes Bárbara López e Macarena Achaga a frente desse shipper, podemos dizer que somos bem “alimentadas” desde a época da novela. Contando com o enredo de vidas passadas, Amar a Muerte” foi uma novela escrita e pensada para as românticas.

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Mas, sobre o que é “Amar a Muerte”?

“Amar a Muerte” é um drama no maior estilo mexicano, escrita pelo saudoso Leonardo Padrón, e nos conta a história de três homens que morreram no mesmo dia. Um homem rico que é assassinado no dia do seu casamento, um assassino condenado à cadeira elétrica e um professor de antropologia que morre em um acidente. São muitas mortes no mesmo dia, certo? Mas vejamos pelo lado positivo: não foi nenhuma lésbica! (uhul). Mas o que faz essa novela ser tão intrigante é que todos os personagens mortos revivem misteriosamente, mas reencarnam em diferentes corpos. No nosso caso, estamos interessados no fato de que o empresário reencarnou no corpo do assassino, especialmente porque a história de ambos se conecta e é aí que entram nossas meninas.

Quem é Juliana Valdés?

Interpretada por uma das atrizes mais queridinhas do México atualmente, Bárbara López. Juliana Valdés teve uma vida difícil. Em sua casa o dinheiro sempre foi escasso e seu pai é um delinquente. Ou devo dizer que ele… era? O fato é que o homem é um assassino e foi condenado à cadeira elétrica. Isso seria o suficiente para traumatizar qualquer um, certo?

Juliana e sua mãe Lupita Valdés (Jessica Mas) enfrentam várias dificuldades por causa da situação do seu pai, e se veem obrigadas a mudarem de cidade para ter paz e Juliana poder estudar e seguir sua vida.

Quem é Valentina Carvajal?

Quem dá vida a essa personagem é a nossa bruxinha favorita, Macarena Achaga. Valentina sempre teve tudo na vida, exceto a sorte com seus pais. Ela nasceu em uma das famílias mais ricas de todo o México e tem tudo que precisa ao seu alcance. Mas, como nem tudo são flores, Valentina perdeu a mãe há alguns anos e, recentemente, seu pai, então ela entra em um looping de crises depressivas e se refugia na bebida e nas drogas. Assistindo uma menina perdida em seu próprio mundo que não tem alguém que a apoie de verdade, até, é claro, Juliana Valdés cruzar seu caminho.

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“Juliantina” significa destino em espanhol?

Se eu fechar meus olhos agora, consigo lembrar perfeitamente da cena em que Juliana e Valentina se conhecem. As chances das duas se cruzarem pela cidade do México eram de uma em um milhão, mas o destino age de maneiras misteriosas. Em um dia qualquer, Juliana percebe que um casal de namorados está brigando na rua em que ela está vendendo bilhetes de loteria e aquilo chama sua atenção. Então, quando o namorado deixa a menina chorando em um banco de uma praça, ela (sutilmente) se aproxima e faz o primeiro contato. E é a partir daí que a magia acontece.

Desde este momento, elas têm uma química inexplicável e se tornam boas amigas. As duas recentemente perderam seus pais, então elas têm isso em comum e o fato de que seus problemas são tão radicalmente diferentes faz com que uma se apoie na outra. Assistimos a transformação de Valentina acontecer na medida em que Juliana se insere na sua vida. Uma Val, antes machucada e perdida em seus pensamentos, passa a ser somente uma adolescente fazendo coisas ‘normais’ para alguém da sua idade.

E a transformação acontece também com Juliana – antes sem ninguém ao seu lado além de sua mãe, vemos a jovem sorrir como nunca antes agora que está ao lado de Valentina. Fazendo o possível para estar ao lado da sua nova amiga, até costurar para a outra, ela costura! (fofas demais, né?).

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O primeiro beijo de “Juliantina”

A verdade é que a Televisa não tem o melhor histórico quando se trata de transmitir conteúdo de casais sáficos. Pelo contrário, eles costumam censurar até selinhos! Mas por pura e espontânea pressão do fandom, eles liberaram a cena do primeiro beijo das duas! E foi uma das cenas mais fofas das delas durante a novela. Todo cuidado que as duas atrizes tiveram em entregar sentimento na cena foi de tirar o fôlego.

Mas, depois de tanto tempo, por qual motivo esse casal ainda continua fazendo tanto sucesso?

É um conjunto de fatores. A história das duas é muito instigante, as atrizes são excelentes e entregaram tudo para o público na época em que a novela estava sendo exibida. Assisti durante meses duas jovens, que são totalmente opostas, que vivem realidade diferentes, que possuem constelações familiares totalmente distintas, mas que, mesmo assim, se entregaram ao amor. O mais bonito da história de “Juliantina” é que nada foi da noite para o dia. Vimos as duas em negação, o medo de perder a amizade, Valentina se afundando em um vício que foi uma das suas maiores lutas, Juliana lutando para sobreviver com sua mãe. E somando tudo isso, a dupla foi um dos casais mais cativantes que nasceu na América Latina. Não é à toa que a novela foi e ainda é premiadíssima, que elas são indicadas a prêmios (e ganharam todos) e que essa história marcou de uma maneira muito bonita o coração de várias mulheres LGBTQIA+ ao redor do mundo.

Tá, mas depois de toda essa propaganda, como posso assistir a história completa de Juliana e Valentina?

Bem, se você for uma fã que mora no México, claramente tem mais chances de assistir facilmente essa história, porque você pode assistir a todos os episódios no site oficial. Se você tem uma conta na Univision, você também tem a sorte ao seu lado, porque tem todos os capítulos da novela disponíveis por lá.

E o que podemos esperar da história desse casal no futuro?

Desde o fim da novela, o fandom “Juliantina” exigiu, por meio de petições on-line e hashtags nas redes sociais, que outra produção com Bárbara López e Macarena Achaga vivendo Juliana e Valentina ganhasse forma. A repercussão foi tão grande não só foi feita uma série, como também UM FILME. Ainda sem data de estreia, ambos serão produzidas pela W Studios.

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“Juliantina” foi e é um casal super importante no processo de aceitação de milhares de meninas que sentem que não tem um lugar no mundo. Agora, só nos resta esperar o que vem pela frente e continuar tietando muito “Barbarena” (nome do shipper de amizade entre Barbara e Macarena) nas redes sociais.

Nos vemos prontos, sí?

Maria Izabelly Lopes, é ex estudante de jornalismo (grande coisa) e atualmente é quase psicóloga. Viciada em Grey’s Anatomy, sabe bem o que é ser trouxa por séries. Feminista, esquerdista e sem terra de carteirinha. Recifense com muito orgulho e fã de muita coisa.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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