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Entrevista com Priscila Buiar da websérie “Magenta”

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“A mistura da luz que habita em nós é o que nos faz ser o que somos. Ser amor, fúria, paixão, tristeza, ser magenta.”

Protagonizada por Priscila Buiar e Giul Abreu, a websérie “Magenta” explora todos esses sentimentos através da história de amor de Nina (Abreu) e Manu (Buiar). Na primeira temporada, Nina e Manuela são surpreendidas pela chegada de uma terceira pessoa em suas vidas que balança as estruturas de suas conexões de almas.

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Conversamos com a protagonista, Priscila Buiar, sobre sua personagem, a relação de Nina e Manu, e como a chegada da personagem Raphaela, interpretada por Rebeca Figueiredo, pode ter sido ou não o motivo para desestabilizar o casal. Além disso, Priscila nos deu algumas pistas sobre o que esperar da segunda temporada.

Luanna Barros: A série brinca muito com a relação entre cores, com ser azul, ser vermelho. Para você, o que é ser azul e o que é ser vermelho?

Priscila Buiar: Ser vermelho, para mim, é ser intenso, ser apaixonado, ser determinado. Vermelho é a cor que simboliza o amor, e acho que essa cor expressa muito do que a Nina é. Apaixonada pela sua esposa, pela sua família, determinada a fazer aquilo dar certo, independente das dificuldades ou questões que estejam no caminho. O azul é o oposto ao vermelho. É a água que apaga o fogo, é o frio que equilibra o calor. A Manu sem dúvidas é esse azul. Azul do mar, azul do céu infinito. Calmaria, intensidade… E essa mistura das duas equilibra a relação.

LB: Em “Magenta”, a conexão de almas da Manu e da Nina é a base do enredo da série, vocês duas têm uma química incrível, que transpassou através da tela. Como vocês conseguiram criar essa conexão?

PB: A conexão não existe, pois deixei a Giul meia hora com o dedo preso na porta e não percebi (risos). A conexão aconteceu naturalmente. Apesar de termos sempre pouco tempo de preparação juntas, muito da relação se estabelece através da abertura e da disponibilidade do outro e da confiança que se estabelece, da parceria que o outro proporciona, e a Giul sempre estava ali, pronta pra embarcar comigo em qualquer que fosse a situação. Ela sempre me deixou tranquila, sempre fez com que eu me sentisse segura dentro deste universo que criamos juntas.

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LB: A relação da Manu e da Nina desestabilizou com a chegada da Rapha. Elas (Manu e Nina) vão conseguir se reencontrar agora na segunda temporada?

PB: Não acho que foi a chegada da Raphaela que desestabilizou a relação. O que desestabilizou foi o ego da Manuela. Quando você abre o relacionamento para uma terceira pessoa esse tipo de coisa é suscetível a acontecer. Talvez se o “eu te amo” tivesse sido primeiro para a Manu, ela não considerasse um problema e o relacionamento entre as três seguiria.

LB: Você acha que a chegada da Rapha na vida delas foi o que causou o término das duas, ou apenas destacou algumas diferenças entre elas?

PB: Acho que a entrada da Rapha gerou crescimento para elas. Elas viveram uma fase com a Rapha, que foi muito boa, mas que talvez não seja o que elas buscam neste momento. Nossa vida é assim, sempre feita de ciclos, alguns se encerram, outros se mantém.

LB: Apesar da Rapha ter “desestabilizado” a relação da Nina e da Manu, você acredita que a personagem pode acrescentar outros elementos à relação, a ponto de ajudar na reconciliação do casal ou até quem sabe virar um trisal?

PB: Difícil responder essa pergunta sem dar muitos spoilers da segunda temporada. Mas acho que tudo pode acontecer. Uma nova pessoa no relacionamento sempre vai trazer elementos bons e elementos desafiadores. Mas para isso o casal precisa estar seguro, estabelecido e maduro, se não sempre aparece aquele sentimento de ciúmes.

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LB: Manu, Nina e Rapha pareciam estar curtindo o que estavam vivendo, até o momento em que Rapha decide declarar seus sentimentos por Nina. Você acha que se ela tivesse dito a Manu que a amava as coisas teriam o mesmo desfecho? Ou melhor, se a Rapha tivesse declarado seu amor pelas duas, como você acha que suas personagens iriam reagir?

PB: Se a Raphaela tivesse dito primeiro que amava a Manu, acho que elas não teriam tido uma briga séria e terminado. Acho que a Nina teria sim ficado chateada, mas passaria por cima disso para manter a Manu feliz. E acho que logo em seguida a Rapha se declararia para a Nina também e o relacionamento seguiria. Talvez elas até se separassem depois por outras questões, mas não por essa. A imprevisibilidade da Raphaela e o pouco diálogo sincero sobre os sentimentos entre as três também comprometeu muito a relação.

LB: Terminamos a primeira temporada com uma possível reconciliação e uma intimação judicial. Com isso, o que podemos esperar da segunda temporada?

PB: A segunda temporada vai estar muito diferente da primeira, mas com a essência das três. Vai ter gente nova, vai ter muito amor, vai ter choro, vai ter briga. Enfim, de tudo um pouco!


Você pode conferir todos os episódios da primeira temporada de “Magenta no canal Linha Produções. Para novidades sobre a segunda temporada siga-os no Instagram e Twitter.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

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Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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