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Crítica | Rua do Medo: 1994 – um presente para os amantes de terror e os anos 1990

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Os anos 1990 estão na moda novamente e o filme “Rua do Medo: 1994 (Fear Street)” chegou na hora exata para fazer os telespectadores entrarem ainda mais nessa onda.

Os longas-metragens “Rua do Medo” são uma adaptação da trilogia de livros do autor americano R. L. Stine (criador da famosa série infanto-juvenil dos anos 1990 “Goosebumps”), que contam a história da cidade de Shadyside entre os anos de 1994, 1978 e 1666 onde eventos terríveis aconteceram.

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A adaptação será realizada de maneira inédita pela Netflix, a trilogia será lançada na plataforma com pouco tempo de distância entre um e outro, para a alegria dos fãs. A produção tem direção de Leigh Janiak, que já possui experiência no gênero com o terror “Honeymoon” (2014).

“Rua do Medo: 1994 – Parte 1” conta a história de uma cidade de nome sugestivo chamada Shadyside (lado sombrio) que parece ser amaldiçoada, pois diversos eventos assombrosos e violentos ocorrem somente ali, enquanto a cidade vizinha, Sunnyvale, é pacífica e próspera. Durante uma nova onda de assassinatos conhecemos Deena (Kiana Madeira, a Moe da série “Gatunas”), uma adolescente que está sofrendo por um namoro mal sucedido com Sam (Olivia Welch) que se mudou para Sunnyvale.

A partir daí entramos no mundo caricato dos adolescentes estadunidenses: futebol americano, líderes de torcida e bandas musicais. Quando ocorre um incidente entre as escolas das cidades rivais, e uma antiga maldição, que até então se acreditava ser apenas uma lenda para crianças, retorna para assombrar o grupo de amigos conhecidos como Deena, Sam, Josh (Benjamin Flores Jr.), Kate (Julia Rehwald) e Simon (Fred Hechinger). A bruxa da cidade, Sarah Fier, condenada à morte no ano de 1666, envia seus criados do outro mundo para exterminar o grupo que perturbou seu túmulo.

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“Rua do Medo: 1994 – Parte 1” é uma grata surpresa para os amantes desiludidos dos filmes de terror, pois além de entregar um alto nível de qualidade em roteiro, ele une dois subtipos do gênero: slasher e sobrenatural. E agrada também a todos aqueles que amam as produções que envolvem o gênero citado, com  personagens adolescente, que fizeram sucesso nos anos 1990 como “Pânico”, “Eu sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” e “Lenda Urbana”, pois desde a primeira cena é possível perceber referências à essas produções, inclusive com um assassino que usa túnica preta e a icônica máscara de Morte. Outro presente é a trilha sonora e a direção de arte que consegue transportar quem assiste para a década, em que o longa se passa, com músicas de Soundgarden, Radiohead e The Prodigy, e faz o uso de objetos como bipes, carros e computadores.

E para quem ama uma boa história de amor entre mulheres, há o relacionamento entre Deena e Sam que estão numa batalha dentro delas mesmas por esse amor, que passa pela dificuldade de ser lésbica em uma cidade de interior no início dos anos 1990 onde há muito preconceito, que é explicitado em diversas cenas.

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“Rua do Medo: 1994 – Parte 1” é um verdadeiro presente para aqueles que amam terror, os anos 1990, e um bom romance entre mulheres. Se você gostou da primeira parte, a sequência “Rua do Medo: 1978 – Parte 2” será lançada na Netflix em 9 de julho de 2021 e o filme que encerra a trilogia “Rua do Medo: 1666 – Parte 3” terá sua estreia em 16 de julho de 2021.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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