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LesB Indica | Las Estrellas – novela argentina que vale a maratona

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Hoje o LesB Out! Faz uma viagem um tiquinho internacional para falar sobre a novela argentina “Las Estrellas”.

A produção é uma telenovela argentina produzida por Pol-ka Producciones e exibida pelo canal El Trece entre 29 de maio de 2017 e 19 de janeiro de 2018. A novela nos conta a história de cinco irmãs de diferentes mães que se juntam logo após a morte de seu pai, Mario Estrella. Na leitura do testamento, descobrem que seu progenitor lhes impõe uma condição importante para receber a herança: deverão construir com êxito um “hotel boutique”, em um ano. Assim, Virginia (Celeste Cid), Lucía (Marcela Kloosterboer), Carla (Natalie Pérez), Florencia (Violeta Urtizberea) e Miranda (Justina Bustos) não terão mais opção a não ser aprender a lidar com suas grandes diferenças. Uni-las era o desejo de seu pai. Será que mesmo depois de morto, ele conseguirá o que tanto quis?

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Com enredos CHEIOS de surpresa, a telenovela é uma opção divertida para o período das férias. Ao mesmo tempo que é um alívio cômico, “Las Estrellas” conta também com assuntos importantes. É válido destacar aqui o casal formado por Florencia Estrella e Jazmín del Río (Julieta Nair Calvo). Contado como uma história de amor quase impossível de ser vivida – quase um drama mexicano, se não se passasse na Argentina. Flozmín foi um dos casais mais marcantes desses últimos anos para a comunidade LGBTQIA+.

Contrariando todas as expectativas de um clichê entre uma cozinheira e a dona do hotel, os roteiristas da novela entregaram um casal que seria pouco provável de acontecer, especialmente na televisão argentina. Flor tem Síndrome de Tourette, o que faz dela uma mulher insegura sobre sua vida e mais ainda sobre seus sentimentos. Tanto é que o desenvolvimento do casal é devagar quase parando, ao contrário de outras produções por aí, certo? Ops!

Jazmín vem de uma família rica, mas escolheu viver cozinhando! E foi justamente este caminho que a fez parar na cozinha do Estrellas Hotel. Uma das coisas mais legais desse casal é como a história delas é contada e como a produção usou toda a atmosfera do cenário e, ao mesmo, é clichê, mas foge de toda história que já pensamos em escrever nas nossas fanfics.

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Como toda trama de romance que costuma nos conquistar, Flor e Jazmín começam apenas sendo amigas, inclusive o começo da novela pode ser um pouco maçante, pois a primeira namora um homem. POIS É! E mesmo com a relação de Flor com Dani Caccavella (Nazareno Casero), fica nítido o quanto ela se estreita para caber no “mundinho perfeito heteronormativo” que impõem para ela.

A trajetória de descoberta de Flor é cheia de surpresas e mesmo em meio a sua confusão sentimental, ela é uma das melhores personagens da novela. Não é por menos que Violeta Urtizberea foi indicada ao Martín Fierro na categoria de Melhor Atriz e levou a estatueta para casa.

“Las Estrellas” é uma novela super divertida e uma ótima escolha para maratonar no final de semana se você, assim como eu, é uma apaixonada por novelas latinas.

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Contando com um elenco luxuoso, “Las Estrellas” ainda contou com nomes como Celeste Cid, Marcela Kloosterboer, Natalie Pérez e Justina Bustos, e nos mostrou a importância de como é ter com quem contar em momentos difíceis.

A novela foi exibida pelo canal El Trece TV e vocês podem encontrar todos os capítulos no site deles.

Maria Izabelly Lopes, é ex estudante de jornalismo (grande coisa) e atualmente é quase psicóloga. Viciada em Grey’s Anatomy, sabe bem o que é ser trouxa por séries. Feminista, esquerdista e sem terra de carteirinha. Recifense com muito orgulho e fã de muita coisa.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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