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Station 19 e o casal Marina (Maya + Carina) – Quarta temporada

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Há exatamente um ano e um mês atrás a primeira matéria sobre Maya (Danielle Savre) e Carina (Stefania Spampinato) dava as caras aqui pelo site.

Review | Station 19 – Quarta temporada

Vamos falar de “Marina”, mas primeiro vamos relembrar “Station 19”?

Como sabemos, “Station 19”, foi lançada em março de 2018. E é uma série muito além de “Grey’s Anatomy” (apesar de ser um spin-off). O núcleo principal é excelente, assim como Meredith (Ellen Pompeo) é o centro das atenções no hospital, aqui temos Andy Herrera (Jaina Lee Ortiz) como personagem principal, ela é a típica protagonista do universo ShondaLand: por muitas vezes ela não agrada o público, já que carrega consigo o dilema de estar sempre certa. Mas os escritores capricharam no roteiro e temos um elenco que desempenha seus papeis de forma incrível. Ouso dizer que este spin-off foi um dos melhores até agora dentro do universo de “Grey’s Anatomy”.

Como sabemos o mundo está de cabeça para baixo por causa da pandemia e isso também afetou as gravações dessa série que ganhou nossos corações. Mas, apesar do mundo estar explodindo, fomos presentadas com uma temporada fresquinha, trazendo a nova realidade que estamos vivendo para as telinhas. Com a proposta de mostrar como o Covid-19 afetou a vida dos nossos bombeiros favoritos, esse ano da produção chegou com os dois pés na porta. E claro, falando delas…

Começamos a temporada vendo que Maya e Carina estavam sem se ver por conta dos seus respectivos trabalhos e claro, por questões de segurança. O que, no início, foi interessante de assistir, porque nossa querida Maya parecia que não iria aguentar de saudade da amada. E um parêntese aqui para a cena em que Maya começa a fazer um stripper-teaser por chamada de vídeo enquanto Carina está de plantão no hospital. Fala sério, né gente, essa mulher é muito “girlfriend material”. E com o passar dos primeiros episódios, assistimos uma evolução do nosso casal favorito do momento. Em um dia qualquer, como quem não quer nada, a nossa Dra. Carina DeLuca aparece na Estação 19, com dois testes de covid (IMPORTANTE) e diz que não aguenta mais ficar longe da amada e pergunta se nossa capitã quer “quarentenar” com ela. Depois desse episódio, começamos a ter mais cenas de Marina “domésticas”. O que é muito engraçado de ver porque Maya tem ZERO talento para a cozinha.

Essa temporada de “Station 19”, ao mesmo tempo que tratou de assuntos extremamente importantes, teve várias falhas no roteiro, como passagem de tempo e a confusão do lugar de Carina na série. Como sabemos, Stefania Spampinato foi contratada como regular, mas o que não fez sentido, na cabeça de muitos fãs, é como uma médica iria atuar em uma série de BOMBEIROS. Entendemos que é pelo hype do casal, mas assistimos uma Carina DeLuca apenas existindo em algumas poucas cenas nessa temporada, dando espaço para críticas como “ela agora é SÓ A NAMORADA da Maya” e que ela se tornou uma personagem sem plot. O que é realmente triste, porque Carina tem um potencial enorme pra ser uma das personagens mais interessante dessa nova fase de “Grey’s Anatomy”. Mas não vamos perder as esperanças, sim? Agora com a chegada de Jo Wilson (Camilla Luddington), ao pelotão da vagina, podemos ver muitas cenas da nossa querida Dra. Carina DeLuca pelos corredores do Grey Sloan.

Carina Deluca expondo seus sentimentos

Ainda falando da nossa obstetra favorita (CONTÉM SPOILERS), assistimos Carina passar por um dos momentos mais difíceis da sua vida, com a morte do seu irmão Andrew DeLuca (Giacomo Gianniotti). Assistimos Carina em pedaços, em meio a uma pandemia e sem nenhum familiar por perto para lhe consolar. Desde a sua estreia em “Grey’s Anatomy” sempre a assistimos ser uma personagem divertida e sem grandes preocupações com a vida. Neste ano, de “Station 19”, foi interessante poder enxergar uma personagem como ela passar por outros problemas (que não envolvem somente aqueles de relacionamento). Mais uma vez, Stefania entregou absolutamente tudo, o que nos deixa ainda mais em dúvidas, sem saber o motivo dela não continuar como regular em “Grey’s Anatomy” – vai entender.

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Também foi muito importante assistir que Maya já superou a fase de “broken Maya” e agora ela finalmente pode lidar com seus problemas emocionais como uma mulher adulta que ela é. Vimos nossa capitã favorita ficar ao lado da sua namorada todo o tempo em que ela esteve de luto, mesmo quando não podia fazer nada de fato, ela estava ali para a sua amada. Inclusive, uma das cenas mais fortes das duas, desde o começo desse relacionamento, foram elas gritando na Estação (ponto para Krista Vernoff aqui). E ao mesmo tempo em que vimos Maya madura, também pudemos assistir que ela ainda continua com sua insegurança em relacionamentos. Quando uma antiga namorada de Carina reaparece para “visitá-la”, Maya simplesmente surta e acha que ela não é uma boa namorada, o que acaba sendo divertido de assistir. Porque no final do dia, ela (Maya) é uma personagem que representa várias mulheres que, mesmo estando em um relacionamento sério e sólido, sente insegurança.

E vamos combinar, Maya com ciúmes de Gabi (Gabriella Pession), ex de Carina, foi cômico.

Maya Bishop e seu arco de redenção

A redenção de Maya é algo que sempre estou comentando por aqui, mas continua sendo um assunto muito importante de ser lembrado. Vamos ignorar aqui o furo de roteiro dos escritores de “Station 19”, atropelando o processo de uma das melhores personagens da série, e focar no que realmente aconteceu. Quando Maya finalmente entendeu que cresceu em um lar abusivo e que seu pai foi um grande lixo com ela, foi um dos momentos mais importantes da produção para nossa bombeirinha favorita. O que veio depois a gente fecha os olhos e passa um paninho, né?

Já falei sobre falha no roteiro/tempo em na série, mas vou bater novamente nessa tecla. Parece que os roteiristas não souberam fechar as janelas direito e formaram uma grande confusão na cabeça dos telespectadores. Parece que eles quiseram fazer TUDO de uma vez só e no final formaram uma grande bagunça. Com vários furos no roteiro e cenas aleatórias, assistimos uma temporada super corrida e com muitas situações acontecendo ao mesmo tempo.

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Falando sobre o relacionamento de Maya e Carina, o que me deixou intrigada nessa quarta temporada foi ver o tempo de tela das duas muito rápido. Em menos de seis episódios vimos Carina com o visto vencido e na dúvida se voltaria ou não para Itália, Maya confusa sobre o que deveria fazer sobre isso, as duas entrando em um conflito – que poderia ser resolvido com uma SIMPLES conversa e muitas picuinhas desnecessárias. O que me pareceu no final, é que os escritores de “Station 19” estão usando Marina como o grande bote salvador da série, o que é totalmente sem noção, visto que a produção é incrível e tem vários personagens interessantes com plots maravilhosos que podem ser mais explorados. Mas, vai entender, né?

Estamos em 2021 e ainda continua sendo muito difícil assistir um casal de mulheres em uma série de televisão. O que nos mostram é o mesmo padrão de sempre. Muitas brigas, pouco diálogo, traição e decisões precipitadas.

E falando em decisões precipitadas…

Diferente da primeira matéria sobre esse casal, que nem era um casal concreto na época em que escrevi sobre elas a primeira vez. Agora temos aqui uma Carina e uma Maya que aprenderam que é possível se relacionarem, apesar das grandes dificuldades que sempre enfrentaram. O que ainda é muito caro, visto que elas ainda têm um caminho muito grande a percorrer pela frente. O que deveria ter acontecido antes do pedido de casamento de Carina – em um momento de pura e livre PRESSÃO quase no final da temporada. Tudo muito corrido e sem uma conversa sincera sobre o que esse passo significa para as duas.

E mesmo no momento do pedido, podemos nos lembrar de Maya dizendo que não queria ter filhos? O que a gente já sabe que pode (e spoiler, vai!) ser uma grande questão entre as duas no futuro próximo.

E para não falar somente de possíveis tragédias

E mais uma vez, é claro, digo aqui que elas são um casal que, apesar de tudo, o relacionamento vem se mostrando extremamente importante, tanto para elas, como para milhares de mulheres que amam outras mulheres. Claro que não podemos dizer que tudo são flores e que existe representatividade em todo casal LGBTQIA+ que existe na ficção, mas Marina nos deixa com o coração quentinho quando mostram que é possível superar nossos próprios traumas (com ajuda profissional) e viver ao lado da pessoa que amamos.

Continuo torcendo muito para que Maya e Carina não sejam uma repetição de um casal que nós conhecemos bem e que fez sucesso na série ao lado.

Apesar de uma temporada corrida e cheia de furos no roteiro, “Station 19” vem se mostrando uma série importante e necessária. Deixou de ser mais um spin-off de “Grey’s Anatomy” e já anda com as próprias pernas. Trazendo assuntos mais do que importantes para serem debatidos nos almoços de família aos domingos. A quarta temporada foi bacana, apesar dos pesares. E continuo batendo na tecla de que essa produção merece mais atenção e investimento. Espero que as próximas temporadas venham recheadas do que a última não teve.

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E para nossa felicidade, a série já foi renovada para sua quinta temporada e no Brasil vai ao ar pelo Canal Sony todas as quintas-feiras.

Maria Izabelly Lopes, é ex estudante de jornalismo (grande coisa) e atualmente é quase psicóloga. Viciada em Grey’s Anatomy, sabe bem o que é ser trouxa por séries. Feminista, esquerdista e sem terra de carteirinha. Recifense com muito orgulho e fã de muita coisa.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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