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Visibilidade bi: 10 artistas mulheres que são abertamente bissexuais

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Você já leu ou ouviu a “piada” que diz sobre o B da sigla LGBTQ+ significar biscoito. Por mais que seja uma brincadeira, de muito mal gosto por sinal, isso reflete a realidade sobre a bissexualidade. É nessas horas que trazer a discussão à tona é muito importante. Sim, nós bissexuais existimos. E o mais interessante nessa situação toda é ter pessoas no meio artístico que nos representem, alguém para se espelhar e dizer que nós estamos no mundo. Por isso, vou listar aqui 10 artistas mulheres que são abertamente bissexuais:

1. Amber Heard

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A atriz e modelo Amber Heard, que no final do ano vai estrelar como Mera no filme “Aquaman”, revelou sua bissexualidade para a revista People. Heard namorou em 2010 com a fotógrafa Tasya Van Dee por 4 anos. De acordo com a atriz, se assumir não foi uma decisão fácil e que ainda por cima gerou consequências. “Fiz isso, mesmo com as pessoas me dizendo que iria terminar minha carreira.”, relatou.

2. Evan Rachel Wood

Atualmente estrelando a série do canal HBO “Westworld”, como Dolores, Rachel revelou publicamente que tinha atração por mulheres em 2012. Desde então, a atriz vem se envolvendo cada vez mais com a causa, tanto que em 2017 recebeu o Prêmio de Visibilidade da Campanha dos Direitos Humanos na Carolina do Norte. No jantar de premiação, a atriz afirmou que por muito tempo guardou os sentimentos que tinha por mulheres e ainda ressalta que como artista escolhe refletir o tempo e as situações em que se encontra.

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3. Aurora

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A cantora norueguesa Aurora declarou recentemente que, antes do seu namorado atual, ela teve um relacionamento de 1 ano com uma mulher. Em entrevista para o site Independent, a cantora disse que a sua sexualidade serviu de inspiração para a criação do seu novo álbum “Queendom.” 

4. Drew Barrymore

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A atriz Drew Barrymore faz muito sucesso desde pequena. Em 2003 Barrymore assumiu sua bissexualidade afirmando que já havia se relacionado tanto com homens quanto mulheres.

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5. Demi Lovato

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A cantora Demi Lovato é uma artista que inspira milhares de jovens e adolescentes por todo o mundo, sempre abordando assuntos importantes, como por exemplo, os cuidados com a saúde mental. Em 2017, Lovato contou em seu documentário “Simply Complicated” que se considera bissexual. “Eu saio tanto com homens quanto mulheres. Eu sou aberta à conexão humana. Para mim, não importa se é com um homem ou uma mulher.“, relatou a cantora.

6. Gillian Anderson

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A estrela da série ‘’The X Files”, assumiu publicamente sua bissexualidade em 2012. A atriz acredita que todos os seres humanos são intersecções um dos outros. Essa teoria descreve que os fios da humanidade – como classe, raça e orientação sexual – estão entrelaçados e não podem ser separados.

7. Lauren Jauregui

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Em 2016, a cantora e ex-integrante do grupo “Fifth Harmony” escreveu uma carta aberta para a Billboard onde falou sobre as eleições que elegeram o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e também falou abertamente sobre a sua sexualidade e sua origem cubana, afirmando ter muito orgulho de ser uma mulher bissexual cubana-americana.

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8. Nanda Costa

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Em agosto deste ano, a atriz brasileira Nanda Costa e a sua namorada estamparam a capa da revista Marie Claire. Em entrevista, a atriz decidiu falar abertamente sobre sua sexualidade e assumir seu namoro. Nanda declarou que nunca se escondeu, apenas se preservou, tendo consciência de que o Brasil é um país preconceituoso e que iriam lhe rotular, como sempre fazem.

9. Tessa Thompson

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A estrela de “Westworld” e “Thor: Ragnarok”, decidiu no começo de 2018 falar sobre sua sexualidade e sua relação com a cantora Janelle Monáe, já que muitos fãs especulam sobre um relacionamento entre as duas. Thompson não declarou nada sobre o relacionamento mas afirmou para a revista Porter que desde criança foi ensinada a amar livremente quem quiser. A atriz ainda ressaltou que sabe que nem todo mundo tem o privilégio de ter apoio familiar como ela teve.

10. Sara Ramirez

A atriz, que é muito querida pelos fãs de “Grey’s Anatomy”, falou sobre sua sexualidade em 2016. Ramirez conta que sempre teve muito medo de se assumir porque temia que poderia perder muitas oportunidades em Hollywood, hoje a atriz levanta a bandeira e entende o quanto é privilegiada por ter amigos e família ao seu lado.

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Nesse mês da visibilidade bissexual esperamos que artistas passem a ter coragem de também levantar a bandeira e entender a importância do poder da representatividade, também esperamos que essas mulheres sirvam como modelos para que muitos outros artistas tenham a coragem de mostrar quem são. Afinal, visibilidade importa.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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