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Review | Pacificador – Primeira Temporada

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“Pacificador” (James Gunn) é uma série da HBO Max que conta a história do personagem Pacificador/Christopher Smith que tem como seu lema alcançar a paz a todo custo sem importar quantas pessoas ele tenha que matar para isso. Ele foi apresentado pela primeira vez em 2021, no filme “O Esquadrão Suicida” (James Gunn), e agora em sua própria série ele é recrutado como parte de uma missão secreta. Junto com outros personagens já conhecidos como Emilia Harcourt (Jennifer Holland) e John Economos (Steve Agee), a produção apresenta novos membros da equipe: Clemson Murn (Chuk Iwuji), Leota Adebayo (Danielle Brooks) e Adrian Chase/Vigilante (Freddie Stroma).

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Pacificador e sua equipe tem uma missão que, por um lado é um castigo pelo que aconteceu em “O Esquadrão Suicida” quando Harcourt e Economos desrespeitaram as ordens dadas por Amanda Waller (Viola Davis), e por outro é a chance de Pacificador se redimir e não ser preso. Essa aventura consiste em deter alienígenas que estão tentando dominar a Terra de forma bem duvidosa.

Além desses desafios em grupo, Pacificador tem suas próprias missões pessoais para resolver, entre uma operação e outra com a equipe, ele parte em uma tentativa de solucionar problemas em abertos de seu passado: ele e seu pai, Auggie Smith (Robert Patrick), um nazista que nunca pagou de forma decente pelos crimes que comete ao longo da vida.

A partir disso, a história do protagonista é bastante explorada na trama, trazendo vários elementos do passado que, de certa forma, explicam as suas atitudes atuais. Seu pai sempre foi um pai e um ser humano de caráter duvidoso para seus dois filhos: Chris (o próprio Pacificador) e seu irmão mais velho. As cenas de flashback do personagem mostram que ele foi criado em um contexto de crueldade, perdas e traumas, situações essas que estavam reprimidas por um bom tempo. Um passo importante para o personagem é que ele se utiliza desses traumas e dessa infância cruel para se tornar a melhor pessoa no que diz respeito a missão para que foi convocado.

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Em outra perspectiva da série, tem o desenvolvimento de personagens novos como Leota e sua esposa Keeya (Elizabeth Ludlow). As duas saem de sua cidade, porque Leota aceitou o emprego nessa equipe de justiceiros e logo no início do primeiro episódio, descobrimos o real motivo dela ter aceitado esse trabalho. Isso movimenta de uma forma inesperada a vida do casal e por isso elas acabam ficando separadas por um tempo, mas só fisicamente. Leota é uma personagem de grande destaque, apesar de ser nova nesse tipo de trabalho, ela se sobressai com uma grande força, e acaba virando o braço direito e melhor amiga de pacificador.

No que diz respeito a missão contra os alienígenas, a equipe está sob o comando direto de Murn (e indireto de Amanda Waller) e tem como primeiro objetivo descobrir o que de fato são esses alienígenas, e depois precisam decifrar como vão agir para destruí-los. A primeira parte da missão é a mais complexa, pois acaba revelando alguns segredos que Murn preferiria que tivessem permanecido a sete chaves.

Por conta disso, em certo momento da série, a equipe acaba sendo exposta, e devido as consequências dessa exposição, Harcourt assume a liderança direta da equipe mesmo que em campo essa liderança sempre tenha sido dela. Nesse meio tempo, o arco de Pacificador e seu pai chega a um desfecho forte, porém, justo.

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A temporada é finalizada com a equipe trabalhando junta e cada um deles exercendo sua função com maestria, com destaque para o trabalho de Leota e Vigilante. Apesar de conseguirem deter os alienígenas, isso custa caro para todos, porque apesar de muito habilidosos e fortes, nenhum deles tem superpoderes, nem mesmo o Pacificador.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando