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LesB Saúde | Como o efeito da (des)feminilidade nos atinge

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Considerando um recorte dentro da comunidade LGBTQIA+ e na “bolha lésbica”, quando nos é perguntado qual é o corpo que imaginamos sendo o mais suscetível a receber olhares tortos, comentários maldosos, exclusão, e muitos outros atos como esses que são considerados homofobia-lesbofobia, talvez para muitas pessoas não é preciso refletir muito sobre a aparência da pessoa que é alvo disso. Possivelmente, logo vem à memória o estereótipo de uma pessoa com o cabelo curto e trejeitos que compõem uma mulher desfem. Qual o motivo e os efeitos de comportamentos considerados negativos serem quase sempre associados à mulheres que não performam feminilidade?

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Esse ser “desfem” pode ser explicado como todo aquele trejeito que foge a norma da feminilidade, que é imposta pela sociedade, como o cabelo grande, roupas socialmente consideradas femininas e aspectos semelhantes; a desfeminilidade vai de encontro contrário a isto (mas lembrando que cada um pode ter uma visão diferente do que é esse ser). Falando sobre representatividade, quantas dessas mulheres, que apresentam esses aspectos de desfeminilidade, vemos (atualmente e ao longo da história) no top de charts de música? Ou sendo premiadas e reconhecidas por papéis no cinema? 

Ao longo do tempo também vemos, nos filmes e séries sáficos, os comportamentos negativos sendo associados a mulheres assim, como em (horrível né? pode se falar aqui) “Azul é a Cor Mais Quente”, como na produção mais recente “The L Word: Generation Q”, nesta última a personagem Sarah Finley (Jacqueline Toboni) performa todo o estereótipo formado de atitudes negativas tomadas nos relacionamentos e sua relação com vícios também.

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Para muitas, os primeiros contatos e impressões sobre se relacionar com outras mulheres se dão através das mídias visuais (filmes e séries) e leituras que consumimos. Por isso devemos estar atentas a como podemos tentar parar, no meio LGBTQIA+ que vivemos, esse ciclo de associar tudo de ruim que acontece à mulheres desfeminilizadas, para que, desta forma, não haja o reforço do estereótipo, e principalmente não aconteça o sofrimento de mulheres desfem quanto a isso.

Um conteúdo representativo, ou a falta dessa representatividade, pode ter efeito nas pessoas que estão no início de descoberta das suas sexualidades, e buscando mesmo que, inconscientemente, referências. Quando formada uma má referência quanto a isso, um dos possíveis efeitos é a baixa autoestima e os desdobramentos dessa, já que mal temos uma representatividade positiva mostrando essa possibilidade de existir.

Luana é estudante de psicologia, lésbica, do interior do RN. Sempre que possível começa a assistir séries com personagens LGBTQIA+ e acaba não terminando, talvez aconteça o mesmo com filmes. Assume que é fã de música POP.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

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Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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