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Resenha | Lívia – A história de nós duas – uma aventura em busca do amor

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Ficha Técnica
Livro: Lívia – A história de nós duas
Autor: Núbia Istela
Editora: Nistelar
Número de Páginas: 205
Ano de Lançamento: 2019


“Quando eu tinha oito anos perguntei para minha avó o que era o amor, ela me disse que eu saberia quando os meus olhos sorrissem sozinhos, ou se o meu coração ardesse de uma forma boa e desesperadora”

“Lívia – A história de nós duas” traz uma história de amor intensa e inesperada. Diante de um casamento falido que está de pé apenas por pura fachada, Lívia decide que precisa se recuperar de todas as dores que seu marido, Gregório, a tem causado.

Ambos são muito bem sucedidos em suas vidas profissionais. Trabalham na empresa do pai da Lívia, Eduardo, em São Paulo. Eles são reconhecidos como o casal exemplo por terem tanto sucesso tão cedo na vida. O que ninguém sabe é o quanto os dois não se reconhecem mais. A relação está caindo aos pedaços a cada dia que passa. Ele não olha mais para ela. Não existe mais nada entre eles.

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Em uma tentativa impulsiva para tomar decisões racionais, a garota embarca para Amsterdã. Holanda parece o país perfeito para quem quer se descobrir e desvendar as complexidades da vida. Lívia, completamente destemida, mergulhou de cabeça na aventura fora do Brasil.

Na cidade logo fez amizade com o senhor que alugou a casa para ficar. Rutger se tornou um amigo próximo que há tempos ela não tinha. Eles criaram um laço significativo assim que trocaram as primeiras palavras. Ele era um senhor, que aparentava ser solitário, mas mais tarde Lívia descobriu que apesar de viver sozinho, ele era feliz e com o coração cheio de coisas maravilhosas.

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Amsterdã era mágico, e a menina sabia disso mesmo antes de chegar lá. Um dia, enquanto admirava a paisagem com o pensamento bem longe dali teve o encontro que seria o mais marcante da sua vida: Raquel, que a pegou de surpresa com uma fotografia tirada.

Foi incrível a conexão criada entre as duas. Elas curtiram juntas os dias e noites na capital como se não existisse nada mais no mundo, mas infelizmente ainda existia. O mundo da personagem principal ainda estava caindo aos pedaços no Brasil e ela ainda era casada com Gregório. O cara com quem ela passou a vida inteira e que agora não foi capaz de dar um telefonema. Contudo, isso não a impediu de viver o que queria.

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Com uma conexão muito forte não demorou muito para que as mulheres brasileiras em solo Holandês se envolvessem. Elas não tinham nada em comum, mas tinham um sentimento intenso compartilhado. A relação de Raquel e Lívia foi como um daqueles sentimentos que atravessam como uma flecha e elas aproveitaram o máximo que podiam juntas naquela cidade.

Avassalador, foi a forma como Lívia acabou de entender o que o amor era de verdade. Depois de tantos anos em uma relação em ruínas, ela sentiu por Raquel algo jamais experimentado antes. Começou ali em Amsterdã e foi exatamente onde terminou. A advogada tinha que voltar para o seu país para, infelizmente, ver o mundo desabando mais uma vez sobre sua cabeça.

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Com a empresa em um belo de um caos e o coração partido, Lívia recebeu uma carta de Raquel, quase um mês depois de ter voltado para o Brasil, que a fez largar tudo e voltar para a Holanda, mesmo correndo risco de ser presa. Ela não pensou duas vezes e foi ao encontro da amada. Enfrentou o divórcio de frente e ficou ao lado da mesma até o momento em que puderam de fato ser felizes juntas do jeito que planejaram no leito de um hospital.

Lívia ultrapassou todos os obstáculos possíveis para sentir de verdade o que era o amor. Ela foi sim, um dia, apaixonada por Gregório, mas aquilo já não fazia mais sentido. E ao entender isso por completo, foi quando ela conseguiu de verdade se entregar a Raquel e ser completamente feliz.

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O que torna o livro especial é justamente a junção que a autora consegue fazer entre a angústia e o alívio. Lívia estava completamente perdida quando saiu do seu país e sentiu um alívio e felicidade imensos quando encontrou Raquel no meio do caminho. Deixa-nos perceber, gradativamente, o quanto o sentimento novo por uma mulher transformou a vida da advogada. Ela se apaixonou por completo por aquela mulher que bateu uma foto dela em uma viagem de fuga.


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Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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