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Resenha | Espere até me ver de coroa – a descoberta do amor próprio

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Ficha Técnica
Livro: Espere até me ver de coroa
Autor: 
Leah Johnson
Tradução: Solaine Chioro
Editora: Alt
Número de Páginas:
 336 páginas
Ano de Lançamento: 2020


“Espere até me ver de coroa” nos apresenta a Liz Lighty, uma menina de dezessete anos, negra, pobre e queer, morando em uma cidade pequena, Indiana, e cursando o último ano do Ensino Médio. Totalmente pronta para terminar a escola sendo o menos notada possível, ao lado de suas melhores amigas Gabi, Stone e Britt, ela recebe uma notícia que muda completamente o rumo de seus planos.

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Liz queria ir para Pennington estudar o suficiente para se tornar médica e tentar mudar o destino de outras pessoas com anemia falciforme já que ela não pôde fazer muito por sua mãe e teve que vê-la morrer. Só que as coisas saíram do controle quando a sua bolsa foi recusada, e ela sabia que não teria dinheiro suficiente para cobrir os gastos e não queria que seus avós desembolsassem a quantia necessária, pois compreendia que as coisas já eram complicadas o suficiente.

O único jeito de conseguir o dinheiro era se tornando a rainha do baile de formatura. E assim começa uma enxurrada de mudanças em sua vida e em seu estilo de viver. Ela tinha que sair da “Lighty, aquela menina que de vez em quando as pessoas veem pelos corredores” diretamente para uma das meninas mais populares da escola. Algo que seria bem difícil tendo Rachel como concorrente, já que ela era popular e ainda de certa forma, pertencia a realeza do Ensino Médio.

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Gabi, Britt e Stone se empenharam muito em preparar a amiga para ser rainha. Robbie apoiou a irmã e fazia o que podia para que seus avós não descobrissem. Só que Mack apareceu. Era uma menina especial, que também estava competindo para rainha do baile, e fez com que Lizzie se apaixonasse. As duas eram como se fossem almas gêmeas e o sentimento tinha tamanha intensidade que só as duas entendiam. O único problema era ter que manter tudo escondido, mas bem escondido mesmo, tanto que elas mal se falavam na escola. E é claro, isso não tinha como dar certo por muito tempo.

Em uma briga pesada as duas terminaram e pior do que isso, alguém filmou tudo e agora Lizzie foi exposta para a escola inteira. Em meio ao caos de tudo que estava acontecendo, ser tirada do armário não era uma das coisas que estavam nos planos dela, mas foi o que alavancou a corrida a coroa.

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Liz ganhou força de todos na escola e conseguiu a coroa e o dinheiro para ingressar na faculdade que tanto sonhou. Além de claro, ter reconquistado Mack com todo amor do mundo.

A melhor parte de “Espere até me ver de coroa” é que ele não se propõe a ser uma história de amor romântico, mas muito mais uma história de amor próprio e amor familiar. Lizzie tinha uma relação incrível com sua família e aprendeu através da força que ganhou a ter um amor incondicional por ela mesma. A menina sempre se desdobrou em mil para cuidar das pessoas, para evitar que outras tivessem qualquer responsabilidade sobre ela, e esqueceu por um tempo que a pessoa mais importante da vida dela sempre será ela mesma.

Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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