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Resenha | Amor(es) Verdadeiro(s) – será possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

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Ficha Técnica
Livro: Amor(es) Verdadeiro(s)
Autor: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Número de Páginas: 356
Ano de Lançamento: 2020


Taylor Jenkins Reid ganhou meu coração com seu livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, então fiquei muito empolgada com a possibilidade de ler mais um título da autora. Desta vez foi “Amor(es) Verdadeiro(s)”, lançamento da editora Paralela, que acompanha a trajetória de Emma Blair, uma mulher de trinta e poucos anos, que perdeu o grande amor da sua vida há alguns anos e precisou reconstruir toda sua vida depois desse acontecimento.

Resenha | Controle – narrativa leva o leitor a uma viagem para dentro de si

Emma sempre quis conhecer o mundo todo e quando ela conheceu Jesse, ainda no colégio, que compartilhava dos mesmos desejos que os seus, foi como se tivesse sido amor à primeira vista. Eles se casaram quando tinha vinte anos e fugiram de todas as expectativas que seus pais criaram para suas vidas. Mas quando estão prestes a completar um ano de casados, uma tragédia acontece, e simples assim, a vida da jovem muda para sempre.

Depois de alguns anos de luta, esforço e amor de sua família, ela conseguiu, aos poucos, superar o luto e colocar sua vida de volta aos trilhos. E é assim que ela volta a sua cidade natal, reencontra um velho amigo, Sam, e sem perceber e a pequenos passos, ela se encontra se apaixonando novamente e abrindo seu coração mais uma vez para amar.

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“Quando amamos alguém, isso transparece em tudo o que fazemos, transborda em tudo o que dizemos, se torna uma realidade tão palpável que vira uma coisa corriqueira para falar, por mais extraordinário que seja o sentimento por trás das palavras.”

Emma sempre acreditou que a vida das pessoas é dividida entre dois momentos que cria um “antes” e um “depois”. E para ela, poderia ser um acontecimento trágico ou algo maravilhoso, e bom, ela sempre achou que seu momento foi quando o grande amor da sua vida morreu. Porém, tudo muda quando ela descobre que na verdade, todos esses anos ele esteve vivo. Então, com certeza, este é seu momento.

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Dessa forma, a jovem se encontra em uma situação que nunca imaginou que estaria. Como escolher entre seu marido ou seu atual noivo? Como lidar com essa situação sem magoar algum dos seus dois grandes amores? A história contada por Taylor Jenkins Reid é delicada e sensível. Você embarca em um mar de sentimentos vividos por Emma, emoções estas muitas vezes angustiantes e sofríveis, mas completamente humanas. A jornada da personagem é simplesmente sobre autodescoberta, amadurecimento e claro, amores.

“As coisas boas não esperam até a gente estar pronto. Às vezes chegam antes, quando estamos quase lá.”

“Amor(es) Verdadeiro(s)” foi publicado primeiro, internacionalmente, que “Os sete maridos de Evelyn Hugo” (2017) e “Daisy Jones & The Six: Uma história de amor e música” (2019), então a escrita da autora não está tão bem construída quanto suas últimas obras, mas ainda assim, ela elabora a narrativa de forma que te faz não querer largar o livro. É simplesmente viciante e a curiosidade aqui, ainda continua sendo sua força motriz. Quem a personagem principal irá escolher: Jesse ou Sam?

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A única coisa que incomoda no livro é que, mesmo que a história seja focada na vida de uma mulher dividida entre dois grandes amores, quando se é inserido personagens secundários em uma narrativa, espera-se um maior desenvolvimento e engajamento com elas. No caso em específico, o livro tem muito pouco disso. O drama da sua irmã Marie e suas sobrinhas, ou até mesmo sua melhor amiga Olive (personagem assumidamente bissexual) são assuntos que despertam a curiosidade do leitor, mas que não são bem explorados.

De modo geral, a trajetória de Emma Blair surpreende, devido todas as suas emoções e sentimentos que sua história desperta, até porque superar a perda é difícil e dolorosa, e lidar com o fato que na verdade você superou uma dor que nunca deveria ter tido é mais complicado ainda. Esta leitura, com certeza, não decepciona.

“Acho que amor verdadeiro significa amar de coração. Amor puro e simples. Amor por inteiro.”


Obs.: livro cedido pelo Grupo Companhia das Letras para resenha.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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