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LesB Saúde | População LGBTQIA+ e ansiedade

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A saúde mental é uma temática muito importante de ser discutida, mesmo sendo um ponto sensível. Entre vários temas de saúde mental um muito importante e comum nos dias atuais é a ansiedade.

LesB Saúde | Saúde Mental da População LGBTQIA+ na pandemia de Covid-19

É necessário dizer que a ansiedade é uma reação natural do corpo ao estresse, sendo um estado emocional que se caracteriza por sentimentos de tensão. No entanto, esta ansiedade pode se tornar um problema e até mesmo um transtorno dependendo da forma que ela se apresenta, sendo assim a sua frequência, intensidade e as suas consequências. Podendo assim passar de uma reação natural para transtornos graves e que necessitam de tratamento especializado, psicológico e talvez psiquiátrico.

Mesmo sendo uma reação ou transtorno que pode ser apresentado por todas as pessoas, existem alguns fatores ambientais que podem levar alguém a desenvolver os sintomas de ansiedade, como passar por muitas situações de estresse no cotidiano, ter passado ou passar por situações traumáticas, entre outros fatores. Por conta disso, a população LGBTQIA+ é em termos percentuais mais afetada que a população geral.

Isso ocorre pelo fato que, infelizmente, ser LGBTQIA+ na nossa sociedade não é uma tarefa fácil, por conta do preconceito ainda muito enraizado. Isso faz com que a nossa comunidade passe por situações de estresse e violência nos mais diferentes locais e pelas mais diferentes pessoas, das mais próximas até aos desconhecidos.

Além disso, neste desastroso ano de 2020, mais um fator de estresse foi adicionado ao pacote: a pandemia da COVID-19 e as medidas de isolamento e distanciamento social, que tentam lidar com o quanto o vírus se espalha. Isso está fazendo com que o nível de sintomas de ansiedade e a própria ansiedade aumentem cada vez mais, além de outros problemas relacionados a saúde mental.

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Tentando mostrar diferentes facetas da vida cotidiana, várias mídias, como séries, filmes e livros retratam a ansiedade, sendo essas representações bem feitas ou não. No caso de personagens LGBTQIA+, duas se sobressaem na boa representação da ansiedade: Elena (Isabella Gomez) de One Day at a Time e Rue (Zendaya) de “Euphoria”.

Elena Alvarez, a primeira citada, é uma personagem lésbica e latina de uma série de comédia, que tem como grandes características lutar pelo que acredita e querer ser a melhor em tudo que faz. Por conta disso, Elena se cobra demais, o que acaba gerando grande ansiedade levando até a crises. Em certos momentos da produção isso é mostrado em tom de comédia, como com a personagem pensando em qual redação escreverá para a seleção da universidade e no fim escrevendo cerca de 50 opções. Em outros, nem um pouco engraçados, mas muito mais profundos, a personagem demonstra vários sintomas desta ansiedade, psíquicos e físicos, como o sentimento de angústia, o desespero, a ideia de que não vai conseguir, a tremedeira e a dificuldade de respirar. Para lidar com isso Elena precisa de apoio, que consegue mostrar para ela que a realidade externa nem sempre é a que ela está vendo em sua cabeça.

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A segunda personagem, Rue Bennett, tem a ansiedade já mostrada de forma mais clara e pesada. Rue tem Transtorno Obsessivo Compulsivo (que está no espectro da ansiedade) e crises de ansiedade desde a infância. Isso faz com que a personagem sofra muito, e ao buscar formas de lidar com isso acaba se envolvendo com drogas lícitas e ilícitas, o que a faz entrar em um espiral de problemas e sofrimento psíquico. 

Esses dois casos mostrados nas produções citadas são apenas algumas possibilidades do que é conviver com sintomas de ansiedade. A forma que se sente e que se lida com a mesma é individual de cada um, apesar de algumas ações como praticar atividades físicas, yoga ou meditação, evitar alguns alimentos, como aqueles com cafeína, além de, é claro, tentar evitar as situações que geram gatilhos, podem ajudar de forma geral.

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Assim, por mais que a ansiedade não seja algo fácil de controlar ou evitar, é possível, buscando as alternativas que melhor funcionem, e lembrando sempre que existem pessoas que podem dar apoio, e existem profissionais especializados exatamente em lidar com situações como esta.

Carol Moreno é estudante de psicologia, bissexual e do interior de São Paulo. Ama todos os filmes, séries e webseries com personagens LGBTQ+, espera um dia conseguir assistir tudo que coloca na sua listinha.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

LesB Saúde | Prevenção de ISTs para mulheres

Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

LesB Saúde | A solidão de mulheres sáficas

Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando