LesB Saúde | Festas de final de ano e os gatilhos que surgem

Com as festas natalinas e da virada de ano é normal nos sentirmos em um momento reflexivo. E como isso chega para pessoas LGBTQIA+? O quanto somos bombardeades por “gatilhos”? Neste texto também se faz presente a reflexão sobre quem não consegue passar essas datas junto com a família, devido às violências psicológicas sofridas a partir destas.

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Todo ano vivemos aquela clássica reunião de família que vem acompanhada de questionamentos que até já viraram piada na internet, como “e os namoradinhos?” “e os concursos?” “não, mas o seu primo…”. Até aí, é muito normatizado tais frases, independentemente da vivência da pessoa. Mas quando parte para a vivência de pessoas LGBTQIA+, os questionamentos que fazem sobre a roupa que usamos e nossa orientação sexual, por exemplo, podem ser tópicos sensíveis que evoluem de simples comentários para pequenas (ou grandes) violências.

Uma pesquisa feita pelo Internacional Stress Management Association – Brasil, mostrou que o estresse de brasileiros sobe, em média, 75% no final de dezembro, o que aqui, em parte, pode ser possível associar a essas situações familiares que geram desconforto, estresse e ansiedade. Também deve-se considerar que, para muitas pessoas, a realidade de ter a família reunida não acontece, isso por diversos fatores, mas a possibilidade de ressignificar essas datas passando ao lado de pessoas que amam e respeitam sua existência é possível.

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Além disso, vivemos em um ano que tiveram muitas perdas em vários sentidos, então é natural os momentos reflexivos virem nessa época, acompanhados com a questão de encerramentos de ciclos e as altas expectativas para o próximo ano que está para começar.

Quando nessas situações os gatilhos forem percebidos em relação a tudo que já foi trazido até aqui, o que pode ajudar a lidar são algumas estratégias, como, por exemplo, se dar um descanso e antes dessas festas fazer coisas que te deixa feliz; ficar perto do familiar/pessoa presente que se tenha mais vínculo e respeito; se a presença nessas festividades resultar em muita ansiedade, cogitar explicar seus sentimentos caso não compareça ou passe pouco tempo nelas também é uma possibilidade, afinal em primeiro lugar devemos nos cuidar e estar juntes daqueles que nos fazem bem.

Luana Vale

Luana é estudante de psicologia, lésbica, do interior do RN. Sempre que possível começa a assistir séries com personagens LGBTQIA+ e acaba não terminando, talvez aconteça o mesmo com filmes. Assume que é fã de música POP.

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