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LesB Indica | Girltrash: All Night Long – longa-metragem trash LGBTQIA+ para divertir

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Uma comédia-romântica musical lésbica e, como o próprio nome diz, trash com orgulho. “Girltrash” é um ótimo divertimento e escape das narrativas dramáticas recorrentes em filmes LGBTQIA+.

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Quem acompanhava South of Nowhere com certeza já ouviu falar de “Girltrash”! Isso porque as atrizes do amado casal Spashley (Spencer e Ashley) também fazem par romântico no filme, sendo um ponto muito positivo para o mesmo, visto que elas tem uma química inegável dentro e fora das câmeras.


O longa é inspirado em uma websérie de mesmo nome e é um projeto de Angela Robinson (“D.E.B.S”) e sua esposa, Alexandra Kondracke. O longa-metragem pode ser considerado uma prequela da história original, entretanto não há ligação entre os dois, diferindo inclusive no gênero da narrativa. A produção, como já dito, é uma comédia musical, enquanto a websérie tem uma pegada mais investigativa. A única coisa que realmente é a mesma em ambos são as personagens e atrizes.

Dominique Provost-Chalkley escreve lindo texto ao se assumir Queer

A trama começa quando Colby (Gabrielle Christian) decide se assumir no seu último dia de aula após passar anos fingindo ser alguém que não era. Por isso, a mesma pede ajuda para a irmã mais velha, Daisy (Lisa Rieffel), e sua melhor amiga, Tyler (Michelle Lombardo), para conquistar a garota de seus sonhos, Misty (Mandy Musgrave), uma jovem atriz que mal a conhecia.

Colby, por ser novata neste mundo, não sabe como chegar em Misty, demostrando ser alguém totalmente desinteressante para a atriz. Observando tudo com pesar, Tyler inventa uma mentira para tentar ajudá-la a conquistar a garota que tanto admira. O que ninguém esperava é que essa mentira transformaria uma noite comum em uma das aventuras mais loucas de suas vidas.

Festas, vilãs, drogas, polícias, concursos e flertes são algumas das coisas que embalam os acontecimentos da madrugada. Tudo isso, claro, acompanhado de muitas músicas chicletes que ajudam a contar a história de uma forma ainda mais divertida, com direito à cena-clipe, bem típica de comédias-musicais.

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Com a mesma pegada dos filmes adolescentes dos anos 1990 e final dos anos 2000, apesar do enredo bobo, o longa cumpre sua premissa de divertir o espectador e prender sua atenção a todo o momento, principalmente por suas personagens cativantes e que o público facilmente se identifica.

Resumindo: “Girltrash” é a produção ideal para assistir quando você quer se divertir e dar umas boas risadas.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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