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Entrevista com Viv Schiller, roteirista e produtora da websérie RED

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A websérie brasileira “RED”, criada por Germana Belo e Viv Schiller, estreou em 2014 e segue a história de Mel (Luciana Bollina) e Liz (Ana Paula Lima), duas atrizes que se conhecem durante a filmagem de um curta-metragem e levam o envolvimento das personagens para a vida real.

A produção foi a primeira websérie nacional a trazer uma história de amor entre duas mulheres. Uma narrativa cativante que já garantiu diversos prêmios e indicações nacionais e internacionais como o NYC Web Festival, na categoria de Melhor Webserie de língua estrangeira, e o Rio WebFest que deu a Bollina o prêmio de Melhor Atriz Dramática por sua personagem.

Nós do LesB Out! tivemos a oportunidade de conversar com a produtora e roteirista da série Viv Schiller, que nos contou um pouco sobre a nova temporada e como foi criar essa história.

LesB Out!: “RED” é uma websérie que fez e faz muito sucesso nas redes sociais, como é para você, como roteirista, lidar com o sucesso que a produção atingiu?

Viv Shiller: O mais importante, para mim, é ver que conseguimos tocar corações com nossa história. Penso que a missão foi cumprida.

LO: A série sempre foi pensada para a web? Como surgiu a ideia?

VS: Sempre foi pensada para a web por ser o meio mais fácil de conseguirmos viabilizar nossa história. A ideia surgiu de uma vontade minha e da Germana de contar uma história que nós gostaríamos de assistir.

LO: “RED” já ganhou e foi indicada para alguns prêmios nacionais e internacionais, como é para você receber esse tipo de reconhecimento? Vocês esperavam por uma repercussão internacional tão forte assim?

VS: Não mesmo. Ainda mais sendo uma produção com custo relativamente baixo. Isso mostra que não é preciso ter o orçamento de um filme digno de Cannes para contar uma boa história e ter uma boa aceitação (risos).

LO: Há alguma previsão ou algo especial que possa nos dizer sobre a 4ª temporada da websérie? O que podemos esperar para o casal Meliz?

VS: Podem esperar dramas do cotidiano de um casal como outro qualquer. Queremos mostrar uma realidade que seja crível no que concerne à história percorrida por Mel e Liz até aqui.

LO: Como roteirista e produtora, você vê alguma dificuldade no mercado nacional de produção de séries e webséries? Se sim, quais? E como lidar com esses desafios?

VS: A dificuldade, a meu ver, é criar uma história que se encaixe no orçamento em termos de produção, e, ao mesmo tempo, não prejudicar o bom andamento da narrativa. Para mim, esse é o nosso maior desafio.

“RED” está atualmente na quarta temporada e pode ser vista na plataforma de vídeos Vimeo.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

LesB Saúde | Prevenção de ISTs para mulheres

Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

LesB Saúde | A solidão de mulheres sáficas

Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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