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Entrevista com Ana Paula Lima e Luciana Bollina da websérie RED

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“RED” é uma websérie LGBTQ+ protagonizada pela atriz Ana Paula Lima, que já realizou algumas participações na TV em programas como “Malhação”, “Caras e Bocas” e os “Os Dez Mandamentos”, e também encenou na minissérie norueguesa da Netflix “Lilyhammer” e “Preamar“, da HBO.

Ao lado de Lima está a atriz e escritora sorocabana Luciana Bollina que ganhou o prêmio de Melhor Atriz Dramática, na Rio WebFest, pela sua personagem Mel em “RED”.

LesB Out! teve a oportunidade de conversar com as atrizes sobre os seus papéis na produção e o que podemos esperar para o casal Meliz na atual temporada.

LesB Out!: A Mel passou por um momento muito delicado e difícil no fim da terceira temporada, como isso vai afetá-la nesta quarta etapa?

Luciana Bollina: Então… A Mel ainda vai carregar uma angústia intensa na quarta temporada e alguns fantasmas do passado também vão aparecer para causar mais conflitos internos em ambas as personagens.

LO: Liz teve um breve encontro com Henrique no fim da terceira temporada e ele sempre teve dificuldades para aceitar o fim do casamento com a Mel. Eles irão se encontrar novamente? Henrique vai trazer algum conflito para o relacionamento de Mel e Liz?

Ana Paula Lima: Espero que não (risos). Acho que o Henrique precisa de um ano sabático para se recuperar de tantas perdas e se reinventar.

LO: A sua personagem já citou a não aceitação da mãe quanto a sua sexualidade e no primeiro episódio da atual temporada ela aparece para visitá-la. Iremos ver mais sobre a relação das duas neste novo ciclo? Como as opiniões dela influenciam a vida da Mel?

LB: Sim, iremos ver mais da mãe da Mel. Ela influencia bastante na culpa que a Mel sente por ser do jeito que é. No fundo eu sinto que ela queria muito ser respeitada pela mãe, mas nunca se sentiu respeitada e sempre desafiada. A Mel finge que não se importa, mas se machuca quando sente que sua mãe fica tentando mudá-la.

LO: Foi apresentado, nas temporadas anteriores, a dependência química da Liz, o que já chegou a afetar o relacionamento dela com a Mel. Como ela lidará com isso na quarta temporada?

APL: Nessa temporada ela está mais consciente, repensando-se em diversos aspectos e isso reflete na sua relação com as drogas.

LO: Para vocês qual é o maior desafio em interpretar cada personagem?

LB: Justamente essa angústia profunda que ela carrega por não se sentir encaixada. Na interpretação não posso carregar na tinta triste, porque a Mel é carismática e doce, por isso ganhou o coração da Liz. Então eu empresto para Mel um sentimento meu, de quando me sinto sem lugar no mundo e tudo para de fazer sentido. A vida segue, mas ela tem sempre alguma coisa no fundo. Esse mistério e tristeza dela são desafiadores para mim.

APL: O lado introspectivo da Liz é algo que me instiga. Muito da sua personalidade se revela através do olhar e pensamentos, sem a verbalização, isso é desafiador e estimulante.

LO: A representatividade LGTQ+ na mídia é muito importante para a comunidade LGBTQ+ e ajuda muitos jovens a se identificarem e se sentirem válidos. Como é, para vocês, como atrizes, viverem personagens como Liz e Mel?

LB: Olha, eu amo. Eu me sinto muito orgulhosa e honrada por estar levantando essa bandeira e amo as nossas #redlovers. Transformei-me muito como artista e como pessoa depois de “RED”. Minha comunicação com as fãs é direta e eu realmente torço por cada uma delas.

APL: Sinto orgulho por contar essa história que inspira e acolhe devido a sua representatividade. Acredito no amor, na igualdade, no direito de cada um ser o que é e quiser, ser humano é feito para brilhar e ser feliz. A Liz ampliou meu olhar, compartilhei de tantas histórias de coragem, resistência, que elas me transformaram por osmose. Essa evolução constante é essencial a todos nós.

LO: O que você pode nos contar sobre a jornada das personagens nesta quarta temporada?

LB: Posso contar que ela vai entrar de cabeça na relação com a Liz e que nem tudo será transparente entre elas.

APL: Vemos ela vulnerável, desmistificando alguns padrões de comportamento e adorei embarcar nessa com ela.

“RED” está atualmente na quarta temporada e todos os episódios podem ser conferidos na plataforma de vídeo Vimeo.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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