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Elite e o casal Menbeka (Rebeka e Mencía)

Esta temporada de trama deu destaque a Rebeka, ou “Rebe”, que ao longo dos anos vimos passar por desastres amorosos, traições, coração partido e problemas legais com a situação da mãe.

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“Elite” (de Carlos Monteiro, criador de “Física o quimica” 2008/2011) é uma série conhecida por ser polêmica, que trouxe um universo novo as produções adolescentes. Misteriosa, com drama, assassinato e uma visão de vida badalada dos estudantes do Ensino Médio, Las Ensinas muda por completo após o assassinato de uma das alunas (Marina Nunier interpretada por María Pedraza) e reviravoltas nas temporadas passadas, onde acompanhamos a vida dos estudantes que permaneceram na escola. O quarto ano veio com tudo, forte e atrevida, ficando no Top 10 Brasil, na Netflix, durante três semanas consecutivas.

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Esta temporada chegou com um tom totalmente diferente. Por mais que tenhamos o mistério rodeado de acidente/morte como nas anteriores, temos novas histórias, com atualizações completamente distintas e mais adultas. Desde novos triângulos amorosos, situações envolvendo adultos diretamente, com sugar daddy, venda de drogas pela mãe da Rebeka (Claudia Salas) e mais. Esta temporada de trama deu destaque a Rebeka, ou “Rebe”, que ao longo dos anos vimos passar por desastres amorosos, traições, coração partido e problemas legais com a situação da mãe.

Com a entrada de Mencía (Martina Cariddi), (a rebelde filha do novo diretor e irmã mais nova dos gêmeos Patrick (Manu Ríos) e Ari (Carla Díaz)) na escola, tudo mudou. Vemos a Rebeca se apaixonar novamente, vemos seus medos, inseguranças e preocupações em se envolver com alguém, após tanto ser machucada. Foi-nos apresentado o segundo casal lésbico de “Elite”, não nos esqueceremos das mães do Polo. Mas, pela primeira vez, tivemos um grande destaque em um casal sáfico. Diferente do denominador comum das produções, não houve o problema de ser uma relação entre duas mulheres, a falta de autoaceitação ou preconceito familiar como vemos na maioria das vezes. E sim, nos foram apresentados problemas internos, medo de se envolver e se entregar a alguém e quebrar a cara novamente, de não ser o suficiente e se ver como o problema, como aconteceu com “Samu” (Itzan Escamilla), no caso da Rebeka, na última temporada.

É intrigante ver como desde a primeira entrada da Rebe em cena e introdução da Mencía, temos faíscas e uma química intensa. Com pequenos gestos sutis, situações cômicas e sensuais, somos apresentados a uma relação totalmente nova no universo da produção seriada. Olhares, expressões, uma mordida no lábio, tudo o que fazem exala intensidade de um casal único. Como a cena em que se conhecem, a cena do vestiário, a engraçadíssima cena das mensagens enviadas para a pessoa errada e até mesmo a cena da “chocolate party” que foi protagonizada com uma sensualidade de beleza única. Até porque já estamos mais do que acostumadas a assistir cenas de sexo e muita pegação, mas a sensibilidade passada e todo o cuidado fotográfico, a escolha da música, construção de tons e cores do cenário e preparação cênica, tornaram a cena ainda mais interessante e linda de se assistir.

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É de extrema importância o fato de todas as preocupações da Rebeka ser em relação ao medo de se entregar ao amor, amor de forma pura, sem as amarras da sociedade ou teclas que tanto são clicadas em outras narrativas. E é disso que precisamos, de produções que encarem casais lésbicos de forma natural e não como uma problemática só por serem duas mulheres. Vale salientar a construção do enredo que é rica e trás o desenvolver de uma personagem, que até então não teve espaço para abordar suas paranóias, imperfeições e dúvidas como toda garota do Ensino Médio.

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Somos apresentadas a uma Rebeka totalmente entregue, nova e apaixonada, ao mesmo tempo que conhecemos a Mencía tão para frente, determinada e “porra louca” com um sorriso de menina. Temos um dos melhores casais de toda a série. Um relacionamento maduro, compreensivo e tão, mas tão saudável, que deixa todos os problemas de lado. Por mais que haja situações complexas em relação a Mencía, há sentimento, amizade, segurança, parceria e todo o conjunto de novas sensações de um amor correspondido. É um dos casais que merece destaque e reconhecimento.

Aguardamos a próxima temporada e como toda essa relação se desenvolverá, enquanto isso, podemos rever as temporadas anteriores e nos alegrar de mais uma produção que nos entrega inclusão natural e com leveza, da maneira como todos os casais devem ser vistos e descritos.

Viviane Marques é paulistana, formada em marketing e amante da arte. Atualmente estuda teatro para formação e é bailarina por paixão. Vive em constante desconstrução e escrever é uma forma de sobreviver ao dia a dia e as constantes mudanças no mundo.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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