“Supergirl nos lembra que somos todos poderosos e fortes”, assim Elizabeth Tulloch (Lois Lane) abre o painel especial que contou com todo o elenco da série: Melissa Benoist (Supergirl), Chyler Leigh (Alex Danvers), Katie McGrath (Lena Luthor), Chris Wood (Mon-el), David Harewood (Caçador de Marte), Jesse Rath (Brainiac), Nicole Maines (Nia Nal), Mehcad Brooks (Jimmy Olsen), Staz Nair (William Dey), Julie Gonzalo (Andrea Rojas), Jeremy Jordan (Win) e Azie Tesfai (Kelly Olsen).
Resumido como um tributo a “Supergirl” que está na sua sexta e última temporada, o painel foi uma espécie de retrospectiva sobre a trama. Em forma de entrevista, os atores relataram como a produção mudou eles. Melissa citou que a personagem foi muito importante para ela, pois pôde ver o quanto inspirou meninas pelo mundo.
Quando questionados qual o momento favorito na série, Jesse comentou sobre uma cena em que Kara e William cantam em um karaokê. Chris citou a cena que teve que morder dez panquecas de uma vez como uma das mais esquisitas que já fez.
Um dos pontos mais marcantes do painel foi quando os atores foram questionados do momento mais especial que já tiveram com fãs. Katie falou que recebeu várias cartas de fãs meninas falando que até verem Lena, enquanto uma mulher cientista, elas não sentiam que eram capazes de se tornar cientistas, e a partir da inspiração da personagem, muitas deles, de fato, foram estudar na área das ciências. Nesse mesmo momento, Chyler relatou um encontro que teve com duas fãs que eram irmãs, uma adotada e uma filha biológica, e o quanto foi emocionante escutar das meninas que a relação de Alex e Kara era tão importante para elas.
Ao final, os atores citaram que o que mais sentirão falta é da companhia um dos outros e da energia que compartilham no set e, além disso, Melissa disse que vai sentir falta de ser uma super-heroína.
Mulher-Maravilha
O painel em homenagem aos 80 anos da Mulher-Maravilha contou com a participação de Patty Jenkins, diretora de “Mulher-Maravilha” e “Mulher-Maravilha 1984″, Gal Gadot, a Mulher-Maravilha do cinema, Lynda Carter, a primeira Mulher-Maravilha e uma rápida participação de Jill Lepore (“A história secreta da Mulher-Maravilha”).
Em uma conversa rápida, Jenkins e Carter falaram sobre a importância da Mulher-Maravilha para o mundo, principalmente para as mulheres. Citaram também o quanto essa personagem foi crucial para elas e que acreditam que todas as mulheres são Mulheres-Maravilha.
As duas comentaram também sobre as controvérsias da personagem. Quando Lynda interpretou a Diana, na série de TV em 1975, foi cercada de questionamentos sobre a beleza, a bondade e a força da personagem. Como se para ser uma super-heroína inteligente e forte ela não pudesse ser bonita e com bom coração. Patty comentou que curiosamente, quando adaptada para o cinema, em seu filme solo em 2017, a personagem sofreu dos mesmos questionamentos, botando toda a sua história em dúvida, mesmo que tenham se passado mais de 40 anos entre a série e a estreia do filme.
Além disso, o painel teve um anúncio de um crossover da família Wonder Woman. Um universo onde todas as versões da Mulher-Maravilha se encontram. Além de Diana, o evento contará com Núba e Yara Flor, entra outras versões e partes da família da personagem.
O painel foi encerrado com os atores do Universo Estendido DC falando da importância da Mulher-Maravilha para eles e como acham que ela influenciou o mundo, e com a confirmação de que o terceiro filme solo da personagem está em desenvolvimento.
Batwoman
O momento de “Batwoman” aconteceu dentro do painel do BatVerse. Foi apresentado por Rachel Skarsten (Alice) e Javicia Leslie (Batwoman), e trouxe o trailer da próxima temporada, com destaque para Batwoman e Alice trabalhando juntas.
DC’s Legends of Tomorrow
Em homenagem a estreia da sétima temporada e a proximidade do episódio 100 da série, foi apresentado um clipe de um resumo dos 100 episódios em 100 segundos.
Catwoman
O DC FanDome apresentou com exclusividade o trailer do novo filme animado da Mulher-Gato intitulado “Catwoman: Hunted”. A personagem será dublada por Elizabeth Gillies (“Brilhante Victória”) e contará com a participação de Batwoman, dublada por Stephanie Beatriz (Brooklyn 99).
O evento trouxe um teaser da terceira temporada da série animada “Harley Quinn” e mostra Harley (Kaley Cuoco) e Ivy (Lake Bell) como um casal do crime em Gotham City. A terceira temporada deve sair em algum momento em 2022.
Monica Teixeira é pedagoga e muito apaixonada pelo universo literário. Amante de séries de médico, viciada em tudo que envolve super-heróis e não perde um episódio de Legends Of Tomorrow. Ela vive na Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro.
Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.
Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.
Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.
Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.
Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.
“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.
No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.
Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.
O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.
A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.
A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.
Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.
Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video“The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?
Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?
Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉