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Station 19 e o casal Marina (Maya + Carina)

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Opa, um novo shipper sáfico?

É isso mesmo que vocês leram. Tem um novo shipper sáfico no pedaço pra gente se deliciar e shippar MUITO.

Primeiro vamos entender de que lugar esse casal surgiu

Station 19, lançada em março de 2018, é uma série muito além de Grey’s Anatomy (apesar de ser um spin-off). O núcleo principal é excelente, assim como Meredith (Ellen Pompeo) é o centro das atenções no hospital, aqui temos Andy Herrera (Jaina Lee Ortiz) como personagem principal, ela é a típica protagonista do universo ShondaLand: por muitas vezes ela não agrada o público, já que carrega consigo o dilema de estar sempre certa. Mas os escritores capricharam no roteiro desta série e temos um elenco que desempenha seus papeis de uma forma incrível. Ouso dizer que este spin-off foi um dos melhores até agora no do universo de “Grey’s Anatomy”.

Review | Station 19 – Terceira Temporada

Mas aqui vamos nos concentrar em uma personagem que é amada e odiada pelo público (é galera, nem tudo são flores). Maya Bishop (Danielle Savre) é uma ex-atleta olímpica, bombeira e melhor amiga de Andy. Conhecida entre seus amigos como “sweet broken Maya”, temos uma personagem complexa e cheia de segredos. No decorrer da narrativa assistimos-a tomando decisões que nem sempre são “sensatas” e tendo atitudes que muitas vezes são questionáveis até entre seus amigos. Quando a história de Maya é mostrada na produção percebemos que seu comportamento traumático é graças a criação dura e abusiva que cresceu tendo do seu pai. Ela passou anos sendo destratada por ele e isto causou feridas profundas demais. Com isso temos uma mulher que não consegue se abrir pros outros e que acha que pode resolver tudo na marra (é sério). Maya é uma das melhores bombeiras de Seattle e ganha destaque quando assume o posto de capitã da Estação 19, mesmo tendo que passar por situações nada agradáveis no caminho, se afastando até dos seus amigos.

No meio de toda essa transição, Maya conhece Carina DeLuca (Stefania Spampinato) que já é conhecida e amada no universo de “Grey’s Anatomy”. O desenvolver deste casal começa em um bar (novidade, né?) e logo nas primeiras cenas das duas percebemos a afinidade e química que elas têm juntas. No decorrer da temporada assistimos Carina e Maya passarem por VÁRIAS SITUAÇÕES – incluindo uma viagem romântica, que na minha humilde opinião foi um dos melhores momentos das duas na série. Mas como nem tudo são flores, Maya se mostra resistente em se abrir para Carina, ela chega até mencionar em um episódio que a médica não foi nada demais pra ela, apenas uma “transa”, AHAM MAYA, AHAM. E já mostrando minha indignação aqui: Carina é uma personagem incrível que merecia mais tempo de tela tanto em sua produção de origem quanto em “Station 19”. Ela é leve, carismática, bem construída e tem um alivio cômico impecável. É uma mulher com opiniões fortes e que deixa muito claro para Bishop que está envolvida da cabeça aos pés no relacionamento delas e que não vai desistir de tentar fazer dar certo.

Resenha | A garota do aplicativo: quando rola uma química sem se ver…

Mas como estamos falando de Shonda Rhimes e Krista Vernoff… Percebemos que ela não se abre inteiramente para Carina, devido aos anos de relacionamento abusivo que viveu com o pai – como disse, ela é uma personagem muito complexa. Sendo assim, isto impede Maya de ser 100% coerente sobre seus sentimentos com DeLuca, o que se torna um grande problema para as duas, mas não vou falar tanto sobre isso pois (SPOILERS).

O porquê recomendo shippar Marina

Como sabemos a comunidade LGBTQIA+ é sempre muito esquecida no churrasco, mas, às vezes, a gente ganha coisas muito boas que servem de inspiração e força.

Recomendo que vocês assistam “Station 19”, porque a série é realmente muito bem desenvolvida e que shippem Marina (junção de Maya+Carina), pois são duas personagens incríveis, fortes e bem construídas. A escolha dos roteiristas de trazer Carina para este spin-off foi simplesmente genial. Juntas elas mostram que ser um casal vai muito além dos detalhes simples que observamos nos outros todos os dias, servem de exemplo para refletir como nos portamos em nossas próprias relações e como tratamos as pessoas que amamos.

A Secret Love – O amor e o envelhecimento

Tem muita gente por aí dizendo que elas são Calzona 2.0 e tudo que tenho a dizer é: se na época que Arizona (Jessica Capshaw) e Callie (Sara Ramirez) estiveram juntas em “Grey’s Anatomy” elas fossem desenvolvidas como Carina e Maya são, talvez não tivesse tanta desgraça vindo das duas. E que fique claro que não estou comparando casais aqui, só estou pontuando.

Agora o porquê não recomendo shippar Marina (e assistir “Station 19”)

Sinceramente? Não tenho nenhum motivo para dizer para vocês não assistirem esta série, realmente “Station 19” aborda assuntos importantes e faz com que a gente se envolve com absolutamente todos os personagens. ShondaLand parece que finalmente ouviu os pedidos dos fãs e está melhorando nos roteiros (ou nem tanto).

Agora, sobre os motivos para não shippar Marina… Talvez Maya seja uma das personagens menos compreendidas na série e por esta razão seja difícil assisti-la fazendo certas coisas e agindo como se não se importasse, quando na verdade, o coração dela está em pedaços. Carina é uma personagem que a gente se apaixona instantaneamente, muitas vezes ela não é tratada como merece (inclusive pela própria Maya).

Pro Mundo (Out!) | Leah Burke e a aceitação dos nossos corpos

A season finale da terceira temporada que foi exibida no mês passado nos mostrou uma Maya totalmente diferente daquela que vimos na primeira e na segunda. Acredito que este foi o ponto do começo da redenção da nossa Capitã. Mas o desenvolver deste romance e de como elas vão resolver as questões que ainda estão em aberto só vamos descobrir na próxima etapa.

Maria Izabelly Lopes, é ex estudante de jornalismo (grande coisa) e atualmente é quase psicóloga. Viciada em Grey’s Anatomy, sabe bem o que é ser trouxa por séries. Feminista, esquerdista e sem terra de carteirinha. Recifense com muito orgulho e fã de muita coisa.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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