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Review | The Stripper – Primeira Temporada

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Natalie Smith e Priscilla Pugliese estão juntas, mais uma vez, em nova websérie da produtora Ponto Ação. Em “The Stripper”, Priscilla interpreta a poderosa empresária Lauren Pugliese, enquanto Natalie se divide entre a doce Camila e a misteriosa dançarina Karla. Esta situação não tem nada haver com Ruth e Raquel, a história aqui é diferente.

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Camila estava passando pelo seu pior momento quando foi convidada a ser uma dançarina de stripper na boate Imperium, após um período consegue emprego em uma grande empresa e passa a dividir seu tempo entre a  Imperium e a Pugliese Industries. De manhã é a competente Camila Smith, e de noite a sensual dançarina Karla. A sua vida ia conforme o planejado, porém ela não previu a chegada da poderosa Lauren Pugliese.

Era mais uma noite comum na Imperium para Camila/Karla, porém ao cruzar olhares com Lauren, tudo muda. A partir daquele momento, a empresária fica deslumbrada pela dançarina, tornando-a alvo de suas investidas, chegando a oferecer dinheiro para encontrá-la. Porém, como Camila/Karla é a intocável da boate, a oferta é recusada, o que deixa a empresária ainda mais interessada.

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Na manhã seguinte, Camila é surpreendida ao descobrir que sua nova chefe na empresa era a mulher que a fascinou na noite anterior. A partir de então, a dançarina/assistente passará por diversas situações para esconder de Lauren sua verdadeira identidade.

Quem acompanha as duas atrizes sabe que ambas já trabalharam juntas em outras adaptações de fanfics sobre o suposto relacionamento entre as cantoras Lauren Jauregui e Camila Cabello. Porém, esta websérie em nada se assemelha as demais apresentadas. A produção está muito mais madura, e a narrativa te envolve desde o primeiro episódio. Esta jogada de brincar com duas personalidades que convivem em ambientes distintos, mas que entram em choque com a chegada da Lauren, é muito interessante e te instiga a querer assistir cada vez mais, justamente porque esperamos pelo momento da revelação.

Em um contexto geral, cenário, trilha sonora, direção e principalmente a escolha do elenco de apoio, especialmente no que diz respeitos as atrizes que interpretaram Ally (Nathy Diorio) e a Dinah (Maria Clara El-Bainy), “The Stripper” demonstra o quanto cresceu em termos de construção/técnica. As interações de Camila, Dinah e Ally são momentos bastante interessantes. A relação de amizade entre as personagens é o que a série precisava para quebrar toda a tensão existente entre as protagonistas.

Mas agora vamos falar sobre a torta de climão entre Camila/Karla e Lauren, porque afinal, a narrativa é centrada no relacionamento delas. É muito intrigante ver a maneira como tudo é traçado, não importa se a Camila é Camila, ou se a Camila é a Karla, quando ela se encontra com a Lauren a energia sexual é palpável. Mas a impressão que fica é a de que a partir do momento que a Lauren tiver a Karla, tudo vai acabar, porque o que há entre elas é somente isso, sexo. Com a Camila, as coisas são diferentes, porque a presidente da empresa se permitiu ser vulnerável com a sua gentil assistente. E sejamos sinceras, não resistimos a um plot em que a fria e calculista se deixa envolver pela doce donzela, e é isso que acontece na websérie.

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Com seu jeitinho sexy e engraçado, “The Stripper” deixou um gostinho de quero mais! Então vou começar a campanha #RenovaTheStripper, porque preciso saber o que aconteceu naquele avião!

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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Bombando