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Review | Marvel’s Runaways – Segunda Temporada

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Contém spoilers

Preciso começar sinalizando que “Marvel’s Runaways” é uma das melhores séries desse universo televisivo que a Marvel criou, junto à “Cloak And Dagger“, mas que sofrem por não estarem em um canal tão hype como algumas outras.  A Hulu aproveitou do grande sucesso da temporada de estreia e melhorou consideravelmente o orçamento da segunda, que contou com melhores efeitos visuais (que beneficiaram muito Karolina (Virginia Gardner) e Alfazema) e um roteiro mais bem amarrado. Os adolescentes estão finalmente na estrada, fugindo dos seus pais assassinos e descobrindo como viver em harmonia entre si, com seus poderes e seus problemas pessoais.

Josh Schwartz e Stephanie Savage conseguiram honrar ainda mais as HQs de Brian K. Vaughan e Adrian Alphona, trazendo mais fidelidade há alguns elementos, como as habilidades do cajado de Niko (Lyrica Okano) e a introdução de personagens como Topher (Jan Luis Castellanos) e Xavin (Clarissa Thibeaux), mas vamos chegar lá.

Review | Marvel’s Runaways – Primeira Temporada

Os fugitivos tiveram de enfrentar muitos desafios nesta temporada que iam dos seus pais, a Pride, Jonah (Julian McMahon), o grande vilão da temporada e seus dilemas. Umas das melhores coisas foi que, além de conseguirem desenrolar os problemas com Jonah e a Pride, os roteiristas também conseguiram dar a cada um deles problemas individuais. Alex (Rhenzy Feliz) saiu em uma jornada por justiça, Gert (Ariela Barer) teve sérios problemas com sua ansiedade, Molly (Alegra Acosta) se vê tendo de criar maturidade mais rápido do que uma criança normal, Chase (Gregg Sulkin) lidando com a vida longe dos luxos que estava acostumado e toda a maturidade que vem junto a isso, Niko e Karolina entrando ainda mais de cabeça no seu relacionamento e ainda tendo de descobrir todas as camadas uma da outra, na verdade isso aconteceu com todos

Na review da primeira temporada me recordo de ter comentado que precisávamos conhecer melhor as camadas dos personagens e nesta temporada isso nos foi apresentado e com louvor. Todos eles tiveram suas próprias descobertas e isso poderia ser complicado, pois estamos lidando com seis protagonistas, mas em momento algum as coisas ficaram confusas ou perdidas, alguns detalhes ficaram em aberto até porque a terceira temporada vem aí e precisa haver história para contar.

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Falando agora das novidades: Jonah finalmente fez jus ao posto de vilão da temporada, com ameaças reais e finalmente causando estragos e trouxe Xavin para a vida de Karolina. Nas HQs, Xavin é um skrull e como um ele possui a capacidade de mudar de forma e então, ao vir para a Terra para ficar com Karolina, Xavin se transforma em uma mulher para agradar a sua prometida. Ela, é uma personagem complexa e, além de ser uma incrível adição para a série é um ótimo exemplo da veracidade com as histórias das HQs.

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Falando em Niko e Karolina, elas passaram por uns bons bocados. Primeiramente Niko precisou assumir a responsabilidade de líder do grupo, seu problema com seus pais, a sua conexão com o cajado que está bem modificado nesta temporada e deu a ela novas habilidades. Além de tudo isso, ela descobre a conexão de Jonah (o pai da sua namorada) com a morte da sua irmã e isso abala um pouco o relacionamento das duas. Enquanto isso, Karolina está tentando se descobrir e seu pai biológico é a pessoa que está lá para contar tudo a ela sobre sua origem e seus poderes, o que acaba criando um vínculo inevitável entre eles.

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Claro que, como sempre, os problemas aparecem e alguns dos protagonistas se encontram em caminhos bem diferentes e perigosos no final da temporada, deixando aquele gancho que acaba com a nossa ansiedade até o retorno da série, que por sinal volta no dia 13 de dezembro.

Se você veio parar aqui por acidente e ainda não assistiu “Marvel’s Runaways” não perca mais tempo pois essa série vale muito a pena. E ainda terá um crossover com “Cloak And Dagger“!

Myrella Oliveira é a co-criadora do LesB Out!, estudante de Publicidade, designer e sonha mais do que pode realizar. Acumula livros que não tem tempo pra ler e séries que não tem tempo para assistir. Feminista, bissexual e orgulhosa, além de ser esquecida e absurdamente dramática. Enxerga o mundo de um jeito bem singular. Mora no litoral ensolarado do Rio de Janeiro.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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