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Review | Manhãs de Setembro – Primeira Temporada

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Com um elenco de peso, muita Vanusa e uma fotografia incrível, “Manhãs de Setembro”, nova produção nacional do Prime Video, foge do óbvio com uma narrativa envolvente e que abraça a realidade de grande parte dos brasileiros.

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Logo na primeira cena vemos Cassandra (Liniker) trabalhando como motogirl de aplicativo de entrega. Percebemos ali que a personagem odeia o que faz, ter que lidar com clientes sem educação e passar o dia no trânsito rodando a cidade de São Paulo inteira, porém, assim como muitos, é o jeito que ela encontrou de conseguir dinheiro para se sustentar e começar a viver seu sonho: morar sozinha em uma quitinete no Centro.

Além disso, ela vive seu outro sonho, o de ser cantora, se apresentando, durante a noite, em um bar. Sua grande inspiração é Vanusa, que é apresentada como a consciência de Cassandra através da voz de Elisa Lucinda. Neste sentido, a série também serve como uma grande homenagem à cantora que morreu no final de 2020.

Depois de muito batalhar para se tornar presente na sociedade como uma mulher trans, negra e pobre, Cassandra se tornou uma pessoa muito protetora de suas coisas. Ela também tem muitas barreiras para se relacionar com seu namorado, Ivaldo (Thomas Aquino), tanto sentimentais, por medo de se machucar, quanto logísticas, pois ele é casado. Ainda assim, a personagem parece finalmente estar satisfeita com sua vida.

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Tudo isso muda quando Leide (Karine Teles), uma ex-conhecida de Cassandra de antes da transição, bate em sua porta com um menino (Gustavo Coelho), alegando que ele é seu filho. Após o primeiro momento de choque, ela diz que não quer nenhum tipo de contato com a criança e os manda embora. Para ela, esse filho vai destruir tudo aquilo que ela conquistou até agora.

É então que a trama começa a abordar outro tema importante: Leide e Gersinho, o menino, moram dentro de um carro e vendem salgadinho na rua. A mulher se desdobra para tentar vaga em algum albergue, conseguir um emprego fixo e dar uma vida minimamente normal para seu filho, que mesmo vivendo em condições muito precárias, se destaca na escola.

A partir disso, acompanhamos o processo de Cassandra em aceitar Gersinho em sua vida. Não é um processo fácil, o menino se sente, muitas vezes, completamente rejeitado e tenta ao máximo se aproximar da mulher enquanto tem que lidar com sua mãe causando problemas na vida dos dois. No topo disso, também há uma questão muito importante: o apagamento de Cassandra como mulher com a constate tentativa de Gersinho chamá-la de pai, ou de Leide, falando de seu passado.

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“Manhãs de Setembro” tem apenas cinco episódios de 30 minutos, que são mais do que suficiente para construir uma narrativa envolvente e completa, sem furos e elementos pouco desenvolvidos. A série também faz um ótimo trabalho em dar voz às histórias de pessoas consideradas invisíveis pela sociedade, apesar de estarem presentes em todos os lugares.

A primeira temporada estreou no dia 25 de junho e está disponível no Prime Video.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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