Connect with us

.

Review | Humans – Episódio 3.01

Published

on

Em seus primeiros minutos, “Humans” já demonstra que conflito e caos serão os temas centrais da nova temporada. O episódio se inicia com uma montagem de vários noticiários informando o que aconteceu com o mundo após o código de consciência ter sido liberado. Dezenas de humanos mortos resultam em diversos protestos contra o uso dos synths, gerando a destruição e isolamento dos sintéticos que possuem tal “defeito”.

Para os humanos, a consciência dada aos synths é um defeito que precisa ser combatido, a destruição e a criação de locais que os contenham são as maneiras encontradas para enfrentar esse problema global. Por um lado há humanos que defendem que sintéticos devem possuir direitos e oportunidades tais como os humanos, enquanto há organizações que são contra a qualquer tipo de relação com as inteligências.

Humans: relembre as duas primeiras temporadas

Apesar de haver protestos contra o uso deles (synths), há pessoas que ainda os necessitam e, pensando nisso uma empresa passa a produzir novos sintéticos sem o tal “defeito” e mudam a cor da iris para laranja para diferenciá-lo dos demais. Comercializados como “bonzinhos”, os novos synths são máquina incapaz de questionar as ordens dos humanos, diferente daqueles com a iris verde, que são os que não querem mais ser tratados como propriedade do homem, e que passam a ser tratados como os vilões na série.

Um ano após a liberação do código da consciência, Waltringhan relembra a morte de 110 mil humanos. Enquanto Max (Ivanno Jeremiah) e Mia (Gemma Chan) assistem juntos com os demais synths as homenagens a tais mortes. Agnes (Holly Earl), uma das sintéticas que assiste o noticiário junto com Max e Mia, começa a questionar porque eles devem lamentar pelas mortes daquelas pessoas, já que eles ainda os matam e destroem por pura diversão. O personagem de Jeremiah, que surpreendentemente torna-se um líder equilibrado e sábio, tenta convencer Agnes de que um dia os humanos irão aceitá-los, porém fica claro que ela não possui nenhuma esperança de que um dia isso possa ocorrer.

Estreias do Mês | Junho 2018 – Séries de TV

Passamos a entender o motivo que leva Agnes a não ter nenhuma expectativa de que as coisas possam melhorar, quando Max e Mia conversam sobre a constante interrupção de energia aprovada pelo governo que interfere na recarga dos sintéticos, gerando a morte dos mesmos. Ao percorrer o lugar em que Mia e os demais synths vivem, entendemos que o local em que eles foram colocados, para a proteção deles e dos humanos, muito se assemelha a campos de refugiados, afastados da sociedade, sofrendo com privações e distanciamento, tendo apenas uma televisão que os conecta ao resto do mundo.

Esse é o novo mundo, synths lutando pela sobrevivência, enquanto a maioria dos seres humanos quer dizimá-los. O mais interessante dessas séries de ficção é que apesar de usarem elementos fantasiosos, é possível relacionar com assuntos que nos rodeiam. Apesar da usar máquinas, no fim a produção conta a história de um grupo tentando sobreviver e adquirir direitos, tais como os refugiados.

Wynonna Earp: saiba as novidades para 3ª temporada

Longe dali, Niska (Emily Berrington) e Astrid (Bella Dayne) vivem numa bolha de aceitação que aparentemente não possui interferências do mundo externo. Astrid trabalha num bar que incentiva a aproximação entre synths e humanos. Tudo parece estar indo bem, até que há uma explosão no local, matando sintéticos e pessoas, e deixando a personagem de Dayne machucada. Ao percebe que Niska está sem sua lente de contato, Astrid a manda fugir, para evitar que a polícia a prenda.

Neste novo contexto, os sintéticos têm duas opções, se esconder e tentar viver uma vida normal, como Niska e Karen (Ruth Bradley), ou eles mostram sua verdadeira natureza e são marginalizados, como Max e Mia. Mais uma vez podemos fazer uma relação com a nossa realidade, e neste caso falo da comunidade LGBTQ+, quantos de nós temos que reprimir nosso verdadeiro eu para não sofrer agressões físicas e/ou psicológicas, tal como ocorre com os personagens da série.

Enquanto Max, Mia e Niska sofrem com as consequências de serem sintéticos com consciência, a família Hawkins vive com os efeitos da nova ordem mundial dentro de casa. Joe (Tom Goodman-Hill) e Laura (Katherine Parkinson) se divorciam, e ele decidi viver numa comunidade que promove o não uso de synths, enquanto Laura se torna ativista em defesa dos direitos dos mesmos. O desenvolvimento da matriarca é um dos mais importantes da série, porque no início ela abominava as inteligências e hoje é uma das pessoas mais importantes no enredo. A personagem de Katherine, passa a ser convidada para participar de comissões e programas de TV para que ela possa defender os sintéticos. Durante uma de suas aparições em um dos programas locais, Laura e os demais descobrem que o responsável contra o atentado ao bar, é na verdade um grupo de sintéticos que cansados das opressões, que decide usar a violência e ações radicais para mostrar que não abaixarão mais a cabeça para os humanos.

Esse ato, então, separa os sintéticos em dois movimentos, aqueles que querem dialogar para conseguir um espaço na sociedade, como Max e Mia, e aqueles que usarão da violência para conseguir aquilo que desejam, como é o caso de Agnes. Ao saber dessas informação os humanos começam a tomar atitudes para encontrar os responsáveis, e Niska vai ao encontro de Mia e Max, na tentativa de achar pistas que a levem ao paradeiro do sintético responsável pela bomba que matou synths e humanos, e deixou Astrid ferida.

5 Personagens Femininas LGBTQ+ Mais Nerds da TV

Mesmo com a morte de Flash, Max continua sendo um líder sábio disposto ao diálogo, e que tenta manter o grupo de synths unidos. Porém, com a invasão de policiais ao local em que eles vivem, o personagem de Ivanno não consegue conter Agnes, que decide enfrenta-los. O episódio finaliza, nos deixando sem saber o que resultou do confronto. Será que ela sobreviveu, ou será que desceu a porrada nos policiais?

Continue Reading
Click to comment

.

LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

Published

on

Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

LesB Saúde | Prevenção de ISTs para mulheres

Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

LesB Saúde | A solidão de mulheres sáficas

Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

Continue Reading

.

Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

Published

on

“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

LesB Indica | Badhaai Do – uma salada de casamento de fachada, confusão familiar e amor

No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

ANNE+: O Filme e o relacionamento de Anne e Sara em uma nova fase

“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

Continue Reading

.

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

Published

on

Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

Continue Reading

Bombando