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Review | Humans – Episódio 3.01

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Em seus primeiros minutos, “Humans” já demonstra que conflito e caos serão os temas centrais da nova temporada. O episódio se inicia com uma montagem de vários noticiários informando o que aconteceu com o mundo após o código de consciência ter sido liberado. Dezenas de humanos mortos resultam em diversos protestos contra o uso dos synths, gerando a destruição e isolamento dos sintéticos que possuem tal “defeito”.

Para os humanos, a consciência dada aos synths é um defeito que precisa ser combatido, a destruição e a criação de locais que os contenham são as maneiras encontradas para enfrentar esse problema global. Por um lado há humanos que defendem que sintéticos devem possuir direitos e oportunidades tais como os humanos, enquanto há organizações que são contra a qualquer tipo de relação com as inteligências.

Humans: relembre as duas primeiras temporadas

Apesar de haver protestos contra o uso deles (synths), há pessoas que ainda os necessitam e, pensando nisso uma empresa passa a produzir novos sintéticos sem o tal “defeito” e mudam a cor da iris para laranja para diferenciá-lo dos demais. Comercializados como “bonzinhos”, os novos synths são máquina incapaz de questionar as ordens dos humanos, diferente daqueles com a iris verde, que são os que não querem mais ser tratados como propriedade do homem, e que passam a ser tratados como os vilões na série.

Um ano após a liberação do código da consciência, Waltringhan relembra a morte de 110 mil humanos. Enquanto Max (Ivanno Jeremiah) e Mia (Gemma Chan) assistem juntos com os demais synths as homenagens a tais mortes. Agnes (Holly Earl), uma das sintéticas que assiste o noticiário junto com Max e Mia, começa a questionar porque eles devem lamentar pelas mortes daquelas pessoas, já que eles ainda os matam e destroem por pura diversão. O personagem de Jeremiah, que surpreendentemente torna-se um líder equilibrado e sábio, tenta convencer Agnes de que um dia os humanos irão aceitá-los, porém fica claro que ela não possui nenhuma esperança de que um dia isso possa ocorrer.

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Passamos a entender o motivo que leva Agnes a não ter nenhuma expectativa de que as coisas possam melhorar, quando Max e Mia conversam sobre a constante interrupção de energia aprovada pelo governo que interfere na recarga dos sintéticos, gerando a morte dos mesmos. Ao percorrer o lugar em que Mia e os demais synths vivem, entendemos que o local em que eles foram colocados, para a proteção deles e dos humanos, muito se assemelha a campos de refugiados, afastados da sociedade, sofrendo com privações e distanciamento, tendo apenas uma televisão que os conecta ao resto do mundo.

Esse é o novo mundo, synths lutando pela sobrevivência, enquanto a maioria dos seres humanos quer dizimá-los. O mais interessante dessas séries de ficção é que apesar de usarem elementos fantasiosos, é possível relacionar com assuntos que nos rodeiam. Apesar da usar máquinas, no fim a produção conta a história de um grupo tentando sobreviver e adquirir direitos, tais como os refugiados.

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Longe dali, Niska (Emily Berrington) e Astrid (Bella Dayne) vivem numa bolha de aceitação que aparentemente não possui interferências do mundo externo. Astrid trabalha num bar que incentiva a aproximação entre synths e humanos. Tudo parece estar indo bem, até que há uma explosão no local, matando sintéticos e pessoas, e deixando a personagem de Dayne machucada. Ao percebe que Niska está sem sua lente de contato, Astrid a manda fugir, para evitar que a polícia a prenda.

Neste novo contexto, os sintéticos têm duas opções, se esconder e tentar viver uma vida normal, como Niska e Karen (Ruth Bradley), ou eles mostram sua verdadeira natureza e são marginalizados, como Max e Mia. Mais uma vez podemos fazer uma relação com a nossa realidade, e neste caso falo da comunidade LGBTQ+, quantos de nós temos que reprimir nosso verdadeiro eu para não sofrer agressões físicas e/ou psicológicas, tal como ocorre com os personagens da série.

Enquanto Max, Mia e Niska sofrem com as consequências de serem sintéticos com consciência, a família Hawkins vive com os efeitos da nova ordem mundial dentro de casa. Joe (Tom Goodman-Hill) e Laura (Katherine Parkinson) se divorciam, e ele decidi viver numa comunidade que promove o não uso de synths, enquanto Laura se torna ativista em defesa dos direitos dos mesmos. O desenvolvimento da matriarca é um dos mais importantes da série, porque no início ela abominava as inteligências e hoje é uma das pessoas mais importantes no enredo. A personagem de Katherine, passa a ser convidada para participar de comissões e programas de TV para que ela possa defender os sintéticos. Durante uma de suas aparições em um dos programas locais, Laura e os demais descobrem que o responsável contra o atentado ao bar, é na verdade um grupo de sintéticos que cansados das opressões, que decide usar a violência e ações radicais para mostrar que não abaixarão mais a cabeça para os humanos.

Esse ato, então, separa os sintéticos em dois movimentos, aqueles que querem dialogar para conseguir um espaço na sociedade, como Max e Mia, e aqueles que usarão da violência para conseguir aquilo que desejam, como é o caso de Agnes. Ao saber dessas informação os humanos começam a tomar atitudes para encontrar os responsáveis, e Niska vai ao encontro de Mia e Max, na tentativa de achar pistas que a levem ao paradeiro do sintético responsável pela bomba que matou synths e humanos, e deixou Astrid ferida.

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Mesmo com a morte de Flash, Max continua sendo um líder sábio disposto ao diálogo, e que tenta manter o grupo de synths unidos. Porém, com a invasão de policiais ao local em que eles vivem, o personagem de Ivanno não consegue conter Agnes, que decide enfrenta-los. O episódio finaliza, nos deixando sem saber o que resultou do confronto. Será que ela sobreviveu, ou será que desceu a porrada nos policiais?

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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