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Review | Esconderijo – Primeira Temporada

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Oito anos após o fim do relacionamento e sem nenhum contato, Malu (Mirela Pizani) vê Raquel (Tatiana Fernandes) voltar a sua vida para confundir tudo o que ela acreditava entender sobre amor, mágoa e razão.

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Esconderijo” apresenta uma história absurdamente sensível e bonita, do ponto de vista de uma mulher forte, mas que se encontra fragilizada pelo fim de dois relacionamentos. E de uma outra mulher independente, sensível e que traz muito mais histórias sob a sua fortaleza. Em um primeiro momento, o espectador consegue vilanizar a Raquel, que volta depois de oito anos e vai entrando na vida da Malu como se todo esse tempo não tivesse sido nada, mas aos poucos passa a entender o seu lado, seus sentimentos e sorriem abobalhados enquanto ela analisa os trejeitos da mulher que foi o grande amor da sua vida.

Você também consegue se colocar no lugar da Malu, que acabou de sair de um outro relacionamento e mantém pela casa detalhes que demonstram que seus sentimentos pela Patricia (Simone Perez) ainda são bem presentes, e se vê lidando com o retorno da sua ex (que a deixou), despertando nela sentimentos que acreditava ter enterrado há muito tempo.

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A série conta com oito episódios, com uma média de oito minutos cada, e se passa em 24 horas, tendo como cenário uma linda casa em Paquetá. Conforme o dia avança e a noite vai se revelando, a história acompanha essa transição, aumentando a tensão entre as duas e preparando seu clímax, até que tudo se transforma de uma maneira emocionante.

As atrizes, Tatiana Fernandes e Mirela Pizani, possuem uma química palpável e realmente perceptível em todas as cenas. Elas fizeram um trabalho de inserção na história e nas personagens por três meses antes de iniciarem as filmagens, e tudo isso resultou em lindas trocas de olhares e em uma sintonia super agradável de acompanhar. Tatiana entrega muito bem a estranheza do reencontro, o despertar de antigos sentimentos e a confiança que a Raquel ganhou com o passar desses oito anos. Já Mirela deixa muito claro o desconforto, a raiva que ainda nutre e a dor, derivada de inúmeros acontecimentos pela qual a personagem Malu passou e está passando, que a fez se isolar de todos e se fortalecer ainda mais.

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Esconderijo” é uma série sensível, que transborda uma imensidão de sentimentos e emoções, e uma de suas características mais marcantes é a paleta de cores, sempre fria, azulada e que casou com todos os momentos daquele dia que as duas passaram juntas. Um trabalho realmente excepcional da direção de arte que acerta do início ao fim.

Com roteiro e direção de Gabriela DiMello, que fez um ótimo trabalho, teve o prazer de ver sua ideia ganhar vida e atingir tanta gente de forma tão positiva, “Esconderijo” é uma daquelas séries que merecem ser vistas inúmeras vezes e que possui uma história singular por trás e na frente das câmeras. Uma série que traz representatividade e um reencontro cheio de tensão e emoção.

Myrella Oliveira é a co-criadora do LesB Out!, estudante de Publicidade, designer e sonha mais do que pode realizar. Acumula livros que não tem tempo pra ler e séries que não tem tempo para assistir. Feminista, bissexual e orgulhosa, além de ser esquecida e absurdamente dramática. Enxerga o mundo de um jeito bem singular. Mora no litoral ensolarado do Rio de Janeiro.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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