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Pro Mundo (Out!) | Sloane Fox encontrando a si mesma em Last Life

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Contém spoilers leves

A primeira cena de “Last Life” é exatamente o que te prende ou te afasta da série. Somos apresentados imediatamente à bruxa Sloane Fox, que ferozmente beija uma garota que tenta arrancar seu talismã e flertar com ela entre beijos, antes de ser calada com um feitiço. A falta de interesse de Sloane em sua companheira é imediatamente explicado pela abertura, quando Sloane introduz seu único objetivo: Encontrar sua alma gêmea várias em quantas vidas forem necessárias para que elas se encontrem.

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Sloane, interpretada pela atriz e produtora da série, Kathy DiStefano, parece se tornar coadjuvante na história em que narra assim que sua alma gêmea, Taylor (Nancy Cooney), entra em cena. Taylor tem covens milenares lutando por ela, fazendo o possível para impedi-la ou motivá-la a cometer os horrores que cometeu em outras vidas. Sloane só quer proteger a amada e aproveitar sua última vida ao lado de sua alma gêmea. A história de Taylor é contada aos poucos, enquanto a de Sloane é simples: Ao morrer pela última vez, a alma que originalmente pertencia a Rick, se prendeu ao primeiro corpo que achou disponível, e assumiu a vida de Sloane, que morrera ao mesmo tempo. A troca de corpos não afeta a alma que parece ter sido masculina por algumas gerações. Sloane assume o corpo que possui agora, clamando por Taylor e dormindo com outras mulheres até a encontrar.

Quando finalmente a encontra, o romance das duas que começa tímido quando Sloane precisa se apresentar a Taylor sem que a mesma saiba imediatamente quem ela é, aos poucos volta a ter o mesmo calor das vidas passadas. Sloane se torna mentora de Taylor na vida depois da jovem ter tido suas memórias apagadas pelo coven The Alina. Sua missão de encontrar sua alma gêmea se transforma na missão de guiá-la e protegê-la. A própria Sloane sempre apagada, sentiente. Eventualmente, porém, o poder de Taylor se torna demais para que o casal continue e as qualidades que fizeram de Taylor uma das almas mais temidas do universo começam a se manifestar. A separação das almas gêmeas foi um dos pontos principais do fim da segunda temporada e deixou fãs da série sem saber sobre o futuro.

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A terceira temporada da série, que estreia nesta sexta, 28, promete foco especial no desenvolvimento de Sloane. Finalmente podemos ver a alma misteriosa que narra todo percurso de “Last Life” existir com um foco que vai além de sua alma gêmea e finalmente podemos entender o que a motiva além de Taylor. O fim do mundo e o surgimento de outros personagens permitem que as relações da jovem que vive sua última vida cheguem além da busca por sua alma gêmea. Finalmente veremos Sloane como dona da sua própria história e, quem sabe, salvadora do mundo. “Last Life” está disponível no canal da produtora Puma Squad no YouTube.

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Giulia Santana é estudante de jornalismo. Passa metade do tempo escrevendo e a outra stalkeando atrizes no Instagram. Ela mora em Vitória da Conquista, na Bahia.

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LesB Saúde | Competitividade entre mulheres LGBTQIA+

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Assumir que há competitividade entre as mulheres LGBTQIA+ é perceber que, infelizmente, essa realidade existe entre as mulheres da comunidade, mas enfrentar isso nos dá uma chance de entender e repensar essa atitude, de como estamos lidando com a companhia das outras, por que isso acontece e como afeta nossa saúde mental.

Quando falamos de saúde mental, na maioria das vezes a associamos a processos individuais, mas saúde mental é muito mais do que isso, como estamos trazendo em vários textos aqui na coluna de Saúde Mental do LesB Out!. Pensando na saúde mental de mulheres LGBTQIA+, há temas específicos que surgem diante das nossas vivências e que dificilmente estão em revistas científicas ou são temas de estudos feitos na área acadêmica, mas que estão sendo discutidos e percebidos por quem vive essa realidade.

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Quem nunca frequentou um espaço (o famoso rolê) em que estejam outras mulheres da comunidade LGBTQIA+ e em que, mesmo antes de trocarem palavras (e de chegarem a fazer isso, pois, muitas vezes, as conclusões são tiradas por meio de olhares), acaba se criando um espaço de competição? Essa guerra silenciosa que é armada evidencia alguns fatores que resultam no fortalecimento de estereótipos que tanto lutamos para extinguir.

Nessa disputa presencial entram tópicos como: quem está gastando mais dinheiro, quem está acompanhada da mulher mais bonita (e, se for uma mulher — por exemplo, se for um homem acompanhando uma mulher bissexual —, essa mulher pode sofrer até silenciamento por causa disso) e até questões sobre quem está vestindo o melhor look. Então, quando comparações financeiras e físicas são feitas, cria-se uma situação que abre espaço para que pequenas violências sejam cometidas umas contra as outras, mesmo que de forma velada.

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Consequentemente, isso deixa explícito o quanto essa competitividade é um empecilho para o fortalecimento de nós, mulheres LGBTQIA+, tanto de forma coletiva quanto individual. Temos o direito de sentir afeto e acolhimento umas com as outras e, enquanto grupo, politicamente falando. Afastar-nos desse lugar de afeto que merecemos reforça as ações estereotipadas que nos agridem. Desse modo, é importante reforçar a importância de não reproduzir essas atitudes que influenciam nossa saúde mental, para, assim, gerar acolhimento de todas as formas enquanto comunidade.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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