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LesB Indica | Nuclear Family – produção com reflexões sobre o que é ser uma família

“Nuclear Family” é uma série documental, em três episódios, que conta a história da família Russo-Young, mais especificamente a história de Ry Russo-Young (interpretada pela mesma). Essa produção é autobiográfica, já que Ry é a diretora e a entrevistadora da própria família e amigos para o documentário.

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“Nuclear Family” é uma série documental, em três episódios, que conta a história da família Russo-Young, mais especificamente a história de Ry Russo-Young (interpretada pela mesma). Essa produção é autobiográfica, já que Ry é a diretora e a entrevistadora da própria família e amigos para o documentário.

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Ry é filha de Robin e Sandy, e tem uma irmã chamada Cade. A história começa quando Robin e Sandy se conhecem, mostrando basicamente um caso de amor à primeira vista e logo as duas vão morar juntas em Nova York. Como Ry as define: Julieta e Julieta.

À medida que o tempo passa, as duas decidem que gostariam de ter filhos, contudo, na época ainda não existia qualquer menção à adoção por casais homoafetivos ou qualquer coisa do tipo, até que uma amiga do delas, Cris Arguedas, apresenta a ideia sobre um doador de esperma.

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Elas aceitam e Cris vai em busca de homens conforme as descrições do casal, e os encontra. Os termos de aceite para essa doação de esperma eram basicamente de que os homens não teriam direitos ou responsabilidades sobre as crianças, mas que, se caso quisessem manter algum tipo de contato, isso poderia ser arranjado.

A família havia se tornado uma espécie de exemplo para outros casais sáficos de que era possível ser um casal homoafetivo e formar uma família. A trajetória delas é contada por Robin, Sandy, Cade e algumas amigas da família, e realmente mostra esta convivência, inclusive exibindo a maturidade ao deixar os doadores de esperma terem acesso a uma convivência com as meninas, caso elas também perguntassem sobre, e mesmo assim, sem qualquer peso de responsabilidade parental sobre eles. Muitas das coisas sobre a convivência da família foram documentadas através de vídeos de quando as meninas eram crianças e foi utilizado como material no documentário.

Tudo era literalmente flores até o momento de uma tensão se instaurar, sendo este o grande motivo pelo qual Ry decidiu fazer este documentário: quando ela tinha nove anos, suas mães passaram por um processo onde Tom Steel, um advogado homossexual de São Francisco e o doador de esperma que gerou Ry, entra com uma ação de paternidade e guarda compartilhada contra Robin, que é a mãe biológica de Ry, em 1991. Este processo permeou toda a história da família Russo-Young e sempre foi algo muito dolorido na história delas, porém Ry nunca entendeu muito bem o que ocorreu, então fazer o documentário foi a forma de buscar suas respostas.

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O processo foi provavelmente o primeiro do tipo onde um doador de esperma movia uma ação assim, e foi extremamente extenuante e cansativo para ambas as partes, deixando marcas na criação de Ry e na convivência da família: o sentimento de abandono por parte de Cade, a possibilidade de perder a guarda da filha por parte de Robin e Sandy, toda a pressão em cima de Ry, além das consequências sentidas por Tom.

“Nuclear Family” é sobre família, mas é também uma busca por respostas e até mesmo de outras perguntas feitas pelos Russo-Young. É cheio de camadas e reflexões sobre o que é ser uma família.

A série documental foi lançada em 2021 e foi indicada ao GLAAD na categoria Melhor Documentário. Nuclear Family” está disponível na HBO Max.

França, 25 anos, fã incondicional de Grey’s Anatomy. Mora em SP mas ama viajar. Viciada em livros de fantasia e romances policiais, espera um dia poder ter tempo de colocar a suas leituras e séries em dia.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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