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Entrevista | Venvs lança novo single que marca reencontro da banda com rock

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De duo para banda, a Venvs inicia uma nova fase. Um reencontro com o rock, com as origens, mas também um novo começo. Aproveitando o lançamento da música “Me Reencontrar”, o LesB Out! conversou com o casal Evie Dee e Elektra sobre a banda, a volta do emo ao mainstream e representatividade LGBTQIA+ no mundo da música.

O duo chegou em 2019 trazendo uma sonoridade mais voltada para o MPB e pop, lançaram um EP e o álbum “Sinergia”. Agora com uma nova roupagem, a música “Me Reencontrar” traz a sonoridade do rock e pop-punk, estilo que já faz parte da história das duas. “No momento em que começamos a cantar juntas, estávamos numa fase de entender o caminho que queríamos seguir, que tipo de música poderíamos cantar juntas”, comenta Evie, que teve sua primeira experiência como cantora com a Venvs. Mas a mudança parecia já ter data para acontecer, mesmo que elas não soubessem ainda.

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Apesar da pandemia da Covid-19, que isolou todos do mundo, 2020 foi um ano em que a dupla não parou de trabalhar. Mas também foi um momento de reflexão sobre o futuro. “Amamos muito as músicas antigas, mas depois de toda essa loucura, dessa pandemia, não dá para perder tempo, né? Não dá para ficar deixando de fazer o que a gente realmente quer”, completa Evie. Então a mudança veio, mas segundo o duo, tudo aconteceu de forma natural, mas com muita conversa e também receio.

A música que marca essa mudança foi lançada nesta quinta-feira (26). “Me Reencontrar” já está disponível em todas as plataformas digitais e também ganhou um videoclipe, lançado no mesmo dia. A canção faz parte do novo EP da banda, que será lançado ainda em 2021, e que irá abandonar o MPB e embarcar de vez no rock.

A fase nova da Venvs é também um momento de reencontro, como o próprio nome da música diz. Elektra fez parte da trilha sonora de milhares de adolescentes que viveram os anos 2000. Ela era a vocalista da Fake Number, uma das bandas que marcaram a onda emo/rock/pop punk da época. E agora, ela volta para o gênero musical para marcar uma nova geração.

“Com a pandemia, acabei voltando para Lorena (cidade natal da cantora) para ficar perto da minha mãe. Eu acabei me vendo de novo no mesmo lugar em que a Fake Number começou. Parece que é uma coisa para acontecer de verdade, ela tem um lugar certo para acontecer”, afirma. Mas, apesar de ser um reencontro com o gênero, a cantora diz que a sensação é de começar algo novo, agora com uma nova banda.

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A Venvs se tornou, então, uma banda completa. O duo abriu espaço para dois novos membros: Jota C (Bateria) e Luk (Guitarra) chegam para completar o time. Evie e Elektra falaram que a decisão de passar de duo para banda foi a mais rápida entre as mudanças. Algo que aconteceu naturalmente com a troca do estilo musical.

“Eu nunca gostei de cantar sozinha, mesmo em dupla ainda achei que faltava algo. Sou uma pessoa de banda, gosto de ter um suporte, de pessoas comigo”, afirma Elektra, que completa: “Quando a gente faz algo em grupo assim, pessoas que estão na mesma vibe que você, é muito mais legal”.

A volta do emo

O pop-punk e o emo, gêneros musicais que ganharam força no mainstream nos anos 2000, voltaram a aparecer nas listas de músicas mais tocadas nos Estados Unidos em 2020. Esse movimento de retorno foi uma força extra para acordar essa vontade da dupla que estava escondida.

Elektra que viveu intensamente a época de ouro do gênero no Brasil, se diz empolgada para as novas vivências com essa geração que começa a aparecer no mundo da música. “Eu gostaria muito que fosse como foi naquela época, a união das bandas, das pessoas. Todo mundo nos shows”.

A volta aos palcos também é algo que elas não veem a hora de acontecer. E essa é uma ansiedade compartilhada tanto pelos artistas como pelos fãs. Elektra acredita que esse pode ser um fator importante para o retorno do pop-punk e emo no Brasil. “Eu estou vendo lá fora esse movimento e espero que aqui no Brasil também seja assim”.

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Representatividade LGBTQIA+ na música

Antes de serem parceiras na música, Evie e Elektra são namoradas, e atualmente noivas. E o amor entre elas transbordou para o trabalho criado na Venvs. A música virou algo importante para transmitir os sentimentos que elas sentem. Para Evie, falar sobre a sexualidade nas canções é algo natural. “Eu escrevo sobre as minhas vivências, então obviamente vai aparecer a nossa sexualidade no meio, até porque somos um casal, né? Não tem nem como deixar essa parte escondida”.

Nos últimos anos, o número de artistas se assumindo LGBTQIA+ vêm crescendo bastante, inclusive no mainstream. E eles utilizam essa plataforma para falar de sexualidade, sentimentos, amores. A Venvs faz parte desse movimento de novos artistas que conseguiram mais liberdade para tratar de temas que fazem parte da vida deles.

“A indústria musical está mais aberta, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Artistas LGBTQIA+ estão sendo mais aceitos, as pessoas se sentem mais livres para falar sobre sexualidade. Isso é muito incrível. Mas acho que ainda existe uma ‘caixinha’. Somos artistas LGBTQIA+, uma banda LGBTQIA+. Como se fosse um gênero musical. Queremos estar em todos os meios, em todos os lugares. Não é um gênero musical, é o que somos, mas queremos ir para todos os lugares”, desabafa Evie.

Apesar disso, elas reconhecem a importância do avanço e sonham com um futuro com ainda mais liberdade, independente de qualquer outro fator. Para Elektra, “é um passo de cada vez, né? É ótimo poder ver todo mundo, tipo, chutando a porta do armário, dizendo tudo que tem para dizer. Eu acho isso incrível e espero que cada vez mais pessoas tenham força para fazer isso”.

Jornalista nascida no Rio de Janeiro e atualmente morando em Fortaleza. Cresceu assistindo filmes da Sessão da Tarde, Dragon Ball e Xena: A Princesa Guerreira. Constantemente falando coisas aleatórias sobre cinema, televisão e música.

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Crítica | Por Trás da Inocência – longa-metragem com potencial não explorado

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“Por Trás da Inocência” é um filme de 2021 que conta a história de Mary Morrison (Kristin Davis), uma famosa escritora de suspense, se preparando para embarcar em uma nova obra, a autora decide contratar uma babá para ajudar nos cuidados com as crianças.

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No entanto, a trama sinistra do livro começa a se misturar com a realidade. Mary seria vítima de uma perigosa intrusa, ou estaria imaginando as ameaças? Conforme o livro da escritora se desenvolve, a vida dos familiares é colocada em risco.

Quando assistimos a candidata a babá Grace (Greer Grammer) entrar pela porta, ela faz uma cara de psicopata à câmera. Clássico. E em uma de suas primeiras frases, a garota comportada até demais afirma: “Eu sou um pouco obsessiva”. E é neste momento que já conseguimos pensar no que vem pela frente.

O que mais incomoda nessa personagem é que ela foi fetichizada desde o início de “Por Trás da Inocência”. Ela parece ser constantemente usada para justificar a “nova” atração de Mary por mulheres, que até então nunca tinha acontecido. É como se Mary tivesse sido privada de todos os seus desejos e somente com a chegada dela tudo emergisse.

Soa familiar para vocês?

LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

A diretora e roteirista Anna Elizabeth James tem a mão leve para a condução das cenas. Talvez ela tema que suas simbologias não sejam claras o bastante, ou duvide da capacidade de compreensão do espectador. De qualquer modo, ressalta suas intenções ao limite do absurdo: o erotismo entre as duas mulheres se confirma por uma sucessão vertiginosa de fusões, sobreposições, câmeras lentas e imagens deslizando por todos os lados, sem saber onde parar.

A escritora bebe uísque e fuma charutos o dia inteiro (é preciso colocar um objeto fálico na boca, claro), enquanto a funcionária mostra os seios, segura facas de maneira sensual e acidentalmente entra no quarto da patroa sem bater na porta. “Por trás da inocência” se torna um herdeiro direto da estética soft porn da televisão aberta por suas simplicidades e exageros. Ou seja, típico filme feito para agradar homens.

Este é o clássico filme sáfico que poderia ser muito bom, mas foi apenas mediano. Infelizmente, o longa só nos mostra mais uma vez o quanto ainda temos um longo caminho pela frente nessa indústria.

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“Por trás da inocência” está disponível para assistir na Netflix.

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LesB Cast | Temporada 2 Episódio 02 – The Wilds e teorias para a segunda temporada

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Fala LesBiCats, o LesB Cast está de volta com um novo episódio. Desta vez, vamos conversar sobre a série do Prime Video “The Wilds”, que retorna dia 6 de maio, o desenvolvimento das personagens ao longo da primeira temporada e PRINCIPALMENTE, o que esperamos do segundo ano da produção. Estão preparadas para nossas teorias?

Nesta edição contamos com a presença da nossa apresentadora Grasielly Sousa, nossa editora-chefe Karolen Passos, nossa diretora de arte Bruna Fentanes e nossa colaboradora França Louise. E aí, vamos conversar sobre “The Wilds”?

Se você gostar do nosso podcast, quiser fazer uma pergunta ou sugerir uma pauta, envie-nos uma DM em nossas redes sociais ou um e-mail para podcast@lesbout.com.br 😉

Créditos:

Lembrando que nosso podcast pode ser escutado nas principais plataformas como: Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Google Podcasts.

Espero que gostem. Até a próxima!

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LesB Saúde | A descoberta tardia da sexualidade

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Com a evolução de se ter a cultura sáfica (sáfica aqui carrega o sentido de mulheres que se relacionam com outras mulheres) sendo representada em produções artísticas e na mídia como livros, filmes e séries, se observarmos bem, nesses espaços o tema, na maioria das vezes, vem sendo abordado com a descoberta da sexualidade durante a adolescência. E sim, é importante ter essas produções voltadas para a identificação do público juvenil, entretanto, também se faz importante discutir sobre as possibilidades dessa descoberta em outras fases da vida, esse texto tem a intenção de refletir sobre isso.

Diante das outras possibilidades da descoberta, podemos usar como exemplo o recente casal Gabilana (Gabriela e Ilana) que vem sendo bastante falado; as personagens são interpretadas por Natália Lage e Mariana Lima na novela “Um Lugar ao Sol”, da Rede Globo. Casal esse que conseguiu ficar junto na trama só depois de 20 anos após se conhecerem, depois dos desencontros da vida. Durante o desenvolvimento da história das duas podemos perceber como elas lidaram com a heterossexualidade compulsória, o medo do julgamento e de se permitirem vivenciar quem são de verdade.

Pro Mundo (Out!) | Um pouco sobre Ilana Prates de “Um Lugar ao Sol”

Devemos considerar também que, para além de toda a invisibilidade percebida na mídia, o nosso dia a dia também faz parte desse processo de reconhecimento. Estamos atentas para conhecermos e conversarmos com mulheres que vivem essa realidade depois de certa idade, sendo esta uma idade que a sociedade julga como “errada” para descobrir a sua sexualidade. Portanto, o que essas mulheres sentem depois que percebem que estão nessa situação?

A experiência de mulheres que passam por essa descoberta “tardia” não envolve só a descoberta em si, mas devemos olhar também para outras complexidades que vêm com isso, como o sentimento de invalidação da sua sexualidade, além do possível sofrimento causado depois de anos experienciando o que as impedem de viver plenamente o que sentem.

Review | Heartstopper – Primeira Temporada

A representação da mídia traz aqui um papel importante, já que provavelmente mulheres dessas vivências passam pelo questionamento “não existem pessoas como eu?” e indagações semelhantes. A sensação de reconhecimento, além da troca com outras mulheres que passam pelo mesmo, pode importar e fazer a diferença na vida de quem é atravessada por essas questões.

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Bombando

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